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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Dia mundial do enfermo


Mês de fevereiro, dia 11, para celebrar e relembrar um acontecimento para o qual toda pessoa é chamada. Trata-se do dia internacional do enfermo. A enfermidade pode ser longa ou pequena, mas dela toda pessoa humana faz uma experiência. Ela antecipa sempre o momento derradeiro de nossa vida a não ser que a morte venha de forma imediata como nos acidente com morte fatal ou com enfartes fulminantes.
O dia internacional do enfermo é para lembrar que um dia passearemos pelo sofrimento. Mais que é isso é para cuidarmos com atenção dos que sofrem, pois, muitas vezes perdemos a sensibilidade diante do sofrimento do outro na própria casa.
É muito comum encontrarmos pessoas idosas ou não prostradas numa cama ou numa rede, em casa de familiares, mas na realidade fora da casa por estarem no fundo do quintal em um lugar fora do convívio da família. Tratar uma pessoa assim significa aumentar-lhe o sofrimento. A dor física se torna mais suportável quando a pessoa é tratada e acolhida como ser humana. Como a lepra nos tempos bíblicos. Havia a dor física que a doença oferecia pela destruição das extremidades do corpo mas havia certamente uma dor semelhante: a pessoa ser banida para sempre do convívio e condenada a morrer afastada de qualquer contato humano. Como é possível imaginar que tal determinação fosse colocada em pratica em nome da lei de Deus? Mas era exatamente o procedimento legal abolido pela pratica de Jesus que não admitia a exclusão, mas a inclusão dos doentes no seio da comunidade.
Na sociedade em que vivemos o ser humano vale enquanto produz por isso os enfermos se tornam abandonados: passam a ser um peso. Temos que repensar seriamente, na sociedade e nas igrejas o cuidado com os idosos e doentes. O Brasil não é mais o país dos jovens como a 20 anos passados mais o país das pessoas idosas que jamais poderão ser tratados com desprezo.
Ao longo da historia encontramos pessoas homens e mulheres que tiveram grande preocupação com os enfermos. São Francisco de Assis, que em sinal de acolhida e amor beija o leproso. Quem não se lembra de Teresa de Calcutá que viveu para oferecer uma vida digna para inúmeras pessoas na hora da morte? Ela recolhia as pessoas que agonizavam nas ruas e as conduzia a um abrigo para que pudessem morrer em paz. E quem não se lembra da Ir Dulce na mesma linha pela pratica da caridade?
É importante não nos esquecermos da máxima de Jesus: Tudo o que vocês fizerem ao menor dos meus irmãos é a mim que vocês estão fazendo. Quando os doentes, maioria de pobres, sem nada para pagarem aos exploradores da profissão, são tratados como objeto em nossos hospitais, é a Jesus que os mesmos estão tratando.
A grande maioria dos profissionais da saúde, antes da profissão deveriam ser obrigados a um curso de relações humanas para aprenderem a lidar com gente. A questão fundamental é a seguinte: temos uma real situação a enfermidade. Quem cuida um dia será cuidado também. Encerro lembrando as sabias palavras do mestre: Faça aos outros, (sobretudo quando enfermos) o que você gostaria que os outros fizessem a você (quando enfermo também).

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