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domingo, 27 de fevereiro de 2011

O que se faz com o dinheiro?

Um dos grandes problemas do nosso país tem sido a questão do dinheiro. Não é que o mesmo falte, mas que seja concentrado, mal administrado, desviado de seu destino. Se fizermos uma pesquisa recente em nossa historia, inúmeros escândalos serão identificados em relação ao dinheiro.
Recentemente aconteceu a eleição da mesa diretora da assembléia legislativa. O jornal contraponto que circulou de 4 a 10 de fevereiro trouxe uma denuncia sobre um derrame de dinheiro no valor de 100 milhões de reais. A denuncia é gravíssima e sobre ela ninguém se manifestou, até onde fiquei sabendo. A denúncia é muito grave por ter sido feita por alguém que faz parte da própria casa, segundo a matéria, o deputado Tião Gomes. Quem pagou a conta? Eu não sei, mas a matéria diz que a despesa foi dos cofres públicos. A matéria dá para pensar bastante na seriedade e no compromisso dos nossos representantes.
No site paraibahoje, pode ser encontrada matéria Publicada em 26/02/2011 por Marconi, com o seguinte conteúdo:
“Sete funcionários do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PB) estavam recebendo salários superior ao do governador, o que contraria a Emenda Constitucional 41, que estabelece que “a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacional dos membros do estado, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, do governador”.
Pelo que se anuncia esta pratica estava muito comum em vários segmentos do nosso estado.
Temos escutado muito nos últimos tempos que homens e mulheres que administram o poder público são denunciados por improbidade administrativa.
Que pratica é esta? Veja a resposta:
“É a designação técnica para a corrupção administrativa. Qualquer ato praticado por administrador público contrário à moral e à lei; ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições.
Entre os atos de improbidade estão o enriquecimento ilícito, o superfaturamento, a lesão aos cofres públicos, o "tráfico de influência" e o favorecimento, mediante a concessão de favores e privilégios ilícitos, e a revelação de fato ou circunstância de que o funcionário tem ciência em razão das atribuições e que deva permanecer em segredo”.
Aprofunde o tema no seguinte endereço:
http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/84019.html.
Qual a causa de toda esta situação?
Encontrei a resposta na Revista Veja de 26 de janeiro 2011:
“No Brasil, um réu com bons advogados só vai para a cadeia depois de ser julgado em quatro instancias judiciais – sendo a ultima delas o supremo Tribunal Federal. Os réus com dinheiro alimentam uma indústria de recursos e raramente cumprem pena”.
Aqui está causa da corrupção e do desvio do dinheiro publico.
Ainda vamos manter a tese que a justiça é igual para todos? A quem vamos enganar?
Tapem o sol com a peneira!

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Na vida política.


Temos acompanhado duas grandes batalhas ridículas: na câmara federal e no senado. Realmente uma grande ação de nossos parlamentares em vista do aumento do salário mínimo: tão mínimo que não aumenta. Para lhes ser sincero, sem ser contra ninguém, mas tenho vergonha quando acompanho estas situações que nós chamamos de “palhaçada,” com todo respeito aos palhaços que ganham honestamente com a sua profissão.
Quanta conversa inútil com discursos vazios para nós outros. Certamente os nossos parlamentares não ficariam discutindo até a meia noite, sem ganharem o extra-ordinário.
A imprensa noticiou que o tiririca a quem não tenho nada contra nem a favor e em quem não votaria, apesar de São Paulo, que é preconceituoso com o nordeste, ter votado nele como seu representante, teria votado errado o voto sobre o salário, não acertando na opção de seu partido. Em tempo, o mesmo agora faz parte de uma comissão sobre educação. Vejam manchete:
“Depois de submetido a um teste para provar à Justiça Eleitoral que não era analfabeto, o deputado, cantor, compositor e humorista Francisco Everardo Oliveira Silva - o Tiririca - foi indicado, nesta sexta-feira, titular da Comissão de Educação e Cultura da Câmara”. Esta noticia foi divulgada no site: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,educadoreslamentam-escolha-de-tiririca-para-comissao-na-camara-,684701,0.htm

Os nossos políticos, em sua maioria devem pensar que o povo brasileiro é totalmente sem percepção e, por ser analfabeto, não sabe compreender e interpretar os acontecimentos. Esta escolha, com todo respeito ao deputado, só pode ser uma piada de mau gosto. É para ridicularizar com a educação.
Sinceramente, com todo respeito às nossas instituições, mas a imagem que fica desse cenário político brasileiro é esta: pessoas brincando de fazer política, desocupadas, abastadas, com os melhores salários, discutindo um aumento que já se sabe não poder ser dado, para os que realmente trabalham. Realmente vivemos em vários brasis: a dos que recebem quando deputados, senadores, governadores, com todas as regalias e privilégios e, por ultimo, as pensões vitalícias. Realmente na política só existem as artimanhas das benesses e facilidades, em detrimento do sacrifício dos trabalhadores e das trabalhadoras que ainda são discriminadas no trabalho e no salário em relação aos homens.
O povo deveria entender o motivo pelo qual existe uma tremenda briga pelo poder. Os cordeiros vestidos de lobos aparecem com tanta humildade e tanta subserviência que causa pena, mas, na verdade, é tudo mentira. Na verdade, estão buscando exclusivamente a própria fortuna e montando o próprio patrimônio.
Uma pergunta oportuna: Por qual motivo as fontes financeiras são diferentes?
Para aumentar um pouquinho mais o salário mínimo para quem é obrigado a trabalhar o mês inteiro, o dinheiro não é suficiente. Para pagar a um político que vive ser ter o que fazer cercado de assessores viajando para lá e para cá não falta o dinheiro. Precisamos descobrir qual é a matematica utilizada.

CF 2011 Edmilson Trindade

01. INTRODUÇÃO
- Tema: Fraternidade e a vida no planeta

- Lema: A criação geme em dores de parto (Rm 8,22).

- Objetivo Geral: Contribuir para a conscientização das comunidades cristãs e pessoas de boa vontade sobre a gravidade do aquecimento global e das mudanças climáticas, e motivá-las a participar dos debates e ações que visam enfrentar o problema e preservar as condições de vida no planeta.

- Objetivos Específicos: - Viabilizar meios para a formação da consciência ambiental em relação ao problema do aquecimento global e identificar responsabilidades e implicações éticas. - Promover a discussão sobre os problemas ambientais com foco no aquecimento global. - Mostrar a gravidade e a urgência dos problemas ambientais provocados pelo aquecimento global e articular a realidade local com o contexto nacional e planetário. - Trocar experiências e propor caminhos para a superação dos problemas ambientais relacionados ao aquecimento global.

- Estratégias: - Mobilizar pessoas, comunidades, Igrejas, religiões e sociedade para assumirem o protagonismo na construção de alternativas para a superação dos problemas socioambientais decorrentes do aquecimento global. - Propor atitudes, comportamentos e práticas fundamentados em valores que tenham a vida como referência no relacionamento com o meio ambiente. - Denunciar situações e apontar responsabilidades no que diz respeito aos problemas ambientais decorrentes do aquecimento global.

 

02. A PROBLEMÁTICA AMBIENTAL

- O atual aquecimento global e as mudanças climáticas em curso não são um desastre natural, foram causados por homens, ao desenvolverem um sistema econômico que agride a vida no e do planeta, e já sacrificou muitas vidas, espécies e ecossistemas. O aquecimento global e as mudanças climáticas exigirão mais sacrifícios dos mais pobres e menos protegidos.

- O IV Relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), de 2007, afirma que o planeta Terra está aquecendo desde 1750, período que coincide com a implantação do sistema industrial em muitos países. O Painel do Clima relaciona o aquecimento global diretamente ao aumento progressivo de emissão de gases de efeito estufa [dióxido de carbono / metano / óxido nitroso] com o processo de industrialização, além de outras fontes de emissão, como derrubadas e queimadas de florestas. As estimativas apontam que 50% das emissões de gases de efeito estufa no Brasil são resultantes de ações de desmatamento e queimadas.

- Alguns encontros internacionais sobre a questão ambiental foram realizados, dentre os quais citamos: * Conferência de Estocolmo [1972] – propôs uma abordagem ecodesenvolvimentista segundo a qual o processo de desenvolvimento exige equacionar eficiência econômica, equidade social e equilíbrio ecológico; * ECO 92 – procurou buscar meios de conciliar o desenvolvimento socioeconômico com a conservação e proteção dos ecossistemas da Terra; * Protocolo de Kyoto [1997] – discutiu providências para se controlar o aquecimento global; * Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança Climática [2007, em Bali, na Indonésia] – refletiu sobre as bases das negociações para um novo acordo que substitua o de Kyoto.

- Há muitos indicadores que mostram a aceleração do aquecimento: * as geleiras das montanhas e as coberturas de neve estão diminuindo; * as lâminas de gelo da Groenlândia e da Antártida estão derretendo em alguns pontos; * o nível do mar continua a subir; * a temperatura média do oceano está aumentando; * as secas estão mais longas e mais intensas e afetam áreas maiores; * as chuvas está mais pesadas e provocam graves enchentes.

- O crescimento econômico e a vida em sociedade baseados na industrialização capitalista e socialista foram alavancados pelas fontes energéticas não renováveis, como os combustíveis fósseis, que emitem grandes quantidades de CO2 e vapor de água, dois dos principais responsáveis pelo efeito estufa.

- O sistema produtivo, denominado agronegócio, não se mostra preocupado com o meio ambiente: desmata impiedosamente; é a atividade que desperdiça e consome 70% da água doce utilizada no mundo; os seus fertilizantes contaminam lagos e rios. (No Brasil, mais de 70% dos alimentos são produzidos pela agricultura familiar camponesa e não pelo agronegócio.)

- O sistema econômico neoliberal globalizado é altamente concentrador e gerador de disparidades. Este processo é resultante da busca pelo lucro, sem preocupação com o ser humano ou com os problemas de ordem ambiental.

 

03. ILUMINAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS

- Através da Bíblia, Deus nos chama a ter atitudes justas para cuidarmos bem da vida, pois o nosso Deus é o Deus da vida. A Bíblia inicia mostrando a vitória de Deus sobre o caos, organizando o cosmos e revelando-se como doador da vida (Gn 1-2,4a). O Salmo 8 indica que o ser humano foi criado de modo especialíssimo no reino da criação.

- João Paulo II (Redemptoris Dominis,n.15) levantou a seguinte questão: Todas as conquistas alcançadas até agora, bem como as que estão projetadas para o futuro, estão de acordo com o progresso moral e espiritual do homem?

-Comer da árvore não recomendada (Gn 3,10-24) significa que as pessoas se fazem dominadoras, instalam um sistema destruidor, e na condição de senhores e senhoras do bem e do mal, acabam destruindo tudo, inclusive a si mesmos, instalando um conflito no lugar de uma solidariedade. O descanso de Deus, no sétimo dia da criação (Gn 2,2a), se reveste de grande importância. Neste dia, o homem e a mulher devem aprofundar o sentido autêntico da criação e perceber-se criação de Deus. O domingo, dia festivo cristão, não somente antecipa o descanso do final dos tempos, mas indica o início da nova criação.

- Na Bíblia, encontramos algumas indicações sobre o respeito que o povo de Israel devia nutrir para com os seres da natureza: 1) o cuidado com as aves [Dt 22,6-7]; 2) o cuidado com as árvores [Dt 20,19-20]; 3) o cuidado com a limpeza do acampamento [Dt 23,13-15]; 4) o cuidado para evitar o desperdício [Ex 16,15-20]; 5) o cuidado para evitar a concentração de bens e poder [Nm 26,53]; 6) o cuidado com o descanso da terra [Ex 23,1011]; 7) o cuidado com a justiça social [Lv 25,23].

- Jesus ensina-nos a rejeitar: a tentação de mudar a finalidade da natureza em benefício próprio, sem respeitá-la [Mt 4,3]; a tentação de usar Deus em benefício próprio (Mt 4,5-6]; e a tentação de submeter-se às riquezas.[- No livro dos Provérbios (Pr 30,7-9], o sábio reza para que tenha o suficiente para viver e não mais do que isso. Diversos textos bíblicos trazem um louvor à criação, vendo nas manifestações da natureza sinais da sabedoria, do poder, da grandeza do Criador (Dn 3,57-58; Sl 8; Sl 104).

- João Paulo II (Exortação Pós-Sinodal de 2003) disse: Há necessidade de conversão ecológica, para a qual os Bispos hão de dar a sua contribuição ensinando a correta relação do homem com a natureza.

- Bento XVI (Pronunciamento na abertura da Conferência de Aparecida) disse: Com muita freqüência se subordina a preservação da natureza ao desenvolvimento econômico, com danos à biodiversidade, com o esgotamento das reservas de água e de outros recursos naturais, com a contaminação do ar e a mudança climática.

- A Assembleia Ecumênica Mundial, realizada em Seoul (Coreia) – de 05 a 12 de março de 1990, afirmou: Cada vida é sagrada porque a criação é de Deus e a bondade de Deus a permeia completamente.

- São Francisco, para quem todas as criaturas eram irmãs e irmãos, é hoje um modelo para os que buscam uma relação mais qualitativa em relação às criaturas. Ele soube contemplar e valorizar as coisas pelo que eram e pelo valor mais profundo que apresentavam como criaturas de Deus.

 

04. PROPOSTAS DE AÇÃO

- Resgatar o sentido do domingo, libertando-se das exigências de produção capitalista ininterrupta.

- Quantificar o consumo e a emissão de gases de efeito estufa a nível pessoal.

- Lutar pela melhoria do meio ambiente da cidade.

- Refletir sobre a temática da CF-2011 nas comunidades, escolas, entidades, etc.

- Promover o uso de energias alternativas denominadas limpas.

- Evitar o desmatamento desmedido.

- Pressionar o governo para não efetivar as alterações propostas ao atual Código Florestal de nosso país, pois elas vão dar margem a novos crimes ambientais.

- Mobilizar a população em favor da recriação de áreas de floresta.

- Favorecer a pequena produção camponesa em vez do agronegócio.

- Cultivar canteiros nos quintais ao invés de cobri-los de concreto.

- Desenvolver políticas públicas preventivas e de superação de situações de risco.

 

05. MENSAGEM

- O cuidado com o ambiente pode e deve ser hoje uma resposta ao amor redentor de Deus. Com o Criador podemos e devemos ser cuidadores, criadores e mantenedores, ajudando a salvaguardar o direito e a dignidade de vida das gerações futuras.
 


FONTE

TEXTO-BASE DA CF 2011

EDIÇÕES CNBB
 


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Morte de Jovens




O Brasil é o sexto país no ranking de homicídios entre jovens. De acordo com o estudo Mapa da Violência 2011, divulgado hoje (24) pelo Ministério da Justiça, a taxa de homicídio entre pessoas de 15 a 24 anos subiu de 30 mortes por 100 mil jovens, em 1998, para 52,9, em 2008. Nesse período, o número total de homicídios registrados no país cresceu 17,8%, ao passar de 41,9 mil para 50,1 mil.
No primeiro lugar do ranking aparece El Salvador, com 105,6 mortes violentas em cada grupo de 100 mil jovens. Em seguida vêm as Ilhas Virgens (86,2), a Venezuela (80,4), Colômbia (66,1) e Guatemala (60,6).
De acordo com o autor da pesquisa, Julio Jacobo, os homicídios são responsáveis por 39,7% das mortes de jovens no Brasil. O estudo aponta que as taxas mais elevadas, acima de 60 homicídios em cada grupo de 100 mil jovens, estão na faixa dos 19 aos 23 anos de idade. “O jovem morre de forma diferente na atualidade. A partir da década de 1980, houve um novo padrão de mortalidade juvenil”, destacou o pesquisador.
Em alguns estados, a morte de mais da metade de jovens foi provocada por homicídios. Alagoas é a unidade federativa que tem a taxa de homicídio juvenil mais alta do país (125,3). Depois, vêm o Espírito Santo (120), Pernambuco (106,1), o Distrito Federal (77,2) e o Rio de Janeiro (76,9).
Segundo Jacobo, os índices de homicídio nas capitais e regiões metropolitanas tiveram uma queda de 3,1% entre 1998 e 2008. No entanto, houve um crescimento considerável das taxas no interior do país. “Chamamos isso de interiorização da violência. A partir de 2003, ocorreu uma queda das taxas de homicídios nas capitais, no entanto, as taxas de homicídio no interior estão crescendo assustadoramente.”
Para o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, esse quadro de violência entre jovens no país exige das autoridades públicas uma profunda reflexão. “Isso coloca sobre os nossos ombros desafios, aos quais temos que responder com integração e superação de obstáculos, para que possamos ter uma política nacional de combate à violência que surta efeitos.”
Cardozo anunciou que vai desenvolver um sistema de informação que mostre o mapa da violência em tempo real. “Apesar de todo esforço dos pesquisadores, as bases de dados disponíveis são de 2008. Temos uma defasagem de três anos. Não temos uma situação atualizada em tempo real do crime. É impossível ter uma ação de segurança pública sem informação.”
Segundo ele, a política de repasse de verbas para a área de segurança aos estados será feita com base nesse sistema. “A ideia é que isso seja transparente, ou seja, que a sociedade possa acompanhar em tempo real onde acontecem os crimes.”
Edição: Juliana Andrade // Matéria alterada para acréscimo de informações e correção de dados divulgados pelo Ministério da Justiça


 
Focando a Notícia

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

onze conselhos

11 conselhos para ensinar as crianças a pensar

Luis Olivera

Diante de tantos perigos que espreitam nossos filhos, no mundo real, na internet, na TV, e como não podemos deixá-los isolados em uma redoma de vidro, a única forma de protegê-los é educando-os na liberdade e na responsabilidade. Mais que ensinar a pensar, a função dos pais deve consistir em motivar os filhos para que eles queiram pensar por conta própria.

1. O primeiro é agir de acordo com a verdade das coisas.

Ensinar os filhos a não se enganarem, a serem sinceros, a agirem com coerência. "Podemos conhecer a química cerebral que explica o movimento de um dedo, mas isso não explica por que esse movimento é usado ora para tocar piano, ora para apertar o gatilho" (Marcus Jacobson). E também que "não podemos baratear a verdade" (F. Suárez), desmerecendo seu valor, como se fosse época de liquidação.

 
2. Um segundo conselho é saber que "o treinamento é uma exclusividade da inteligência humana"

É preciso enriquecer a linguagem, fomentar o diálogo, o exercício mental de raciocinar, de defender uma causa, de ter argumentos para as próprias decisões, não bastando fazer apenas o que fazem os demais, tal qual "maria-vai-com-as-outras". Aprender a pensar é descobrir todo o imenso poder que a moda exerce no mundo e saber sair da jaula mental em que ela pode nos aprisionar. O livre pensador, ou simplesmente, o pensador, não deve sacrificar sua liberdade de pensamento no altar da moda. Sacrificar a verdade no altar da moda é uma das perversões mais nocivas do pensador. Entretanto, com demasiada freqüência encarceramos a razão na jaula da moda. Treinamento e cultivo, dado que "a terra que não é lavrada manterá dará abrolhos e espinhos, ainda que seja fértil. Assim acontece com o entendimento do homem" (Sta. Teresa de Jesus).

 
3. Já que é impossível nunca cometer erros, pelo menos, por utilidade e por dever, precisamos aprender com nossos erros.

Se queremos aprender a pensar, deveremos descobrir o mundo tão humano do erro. "Errar é humano", descobriram os antigos. O erro é o preço que o animal racional deve pagar.

4. Deliberar é a segunda etapa da vontade.

Seremos tanto mais inteligentes e livres quanto mais conhecermos a realidade, soubermos avaliá-la melhor e nos tornemos capazes de abrir mais caminhos. Seria um erro pensar, observa Leonardo Polo, que o homem inventou a flecha porque tinha necessidade de comer pássaros. Também o gato tem essa mesma necessidade e nem por isso inventou nada. O homem inventou a flecha porque sua inteligência descobriu a oportunidade que lhe oferecia um galho de árvore.

 
5. Manter aberta a nossa capacidade de dirigir a nossa conduta por valores pensados.

Temos que passar do regime do impulso irracional para o regime da inteligência. Mais que ensinar a pensar, a função dos pais deve consistir em motivar os filhos para que eles queiram pensar por conta própria. Com atitudes positivas, as meninas são capazes de devorar o mundo; com atitudes negativas, pensar parece algo cansativo; o agir, algo medíocre.

 

6. Ensinar a tomar decisões. A inteligência é a capacidade de resolver problemas vitais.

Não é muito inteligente quem não é capaz de decidir, mesmo que dentro de seu refúgio consiga resolver com desembaraço problemas de trigonometria. Se concordamos que educar é essencialmente crescer em liberdade e em responsabilidade, aprender a decidir com acerto resulta num dos aspectos-chave desta tarefa: quanto maior for a capacidade de decisão, mais liberdade se obterá.

7. Devemos recuperar e estimular, nas crianças, a sadia estratégia de perguntar continuamente.

As tres perguntas fundamentais são: Que é isto? Por que é assim? Como você sabe disso? Aristóteles definia a ciência como "o conhecimento certo pelas causas". Então, habituar-se a formular por quês. Os pais devem estimular, motivar, comentar e promover o clima adequado para favorecer os hábitos intelectuais de seus filhos.

 
8. A inteligência que plantamos deve saber aprender, e, mais que isso, tem de frutificar aprendendo.

Formular perguntas que ajudem os filhos a ser mais reflexivos, a interrogar-se sobre o pensamento: Por que o homem pensa? Você já pensou por que se recorda das coisas? Pensamos enquanto dormimos? O que é que mais te faz pensar? Você consegue pensar em duas coisas diferentes ao mesmo tempo? Leonardo Polo define o homem como um ser que não somente soluciona problemas, mas que também os propõe. De fato, o ser humano progride propondo novos problemas e procurando solucioná-los.



9. A inteligência deve ser eficazmente lingüística.

Graças à linguagem, nós nos comunicamos tanto com os outros quanto com nós mesmos. A inteligência não se assemelha a uma coleção de fotografias, mas a um rio. Rio e inteligência "fluem". Nossa linguagem natural, a língua materna, é como um rio para o qual confluem milhares de afluentes. "A pena e a palavra são as armas do pensador" (JA Jauregui): aprender a pensar é aprender a manejar dois instrumentos do pensamento: a pena e a palavra (N.E.: o autor alude ao antigo uso de uma pena como instrumento de escrita).



10. Estimular a leitura e controlar o uso da TV.

Já que falamos do vôo da inteligência: trata-se de "ser mais inteligente que a TV" (Jiménez). Os livros "têm que ser obras que alimentem a inteligência sem deixar ressequido o coração. Ou seja, devem iluminar a mente com a verdade, e não submergi-la nas névoas da dúvida ou na obscuridade do erro" (F. Suárez).

 

11. Urge encontrar tempo para refletir, para pensar, o que é menos trabalhoso e mais barato do que outras necessidades que criamos para nós.

Sobre o sentido último da vida, das coisas, do ser humano, de Deus. Quando Unamuno disse que costumava ir passear com pastores de ovelhas para aprender a pensar, para desfazer-se de preconceitos e dogmas escolares, todos estranharam. Entretanto, Unamuno estava sendo sincero. Um pastor de ovelhas dispõe de tempo para pensar, para dar rédea solta à sua imaginação e, assim, desvelar novos horizontes filosóficos que não será visto nunca por nenhum outro filósofo.

Fernando Corominas dizia que é preciso "assentar" na mente e no coração dos filhos as coisas boas, antes que se instalem as más. É chegar antes, educar para o futuro. Sempre que nos abandonamos, retornamos à selva. E a selva de que falo metaforicamente é sem dúvida uma renúncia da inteligência.

 

Veja outros artigos na seção Pais



Fontes:

arvo.net
aciprensa - http://www.aciprensa.com/Familia/consejoshijos.htm

Tradução: m.c. ferreira

 

Publicado no Portal da Família em 07/07/2009

















segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Litugia 7

O que você pensa sobre a santidade? Certamente algo para velhos e para mulheres. Errou! A biblia faz um apelo a toda a comunidade dos filhos de israel para que sejam santos e santas, se trata, portanto, de uma vocação, de um estado de vida.Confira o livro do Levitico 19.
O que você pensa sobre os santuários? Fatima, Aparecida, Lourdes,etc. Estes não são os santuários mais importantes. Eles são de pedra. Deus não mais habita nos mesmos. Deus agora habita em santuários humanos, conforme  primeiro corintios 3,16.

Oração

A difusão do pentecostalismo tanto catolico como protestante divulgou  uma prática de oração totalmente distanciada das fontes bíblicas e cristãs. Hoje rezar é exteriorizar sentimentos, gritar o mais que se pode como se Deus fosse um surdo. E o silencio? Mais que isso, rezar é fazer com que Deus resolva nossos problemas: as doenças, o desemprego, as questões financeiras, os problemas afetivos, uma verdadeira heresia sobre Deus e suas manifestações em nossas vidas.
É necessário ouvir o mestre Ignacio Larrañaga que diz:" A oração é a relação de dois amantes. É um diálogo de amor que nem sempre precisa de palavras,pois é o encontro de interioridades". Quem tiver ouvidos, como dizia Jesus, para ouvir, que ouça.! Nem sempre se pode dizer que se está rezando, ou não?

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Dia mundial do enfermo


Mês de fevereiro, dia 11, para celebrar e relembrar um acontecimento para o qual toda pessoa é chamada. Trata-se do dia internacional do enfermo. A enfermidade pode ser longa ou pequena, mas dela toda pessoa humana faz uma experiência. Ela antecipa sempre o momento derradeiro de nossa vida a não ser que a morte venha de forma imediata como nos acidente com morte fatal ou com enfartes fulminantes.
O dia internacional do enfermo é para lembrar que um dia passearemos pelo sofrimento. Mais que é isso é para cuidarmos com atenção dos que sofrem, pois, muitas vezes perdemos a sensibilidade diante do sofrimento do outro na própria casa.
É muito comum encontrarmos pessoas idosas ou não prostradas numa cama ou numa rede, em casa de familiares, mas na realidade fora da casa por estarem no fundo do quintal em um lugar fora do convívio da família. Tratar uma pessoa assim significa aumentar-lhe o sofrimento. A dor física se torna mais suportável quando a pessoa é tratada e acolhida como ser humana. Como a lepra nos tempos bíblicos. Havia a dor física que a doença oferecia pela destruição das extremidades do corpo mas havia certamente uma dor semelhante: a pessoa ser banida para sempre do convívio e condenada a morrer afastada de qualquer contato humano. Como é possível imaginar que tal determinação fosse colocada em pratica em nome da lei de Deus? Mas era exatamente o procedimento legal abolido pela pratica de Jesus que não admitia a exclusão, mas a inclusão dos doentes no seio da comunidade.
Na sociedade em que vivemos o ser humano vale enquanto produz por isso os enfermos se tornam abandonados: passam a ser um peso. Temos que repensar seriamente, na sociedade e nas igrejas o cuidado com os idosos e doentes. O Brasil não é mais o país dos jovens como a 20 anos passados mais o país das pessoas idosas que jamais poderão ser tratados com desprezo.
Ao longo da historia encontramos pessoas homens e mulheres que tiveram grande preocupação com os enfermos. São Francisco de Assis, que em sinal de acolhida e amor beija o leproso. Quem não se lembra de Teresa de Calcutá que viveu para oferecer uma vida digna para inúmeras pessoas na hora da morte? Ela recolhia as pessoas que agonizavam nas ruas e as conduzia a um abrigo para que pudessem morrer em paz. E quem não se lembra da Ir Dulce na mesma linha pela pratica da caridade?
É importante não nos esquecermos da máxima de Jesus: Tudo o que vocês fizerem ao menor dos meus irmãos é a mim que vocês estão fazendo. Quando os doentes, maioria de pobres, sem nada para pagarem aos exploradores da profissão, são tratados como objeto em nossos hospitais, é a Jesus que os mesmos estão tratando.
A grande maioria dos profissionais da saúde, antes da profissão deveriam ser obrigados a um curso de relações humanas para aprenderem a lidar com gente. A questão fundamental é a seguinte: temos uma real situação a enfermidade. Quem cuida um dia será cuidado também. Encerro lembrando as sabias palavras do mestre: Faça aos outros, (sobretudo quando enfermos) o que você gostaria que os outros fizessem a você (quando enfermo também).

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A desigualdade Social.


 
O mundo foi criado para todos, mas não pertence a todos. Bem diz o ditado popular “que o mundo é dos mais espertos”. Assim tem sido. Somos todos iguais perante a Lei. Isso significa que deveríamos ter os mesmos direitos: saúde, educação, moradia, salário, entre outros. Mas, na realidade, só somos realmente iguais perante a lei e não na realidade. Leia-se bem que é perante a lei. Somos, é verdade, uma grande nação, dentro da qual convivem vários Brasis com interesses antagônicos e discriminatórios.
A presidente Dilma, em sua campanha eleitoral, prometeu acabar com a miséria no país. A promessa sempre me incomodou ao ouvi-la. O que significaria acabar a miséria?
Frei Betto, frade dominicano, bastante conhecido por seus escritos, no ano próximo passado, precisamente no mês de agosto, descreveu sobre um relatório da ONU que foi publicado em julho. O relatório aponta o Brasil como o terceiro pior índice de desigualdade no mundo. Acrescentando, ainda: aqui temos uma das piores distribuições de renda do planeta.
Segundo o relatório, da ONU, 58% da população brasileira mantêm o mesmo perfil social de pobreza entre duas gerações.
Para quem pensa que o Brasil está a mil maravilhas, é nesta situação que ainda nos encontramos. Isso não significa que o país não cresceu. Cresceu muito e não falta o dinheiro, mas não chega a ser útil para atender as necessidades dos necessitados. O bolo só cresce sem jamais ser repartido. É grave constatar que mais da metade da população, entre duas gerações não consegue sair da condição de pobre. Esta condição implica em carências que impedem as condições de uma vida digna para a pessoa e sua família.
Como diz Frei Betto de forma tão sábia e tão contundente: “O Brasil é rico, mas não é justo”. Aqui está o x da questão: por não ser justo, defendendo os interesses dos ricos, o Brasil colabora e alimenta a desigualdade social. Como se disse em Puebla, no México, em 1979: “Temos ricos cada vez mais ricos, à custa de pobres cada vez mais pobres”. Aqui está a causa para tanta riqueza.
É necessário conter aquela velha farsa: “Sou rico porque trabalhei”. Os pobres que trabalham e são explorados nunca se tornaram ricos e jamais se tornarão, pois, como se dizia na patrística: por trás de uma grande riqueza, existe a desonestidade. Os altos salários são destinados para os que menos trabalham, assim é que acumulam e se tornam ricos.
Os legisladores dão uma imensa colaboração para que a desigualdade social se perpetue, quando votam apenas os projetos que alimentem e mantenham o status social. Pelo contrario, quando aparece um projeto que promova a partilha dos bens e suscite uma melhor qualidade de vida, o mesmo não sai da gaveta.
Ainda na visão de Frei Betto, o que permite a redução da desigualdade social é o acesso a educação de qualidade. Um povo que tem acesso à educação passa a ser um povo mais critico e capacitado para conquistar espaços no mundo do trabalho, com melhor salário e, portanto, com uma melhor qualidade de vida.
O que acontece: temos ainda uma população imensa de analfabetos e, entre os que estudam, em cada grupo de 100 habitantes, apenas 9 possuem diploma universitário. Vejamos que a universidade é ainda para uma elite que lá pode chegar.
Quem manda neste país é poder econômico que, por sua vez, impede toda e qualquer mudança que o prejudique.

Violência x não violência.

A violência é um dos mais graves comportamentos da vida do ser humano em todos os tempos e em todas as culturas. Quando o ser humano é convidado na lei de Javé a não matar é, exatamente por se tratar de uma grande ofensa ao Senhor e a si mesmo.
O mandamento “não matarás” é radicalmente assumido por Jesus na nova aliança quando o mesmo lembra que será punido no tribunal todo aquela ou aquela que fizer qualquer ofensa contra o seu irmão até mesmo chamá-lo de louco sinalizando, assim, que nenhuma pessoa tem o direito de desrespeitar o outro, pois no outro, que é Imago Dei, imagem e semelhança de Deus, está o próprio Deus. Assim, toda ofensa feita ao outro é feita ao próprio Deus. Também Jesus nos assegurou isso: Tudo o que vocês fizerem aos outros é a mim que vocês estão fazendo.
Hoje, na verdade, estes princípios foram esquecidos ou talvez não aprendidos, ou se aprendidos, não levados em conta.
É verdade que a violência sempre foi uma constante em toda historia da humanidade, mas não com tanto freqüência como hoje se percebe nos meios de comunicação. Como se costuma dizer que em determinados fins de semana se torcer um jornal o sangue escorre.
Enquanto o meio de comunicação informa a pratica de crimes, ao mesmo tempo ele ensina aquela mesma pratica e a espiral da violência cada vez mais cresce.
Quais as causas de tanta violência?
Praticamente nos meios policiais se tem adotado uma só: a droga e o acerto de contas. Esta leitura pode ser significativa, mas não pode ser única. É muito simplório identificar todas as práticas de violência com uma única visão. A verdade, pelo que se pode perceber é que a violência tem motivações muito diversas e profundas.
Temos a desvalorização da vida desde a sua concepção até à morte; temos uma cultura de morte com o extermínio dos pobres, negros, índios, moradores de rua,etc. entre estes, temos os que passam pelo sistema prisional que continuam sendo assassinados em grande numero. Sobre eles e sobre outros também não existem estatísticas e nem investigação seria para se identificar os culpados. Assim, uma das grandes causas da violência não deixa de ser a impunidade que é predominante em nossos estados.
É de fácil compreensão, mas não o é facilmente admissível que toda violência vai gerar violência, pois viveremos em vingança sobre vingança. O antídoto da violência é a não violência.
O estado tem o papel de combater, fazer a prevenção educando para a paz. Quando o estado combate, age com a mesma violência que se torna mais grave por ser uma violência institucional.
Na verdade temos um grande desafio e uma co-responsabilidade que é de todos nós. Somos todos também culpados pelo que acontece, pois os adultos, pais, educadores e formadores de opinião ainda formamos para uma postura de violenta e agressiva.
Temos muito caminho a percorrer, mas não podemos perder a esperança até porque temos muitos sinais de esperança e muitas pessoas que lutam pela paz e por um mundo sem guerras e sem mortes.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

As praticas religiosas.

A experiência religiosa não pode ser imposta a ninguém, deve ser uma decisão do coração de cada pessoa. Com esta meditação, portanto, jamais que desrespeitar, mas refletir sobre o papel da religião para que tenhamos uma verdadeira e autentica pratica cristã.
O povo escolhido por Deus tem uma nobre missão: só a Ele prestar culto. Trata-se de uma pratica monoteísta aonde Deus é apresentado como ciumento em relação ao seu povo. O povo não pode ter outro Deus além Dele.
Parece verdade, sem nenhum julgamento e sem nenhum preconceito, que a pratica religiosa atual, mais cultural do que bíblica tem deixado muito a desejar. Na verdade, Deus não está em primeiro plano e não vivemos o amar a Ele sobre todas as coisas, mas todas as coisas acima Dele. Assim, temos muitas pessoas sem religião, outras que fazem a sua religião segundo os critérios do seu emocional. Alem do mais outros tomam a religião como uma forma de sobrevivência. Chega-se a pensar que tudo é a mesma coisa. Há um só Deus, tudo fala de Deus, então, se pode ir a qualquer religião. É bem verdade uma expressão que li e não esqueci: “Nem tudo que brilha é ouro e nem tudo que é religioso é verdadeiro”.
Não podemos confiar em tudo o que é religioso. Já no tempo da comunidade primitiva, quando o evangelho foi escrito, Jesus advertia para que se tivesse cuidado com os falsos profetas e os maus pastores. Em nome da religião acontecem as guerras; em nome da religião, as igrejas prometem dinheiro, cura, emprego, salário, etc. esta não é uma pratica religiosa confiável. Prometer aquilo que objetivamente não se pode atender não é condizente com as palavras de Jesus. Ele chama a atenção para que o sim seja sim e o não seja não.
Nenhuma religião ser pode detentora de milagres. Eles acontecem pela fé e por iniciativa de Deus. Pode ser propaganda enganosa chamar para um culto prometendo milagres, como também, teologicamente falando, não deveriam existir as missas de cura. Quem pode determinar que só aquela missa seja de cura? Porque não pensar que a cura pode acontecer em todas as missas e não o contrario? Não podemos brincar com as praticas religiosas, pois elas envolvem o coração e sentimento das pessoas. O papel da religião é libertar e não alienar. Temos uma infinidade de pessoas totalmente alienadas e equivocadas na sua relação com Deus por causa de uma orientação errada sobre a fé, sobre a oração, sobre milagres, etc. Vez por outra uma ou outra pessoa está entrando na justiça contra determinada igreja em relação a dinheiro, dizimo, exatamente porque o espaço que seria a casa do Pai tornou-se uma casa de comercio: conclusão a que Jesus chegou quando viu a situação a que estava submetido o templo. Quem se sente enganado deve reclamar na justiça seu direito, pois o papel da religião e outro: levar a pessoa a ter consciência da sua fé, da sua pertença a uma comunidade para ser fermento, sal e luz.
A religião não tem a função de substituir a responsabilidade e a participação da pessoa. Há uma falsa pratica religiosa que é colocar em Deus toda a responsabilidade e esperar tudo Dele quando nós somos os agentes da nossa fé e da nossa espiritualidade, isso equivale dizer que Deus não nos substitui, mas nos acompanha com a sua graça se estamos abertos para Ele. “Conectados” em Deus e confiando em sua infinita presença, vamos superando as nossas limitações e caminhando até a sua presença.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Tribunal de Justiça da Paraiba

Participei de uma celebração eucarística na Basílica de Nossa Senhora das Neves em João Pessoa. Tratou-se da missa de posse da nova mesa diretora do Tribunal de Justiça da Paraíba, 2011-2013, no dia primeiro de fevereiro 2011. O convite foi a mim dirigido pelo desembarcador Leôncio Teixeira, meu conterrâneo e vice presidente da nova diretoria.
Na celebração se deu destaque a Santa Veridiana, contemporânea de São Francisco de Assis, nasceu em 1182, Itália, tornou-se padroeira do presídio feminino em Florença. Ainda hoje a mesma tem uma grande devoção na região da Toscana, conforme relato histórico.
Lembrando a homenagem feita a esta padroeira, no dia da posse da diretoria para os destinos da justiça de nosso estado, fiquei rezando sobre a situação das mulheres presas cujo numero tem crescido na Paraíba. Normalmente as mulheres presas não são lembradas também pelo fato de serem do grupo das minorias. As minorias são esquecidas. Ninguém governa ou administra pensando nas minorias marginalizadas.
Também fiquei pensando na dificuldade que existe para a prática da justiça, sobretudo para os simples e pobres que não sabem a quem recorrer e aonde chegar, sem terem com que pagar os custos de um bom profissional. Temos inúmeras pessoas neste país que são vitimas de muitas injustiças a partir do momento em que são presas e levadas para as delegacias assumindo e assinando o que não fizeram presas sem julgamento e, às vezes, condenadas inocentemente.
A justiça gratuita existe apenas nas intenções de nossos estados. Se ela funcionar e chegar a indicar benefícios a uma determinada pessoa talvez ela não exista mais por causa da burocracia da própria justiça que depende de inúmeros personagens como também por não trabalhar com a disposição de ajudar a pessoa para que realmente seja beneficiada com a justiça.
Ninguém pode negar que a justiça só age quando vai sendo no dia a dia lembrada, cobrada, provocada com sucessivos habeas corpus até que um vai ser atendido isso quando a pessoa que pede o serviço da justiça tem nome, prestigio, condições, etc.
Tudo isso nos faz lembrar aquela cena sobre a oração que toma como exemplo o juiz e a viúva. A viúva que insistentemente pede ao juiz para que lhe faça justiça. O juiz a atende não por ser justo ou porque tenha interesse de atendê-la, mas para se livrar da insistência da mesma.
Na leitura do evangelho de Mateus 5,20-26, lido durante a celebração Jesus adverte sobre a prática da justiça dos cristãos: “Se a justiça de vocês não for maior do que a dos escribas e fariseus vocês não entrarão no reino dos céus.” Em São Mateus Jesus é o mestre da justiça. A verdadeira justiça só se faz tendo Jesus como o modelo. É necessário olhar para ele: suas palavras, gestos, atitudes, seu modo de proceder. Foi assim, olhando para Ele que a nova mesa diretora do TJ iniciou a sua posse na Basílica, aos pés da senhora das Neves padroeira do nosso estado, para ter uma justiça.
É verdade que somos ainda um país muito pobre na sua cultura, na sua mentalidade e na sua maneira de tratar a pessoa humana. A riqueza do nosso país é para a manutenção dos próprios ricos em detrimento do abandono e do sofrimento dos empobrecidos. Se o nosso país é o melhor em algumas áreas é também um dos melhores em desigualdade em diversos setores da nossa sociedade.