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domingo, 31 de janeiro de 2010

A morte dos Pobres

 
Morrer faz parte da experiência humana e todos morrem igualmente sem que nos possamos registrar, de fato, tal situação enquanto algo existencial.
Na verdade, porem, podemos constatar as duas realidades de morte: a maneira de morrer do pobre e a maneira de morrer do rico.
Somos todos irmãos, diante de Deus, é verdade, porém com circunstancias de vida diferentes.
A morte para o pobre é um grande sofrimento. O mesmo fica em casa muitas vezes, para suportar todo o sofrimento. Já presenciei muito desses quadros. O dado curioso é este: sendo pobre, o mesmo não conta com os privilégios dos melhores hospitais protegidos pelos planos de saúde. No máximo, são vistos pelos médicos, onde recebem uma receita com a medicação e enviados para casa.
A situação dos que possuem condições já é outra completamente diferente. Leva-se em conta o componente da amizade, dos planos ou do dinheiro que é o elemento de mais influencia. Escutei certa vez o testemunho de um médico que tentou atendimento de alguém da família. A situação foi muito diferente antes e dois de identificar-se como profissional. Na verdade, o ser humano não vale pela sua grandeza, mas pela sua condição social.
O pobre já convive tanto com o sofrimento e a morte que assume esses momentos com muita naturalidade e confiança: ele sabe que Deus é o único que está presente como apoio. O rico jamais aceita conviver com a morte ou com o doente. Toda a experiência de sofrimento acontece distante do aconchego familiar, não só para que haja um bom atendimento, mas para não sentir ou não acompanhar tal situação. Na morte, o velório acontece também em ambiente completamente distante da convivência familiar. Trata—se, na verdade, de ausentar ou camuflar essa real situação que nos acompanha a todos.





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