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domingo, 31 de janeiro de 2010

NATAL

Jesus,



Antes de você nascer,

José e Maria se sentiram obrigados,

como todos os demais, para o recenseamento.

Naquela viagem chegou a hora do seu nascimento.

A sua vinda ao mundo, aconteceu de forma muito

estranha, pois não houve lugar para lhe acolher.

Bem que nos disse São João: você veio para os seus

mas os seus não foram capazes de lhe receber.

Foi por isso, que José e Maria procuraram uma estribaria,

lugar onde dormiam os animais.

Hoje em dia, a cada ano, celebramos o seu nascimento.

O que acontece, no entanto, nada tem a ver com a sua

Chegada. A correria para as compras é imensa.

Quem não comprar parece ficar fora das Celebrações Natalinas.

A preocupação com a comida, com as roupas, com

as jóias, com o carro, é muito grande. Tudo deve ser novo.

Muitas vezes, o que realmente deveria ficar novo, que é

O coração, permanece velho.

As pessoas querem tudo para si e se esquecem das situações

pelas quais passam os outros:

Sem pão, sem água, sem liberdade, sem trabalho, sem

salário, sem saúde, sem luz, apenas com a esperança

que vem do próprio Deus.

Os batizados, chamados de cristãos, ainda

contribuem para que haja no mundo irmãos e irmãs

sem condições para sobreviver.

Com a sua chegada, aconteceu algo muito importante:

O céu se uniu com a terra. A humanidade, que nada tinha,

foi presenteada para aprender a dar e a doar-se,

não apenas neste tempo para aliviar a consciência

mas pela vida a fora para que o Natal possa continuar.

Colabore com bonitos gestos de amor. Assim, Jesus

ficará sempre presente em nosso meio.

Fraternalmente,

que Jesus nascido em Belém

torne como o seu o nosso coração.

Padre Bosco

Natal

Lucas 11,42-46.





Sobretudo para os nossos tempos, descobrir o essencial se torna um imenso desafio, como já o visualizamos no tempo de Jesus. Os especialistas não conseguem identificar o que é essencial.
Hoje nos deparamos com a presença dos fariseus e dos mestres da lei no dialogo com Jesus.

Qual é a queixa do mestre?
1. Pagar o dizimo ao pé da letra, esquecendo-se da do Amor e da justiça. Juntar as ações é a recomendação de Jesus;
2. Os primeiros lugares nas sinagogas e nas praças;

 
Reflexão

Aqui nos deparamos com duas grandes falhas para a mensagem cristã. Quando o amor fica de lado é o próprio Deus que fica fora do processo de nossas vidas e de nossas ações. Assim, fica impossível a nossa sobrevivência. Também, quando nos colocamos no centro aparecemos nós quando deve aparecer o próprio Deus.
Quantas vezes nos perdemos nas coisas pequenas, secundarias e nos perdemos no que é essencial em nossa vida.
Quantas vezes o reino não cresce porque em seu lugar crescemos nós;
Quantas vezes somos os mais importantes, os donos e donas da situação.
Outra queixa que Jesus dirige aos mestres da lei:

Tudo o que fazem é para sobrecarregar os outros. Nem se quer com um dedo eles ajudam o outro a conduzir seu próprio fardo. O mestre que ensina é aquele que vivo o ensinamento; o mestre que legisla é aquele que aplica para si mesmo a própria lei. Na verdade é a coerência que Jesus está pedindo aos seus contemporâneos influentes da sociedade e da religião.













Marcos 10,35-45

29 Domingo

Pedro, Tiago e João foram os primeiros chamados e são os três que estão mais na intimidade com Jesus. Nos momentos mais dolorosos eles são convidados por Jesus, mesmo que não correspondam às expectativas do mestre. Exemplo: antes da prisão em Marcos 14,32.

Talvez seja por essa proximidade que Tiago e João assumem hoje uma postura muito ousada: Queremos que o Senhor nos conceda tudo o que queremos pedir. Tudo é sempre impossível. Só para Deus tudo é possível, sobretudo no que eles se referem. O que querem é assumir lugar especial no governo de Jesus ocupando os primeiros lugares. Como hoje, na política, todos reclamam da crise para administrar, no entanto, ninguém diz que vai deixar para que outra pessoa mais vocacionada assuma aquela função. Assim aqueles dois, na esperança de terem o privilegio de super ministros ou secretários.


A reação do mestre:
Vocês não sabem o que estão pedindo. Uma pergunta para a nossa meditação: O que andamos pedindo em nossas orações individuais e coletivas? É certo que vamos também pedindo a Deus para conceder privilégios a um e a outro. Depois das campanhas políticas aparecem as promessas que vão sendo pagas. Como aconteceram as escolhas? Através de Deus ou da compra do pobre por um par de sandálias?

Vocês querem participar do meu cálice e do meu batismo?

Realmente eles são sabiam o que estavam dizendo e disserem que sim e foi exatamente o que aconteceu. No lugar do status social veio a cruz como condição para se tornarem discípulos.

Segue-se a este fato a indignação dos demais, pois a preocupação era quem seria o maior, o mesmo problema que se prolonga hoje.

Todos já somos devidamente conscientes da missão que consiste em servir, mas, a nossa pratica, muitas vezes conduz para outros caminhos.

Por isso Jesus deu-lhes uma lição: vocês não podem adotar o modelo dominador das nações.

Aquele que quer se tornar grande seja o servo de todos. O primeiro seja o servo.

Temos que nos impor pelo serviço, pela autoridade e não pelo autoritarismo, pois o mesmo não constrói, não une, não reúne, mas dispersa.

Por ultimo, o mestre é o modelo, o filho do homem não veio para mandar, mas para servir.

Jesus não veio para impor, mas para propor. Quem quiser ser seu discípulo que O siga.





Marcos 10-17-30

Não podemos ter nenhuma duvida sobre o obstáculo que a riqueza pode fazer ao reino de Deus. A prova é a mais plausível: aquele que parece convencido de ganhar o reino se dirigindo a Jesus, já demonstrando o seu interesse a partir do tratamento que lhe dispensa: BOM MESTRE.. Jesus o repreende dizendo que ninguém é bom, certamente já se referindo ao próprio rapaz.

Depois do dialogo sobre os mandamentos, Jesus lhe traz muita esperança: só uma coisa de falta. Tão pouco, mas tão difícil. Na lógica do reino, quem quer ganhar, era tudo o que ele queria, era a vida dele, tinha que perder aquilo que era supérfluo, para alem de suas necessidades.

A conclusão de Jesus é profundamente objetiva: é muito difícil entrar no reino, significando toda a parte de engajamento do ser humano. Não se trata de desfazer-se, mas de SEGUIR o mestre.

Pedro e os demais ficaram muito impressionados e querem saber agora como ficam eles. Com eles Jesus também é muito claro: Quem deixou tudo para seguir é como se tivesse feito um investimento: recebe muito mais com uma única diferença, COM PERSEGUIÇÃO e a vida eterna.

Estamos diante de uma belíssima pagina para ser retomada durante a semana. É importante enfatizar que a dificuldade não está sendo colocada por Deus, mas pelo comportamento egoísta que recai sobre o ser humano diante dos bens materiais.

A Questão do Menor

Em todas as cidades do nosso país, convivemos com uma dificuldade de dimensão social que é a problemática do menor. Muitos dentre eles, meninos e meninas estão vivendo na rua e da rua ou nas Febens da vida. Sobre essa situação, o que poderíamos refletir?
De um lado, encontramos a reação da sociedade que age pelo emocional e sempre prescindindo da possibilidade de não Ter menor delinqüente na própria família. De outro lado, encontramos o Estatuto da Criança, no seu décimo adversário em 13 de julho do corrente ano, que trata das medidas sócio educativas para o menor. Com esse Estatuto, uma mentalidade preconceituosa se estabeleceu na nossa sociedade de que não existe punição para o menor. Não podemos nos esquecer que o menor ao cometer infrações graves, será afastado do convívio social e será recolhido até por 3 anos ou mais para, através de medidas reeducativas, ser devolvido à sociedade. Por isso, não se pode condenar o ECA, como omisso, pois omissa e a nossa sociedade e todos nós. O que você acha, de um adolescente ser preso até por 3 anos em nome de ser reeducado quando esse recolhimento não passa de uma simples prisão? Que tal se uma dessas medidas fosse aplicada a um dos seus filhos. Não podemos e não temos o direito de condenar e atirar as pedras nos outros. Temos que pensar de forma racional. Grande parte dos menores que estão nas ruas das cidades são vítimas do desemprego. Alguém pode ficar muito aborrecido com um menor que incomoda. No entanto, esse menor pode ser filho de alguém que foi demitido do trabalho de forma até injusta. Você demitindo um pai de família, ou não lhe concedendo a possibilidade do emprego, estará contribuindo para que o menor esteja faminto na rua. Vejam que o problema não é da justiça ou da polícia, mas social, econômico e político.
Os problemas são muitos e sobre eles todos falam, no entanto, poucos investem nas soluções. Em Guarabira, a experiência da AMECC é única no Estado, com a estrutura que ela contém, não apenas em termos de espaço e de acolhimento, mas de formação, com seu quadro de escola, lazer, vida comunitária, orações, etc. Esta experiência que cumpre papel do Estado, que deveria ser muito mais assumida pelo Estado e pelo Município, deixa ainda, e muito, a desejar. O mesmo podemos dizer ao nível da sociedade e das comunidades especialmente de Guarabira. Infelizmente a omissão ainda é muito grande. Todos nós, infelizmente, somos assim: sabemos cobrar demais e reclamar bastante, no entanto, pouco fazemos ou percebemos ser necessário fazer.
Considerando que a AMECC acolhe menores de outras cidades, ela deveria ser também ajudada pelas referidas cidades. Uma ajuda muito necessária, do dia-a-dia, é a alimentação.
Nós todos, portanto, somos convidados a não apenas criticar, mas dá a devida colaboração como gesto e sinal da caridade evangélica.

A morte dos Pobres

 
Morrer faz parte da experiência humana e todos morrem igualmente sem que nos possamos registrar, de fato, tal situação enquanto algo existencial.
Na verdade, porem, podemos constatar as duas realidades de morte: a maneira de morrer do pobre e a maneira de morrer do rico.
Somos todos irmãos, diante de Deus, é verdade, porém com circunstancias de vida diferentes.
A morte para o pobre é um grande sofrimento. O mesmo fica em casa muitas vezes, para suportar todo o sofrimento. Já presenciei muito desses quadros. O dado curioso é este: sendo pobre, o mesmo não conta com os privilégios dos melhores hospitais protegidos pelos planos de saúde. No máximo, são vistos pelos médicos, onde recebem uma receita com a medicação e enviados para casa.
A situação dos que possuem condições já é outra completamente diferente. Leva-se em conta o componente da amizade, dos planos ou do dinheiro que é o elemento de mais influencia. Escutei certa vez o testemunho de um médico que tentou atendimento de alguém da família. A situação foi muito diferente antes e dois de identificar-se como profissional. Na verdade, o ser humano não vale pela sua grandeza, mas pela sua condição social.
O pobre já convive tanto com o sofrimento e a morte que assume esses momentos com muita naturalidade e confiança: ele sabe que Deus é o único que está presente como apoio. O rico jamais aceita conviver com a morte ou com o doente. Toda a experiência de sofrimento acontece distante do aconchego familiar, não só para que haja um bom atendimento, mas para não sentir ou não acompanhar tal situação. Na morte, o velório acontece também em ambiente completamente distante da convivência familiar. Trata—se, na verdade, de ausentar ou camuflar essa real situação que nos acompanha a todos.





AMECC

ASOSCIAÇÃO MENORES COM CRISTO



Clientela



Trata-se de crianças totalmente empobrecidas e de famílias completamente desajustadas. É a vivência da opção preferenciais pêlos pobres que é evangélica, tão falada pêlos tempos idos em nossa igreja e recentemente tão esquecida dos discursos e, muitas vezes, da prática também.

Trata-se de uma experiência aberta, como a de Paulo aos pagãos. Não é algo para acolher ou resolver a situação dos meninos da cidade de Guarabira. De muitas outras cidades e até de outros Estados, a AMECC tem acolhido crianças. Não existe mais barreira entre judeus e gregos, conforme Paulo, formamos um só povo. Esta presença também nos faz pensar que em cada lugar a criança não está tendo a atenção que lhe é devida.

 

Trata-se do ideal para cada família.

 

Não se trata de uma prisão cercada de muros. As crianças possuem liberdade para permanecerem ou não.Aquelas que por razões diversas não se adaptam a experiência, na liberdade que possuem, vão embora. Voltando, assim para a vida na rua ou em suas casas. Elas chegam normalmente da rua, pois já perderam o contato com a família. Na AMECC constituem uma família com irmãos com os quais não nasceram. Também adquirem pais que não os conceberam biologicamente que são os monitores e o casal que convive com os mesmos em cada maloca.

A vida é muito bem estruturada e por isso,se torna formativa, possibilitando, assim,condições para que o adolescente possa se refazer como pessoa humana e se reintegrar na família e na sociedade.

Os horários são muito importantes na vida da pessoa humana. Na AMECC, os menores são conduzidos dentro de uma proposta formativa que os orienta para o estudo, a vida comunitária, o lazer, o trabalho e a experiência religiosa.

Na missa todos os domingos, a participação é muito interessante: participam da reflexão do evangelho, das preces e vivenciam, com muito silencio, o momento da eucaristia. Também um destaque para a participação nos cantos da missa.

Sabem se apresentar: de onde são, o nome, etc. Sabem agradecer, sabem recepcionar etc.

Ambiente, em seu conjunto, é muito agradável.Tudo está organizado em harmonia com a natureza que traz muita beleza àquele ambiente. As malocas que são as residências atendem a todas as necessidades de casa, dormida, armário individual, banheiros, etc.

O refeitório, um ambiente muito simpático para a convivência fraterna. O círio, as fotos, os vitrais, outros elementos de arte; a área de lazer com opções diversas. A construção de um ambiente maior para a escola. O local da oração e das celebrações é sempre organizado pelas próprias crianças que utilizam os elementos da natureza como plantas, flores, etc.

 

Observação:

É impossível imaginar um espaço que proporcione condições de vida melhor para quem vem da experiência da negação da própria vida.
Primeira Semana

 

Segunda Feira

• O profeta fala de Jerusalém como um lugar de Reunião aonde chegarão todas as nações. Os instrumentos de guerra se transformarão em instrumentos de paz. Javé julgará e corrigirá os povos. Isaias 2,1-5 ou 4,2-6



• O salmo 121 lembra a alegria de ir à casa do Senhor.



• A cena do centurião que pede pelo empregado paralítico causa admiração a Jesus pela sua fé. Jesus vai lembrar que do oriente e do ocidente chegarão e se sentarão com Abraão à mesa do Reino do Céu.



Mateus 8,5-11

 

Terça Feira

• Um ramo que sairá do tronco de Jessé e sobre ele repousará o Espírito do Senhor. Em seguida a convivência dos animais é apresentada com destaque por causa da idéia da confraternização.



Isaias 11,1-9



• O salmo 71 fala da justiça e da paz que devem florescer.



• Louvor a Deus Pai pelos pequenos que entendem e acolhem a Palavra de Deus.


Lucas 10,21-24







Quarta Feira

• Convite a todos os povos para participarem de um grande banquete com vinhos deliciosos momento em que Deus enxugará todas as lágrimas. É a imagem da participação no Reino definitivo.



Isaias 25, 6-10.



• Salmo é o 22 que lembra a presença do Pastor na vida doas ovelhas.

 

• Jesus é o cumprimento da profecia. Cura todos os doentes e multiplica os pães.



Mateus 15,29-37.







Quinta Feira

• A reconstrução da cidade após o exílio faz o profeta lembrar a proteção de Deus. A porta da cidade é aberta para a entrada de um povo justo.



Isaias 26,1-6



• O Salmo é o 117 que fala sobre abrigar-se em Javé por que ele é bom. Não por a confiança nos homens.



• Entra no reino aquele que fizer a vontade do Pai. A importância da casa construída sobre a Rocha. Mateus 7,21. 24-27.







Sexta Feira

• Anúncio de uma grande mudança: os cegos verão, os surdos ouvirão, e até mesmo a natureza se transformará.



Isaias 29,17-24



• O salmo 26 anuncia que o senhor é nossa luz e nossa salvação.



• A cura do dois cegos é sinal da grande mudança já realizada em Jesus.



Mateus 9,27-31.







Sábado

• O povo não tornará mais a chorar. A um grito de súplica o senhor te agraciará. Ele orientará o caminho e mandará chuva, correnteza e mananciais.



• O Salmo 146 lembra a felicidade de quem espera no Senhor [Ele cura os corações, ele é grande e onipotente.].



• Jesus tem pena da multidão e manda rezar pela messe. Chama os 12 e dando-lhes autoridade os envia às ovelhas perdidas da casa de Israel. Os doentes, os leprosos, os mortos, os possuídos pelo demônio devem ser atendidos em primeiro lugar. De graça vocês receberam, de graça vocês devem dar. Mateus 9,35-38;10,1.5-8.















Segunda Semana



Segunda Feira

• Deus vem para salvar. A salvação não é algo superficial, mas consiste na restauração da natureza como um todo: das mãos abatidas, dos joelhos enfraquecidos, dos corações conturbados, dos cegos, dos coxos, dos mudos etc. Trata-se de fato, da restauração da vida. É um conceito de salvação muito atual para nós hoje. O profeta relaciona este contexto de Deus que vem com muita água. O contexto é de alegria e de esperança. Isaias 35,1-10



• Salmo 84 lembra a ação de Deus na história fazendo acontecer o encontro do Amor e da Verdade e Justiça e Paz se abraçarem.



• A narrativa sobre o Paralítico carregado por quatro homens é muito sugestiva. Aqui acontece a restauração da vida na missão de Jesus a nível espiritual e também material [o perdão dos pecados e a possibilidade de caminhar]. Lucas 5,17-26.







Terça Feira

• Deus é aquele que consola o seu povo. O contexto é do fim do exílio e da volta para a Jerusalém. O convite para que se abra um caminho para Deus lembra o advento. Deus aqui aparece como o pastor que carrega de volta as suas ovelhas, cuidando-as com muito carinho. Isaias 40,1-11



• Salmo 95 canta a Deus um canto novo e convida a terra inteira a Ter esta mesma atitude. Anunciar a sua glória entre os povos.



• Jesus apresenta a questão das cem ovelhas quando uma fica no deserto, e comenta o comportamento do seu dono indo à sua procura. Com este ponto de partida Jesus lembra que também com Deus é assim. O seu desejo é que não se perca nenhum dos pequeninos que fazem parte do rebanho do Javé. Mateus 18,12-14











Quarta Feira

• Depois do sofrimento terrível do Exílio, estava difícil acreditar em algo diferente, pois o sofrimento tornou-se uma eternidade. Por isso, Deus é apresentado como aquele que dá forças a quem está cansado. O texto enfatiza que mesmo nessa imensa travessia, Deus é poder e bondade e o povo terá uma situação melhor querida por Deus.



Isaias 40,25-31



• Salmo 102 lembra que Deus perdoa toda culpa, cura os males, é piedade e compaixão.



• Todos os que estão cansado e abatidos são convidados por Jesus ao descanso e tomarem o seu jugo. Só nele está a verdadeira libertação. Mateus 11,28-30







Quinta Feira

• Deus é aquele que nos conduz pela mão, ajudando-nos a dar passos. O contexto é de encorajamento aos exilados sem confiança. “Eu sou teu redentor, o Santo de Israel”.



Isaias 41,13-20



• Salmo 144 lembra que o Senhor é piedade e compaixão lento para a cólera e cheio de amor.



• Aparece a figura de João Batista. Jesus lembra que entre os nascido de mulher ele é o maior. A respeito da vinda de Elias que se esperava, Jesus lembra que Elias já veio, referindo-se a João. Mateus 11,11-15







Sexta Feira

• Javé é o Redentor, o Santo, o Deus que ensina para o bem, que conduz pelo caminho que se deve trilhar. Se ao menos tivesses escutado os Mandamentos, a tua situação seria outra. Acontece que se afastar dos Mandamentos é afastar-se de Javé.



Isaias 48,17-19



• O salmo é o 1 que apresenta de forma muito bela a perspectiva da vida com dois caminhos.



• A multidão que seguia a Jesus tem comportamento de criança sentada na praça. Com flauta não dança e com lamentações não toca o peito. João que não bebe é acusado por ela; Jesus que come e bebe é também acusado. O que fazer com as insatisfações? Assim somos todos nós. Mateus 11,16-19.







Sabado

• A parece a figura do profeta Elias. Sua palavra aparece como fogo. Ameaçou o povo com uma seca de três anos por causa da idolatria. O mesmo fechou o céu e fez descer fogo e foi arrebatado também num carro de fogo.



Eclesiástico 48,1-4.9-11



• O salmo faz lembrar que o Pastor de Israel dá ouvido. Ó Deus faze - nos voltar, faze a tua face brilhar e seremos salvos.



• Jesus é interrogado pelos discípulos por que os escribas anunciam a vinda de Elias? Jesus responde que Elias já veio, mas não o reconheceram e fizeram dele tudo o que quiseram.



Mateus 17,10-13











Terceira Semana

 

Segunda Feira

• O texto descreve um poema de Balaão onde ele anuncia um astro procedente de Jacó que se torna chefe, um cetro que e levanta procedente de Israel. É a visão que procede sobre o messias.



Números 24,2-7.15-17



• Salmo 24 é um pedido para que o Senhor nos mostre os seus caminhos.



• Jesus é questionado para dizer com que autoridade ele faz as ciosas. Ele não responde, mas faz um questionamento aos fariseus. De onde virá o batismo o de João, do céu ou dos homens? Do céu. Por que não aceitaram? Dos homens. Ficarão com medo das multidões. Mateus 21,23-27.







Terça Feira

• Sofonias faz uma reclamação sobre a cidade de Jerusalém que se encontra ameaçada, após a queda da Samaria. Ai da rebelde, da manchada, da cidade opressora. A Salvação passará pelo resto humilde e pobre. Sofonias 3,1-2.9-13.



• O salmo 33 contempla a face de Deus que escuta o grito do pobre.



• A parábola dos dois filhos que os convidou para o trabalho da vinha.



O primeiro disse não, mas se arrependeu.



O segundo disse sim, mas não foi. Por isso as prostitutas e os publicanos [o primeiro] estão entrando no Reino dos céus, porque se converteram com a pregação de João.



Mateus 21,28-32




 

Quarta Feira

• Narração da bonita profecia sobre a chuva que cai do céu, o céu que derrama o seu orvalho. Javé é Deus e não há nenhum outro. Derramam as nuvens sua justiça, abra-se a terra e produza a salvação. Isaias 45,6-8.18.21-25



• O Salmo 84 nos fala sobre amor e verdade, ouvir o que Javé diz.



• Jesus manda contar a João o que os discípulos estão ouvindo e vendo: os pobres estão sendo valorizados e tratados como gente.



Lucas 7,19-23











Quinta Feira

• Israel é apresentado como a mulher abandonada e aflita para a qual Deus teve uma grande preocupação, carinho e proteção. [cf Oséias 2 ] Isaias 54,1-10



• O salmo 29 nos lembra a ação de Deus que nos livra de tudo: dos inimigos, do xeol etc.



• Jesus fala sobre João perguntando o que foram ver no deserto. Um caniço agitado pelo vento? João é o mensageiro que prepara o caminho. Lucas 7,24-30.







Sexta Feira

• O meu templo é casa de oração para todos os povos. Lança um convite para a prática do direito e da justiça porque a salvação está próxima.



Isaias 56,1-3.6-8



• O salmo 66 fala sobre a bênção de Deus.



• O Batista é apresentado como testemunho de Jesus. Jesus não depende, no entanto, de testemunho. Tem algo maior que são as suas obras, as que o Pai manda realizar.



João 5,33-36.


Dia 17 de Dezembro.



• Texto sobre a Promessa de Deus de que o Cetro não se afastará de Judá. Palavras de Jacó que está prestes a morrer.



Gênesis, 49,2. 8-10.



• O salmo 71 sobre o Rei para que Deus lhe conceda a sua justiça.



• O texto da genealogia na versão de Mateus onde se coloca José que é esposa de Maria, da qual nasceu Jesus. Através de José é que Jesus entra na família humana.



Mateus 1,1-17.







Dia 18 de Dezembro



• De Davi farei brotar um rebento novo. O texto anuncia a chegada iminente do Messias para salvar o povo.



Jeremias 23,5-8



• Salmo é o 71



• Narrativa da origem de Jesus Cristo com a aparição do anjo a José que queria abandoná-la em segredo. José acolhe a Maria em sua casa. Mateus 1,18-24.







Dia 19 de Dezembro



• O nascimento de sanção é anunciado por um anjo. É o anuncio antecipado da manifestação de Deus em nosso meio.



Juizes 13,2-7.24-25



• Salmo 71



• O nascimento de João Batista é anunciado pelo anjo preparando o outro nascimento.



• Lucas 1,5-25.

 


Dia 20 de Dezembro



• Eis que uma virgem conceberá. É Deus que pede a Acaz para lhe pedir um sinal para os tempos da salvação. Como Acaz se nega, o próprio Deus promete um sinal. A vinda do Emanuel.



Isaias 7,10-14



• O salmo lembra que de Javé é a terra. Quem pode subir ao monte do senhor?



• O anjo anuncia a Maria que ela é escolhida por Deus. Aqui Maria se faz a serva do Senhor. Lucas 1,26-38







Dia 21 de Dezembro



• Rejubila-te filha de Sião, o Senhor teu Deus está a teu lado, Javé revogou a tua sentença.



Sofonias 3,14-18.



• O salmo 32 fala de celebrar a Javé com Harpa.



• Maria que se faz serva na visita a Isabel. A que devo a honra para que a mãe do meu Senhor me visite? Lucas 1,39- ss







Dia 22 de Dezembro



• Ana dá graças a Deus pelo nascimento de Samuel. Ana era estéril. Ana faz um culto, oferecendo a Deus um sacrifício na casa do Senhor.



1 Samuel 1,24-28



• O Salmo é o cântico do mesmo Livro 2,1. 4-8. Canto que tem relação com o magnificat.



• Texto do Magnificat onde Maria canta o louvor a Deus pela sua escolha e pelo cumprimento das promessas de Deus a Abraão e seus descendentes. Lucas 1,46-55



Dia 23 de Dezembro



• Malaquias fala de um mensageiro que deus está enviando para preparar o caminho e entra no Templo o senhor a quem procurais. O dia do Senhor é a vinda de Cristo. Antes será enviado o profeta Elias.



Malaquias 3,1-4.23-24.



• Salmo 24 sobre os caminhos, a bondade e a retidão de Deus.



• O nascimento de João Batista, aquele que antecede o Senhor. Nesta ocasião é que Zacarias bendiz a Deus após sua mudez.



Lucas 1,57-66.








NAS ÁGUAS DO BATISMO


No capitulo 2 do Evangelho de São João encontramos a conhecida conversa de Jesus com Nicodemos sobre o tema da vida eterna, momento em que Jesus insiste que é necessário nascer de novo pela água e pelo espírito. Nesta cena e neste binômio a igreja primitiva trabalhou a fundamentação da catequese batismal.

Não temos duvidas. Nascemos biologicamente numa família humana, santuário da vida, mas temos que nascer para uma família maior, a comunidade visível da salvação que é a Igreja, ressurgindo das águas, como no dilúvio, como Moisés, como a povo que atravessou o mar vermelho, só para rememorar alguns acontecimentos marcantes da nossa historia.

A água no batismo, como nos fatos elucidados, é sinal de morte para o mundo e para o pecado (somos sepultados com Ele) e com Ele também ressuscitamos passando pelas águas.

As pias batismais em nossas igrejas deveriam ter lugar de destaque e muita importância, pois, na patristica, os padres já enxergavam na Pia o símbolo do útero onde a mãe igreja gera e faz acontecer o novo nascimento pela força da graça de Deus. A água que se derrama na cabeça significa a comunicação da graça que renova e transforma ontologicamente o ser em nova criatura. Já não somos apenas terrenos, mas pela participação no mistério de Cristo, já carregamos conosco a beleza do céu, nascidos do alto.

Toda esta riqueza ainda dista muito das motivações que comumente temos na nossa experiência batismal, tanto familiar quanto pastoral, muito marcada pela mera exteriorização, onde se relega o dado profundo da comunhão com Deus é se exalta o cultural, o social com o vazio da festa.

O batismo é o momento à nossa pertença à comunidade cristã que é a igreja corpo de Cristo que se compõe dos mais variados membros dos quais fazemos parte, condição para termos a seiva da vida. Isso significa que não podemos alimentar ilusões de uma vida cristã individual ou familiar apenas como, às vezes, se pretende.

A vida gerada no seio da mãe igreja, deve, necessariamente, ser alimentada e colocada em pratica a partir da experiência da Tradição e da própria igreja que prolonga na Historia as palavras e os gestos de Jesus.

Sintamos, portanto, irmãos e irmãs, a imensa alegria da nossa pertença a Cristo a partir do simples mas grande e profundo gesto da água e da unção para a vida cristã e para a missão do cristão como a atuação do mesmo Cristo e Senhor na nossa historia. Comemoremos, portanto, como no nosso nascimento, o aniversario do nosso BATISMO como nascimento para DEUS.
VIGIAI

 
Este tema está muito presente no Evangelho e de muitas formas. Jesus teve a preocupação de tratá-lo de forma muito exigente, a tal ponto de ter muito presente a ação do ladrão que nunca vai avisar a hora de se aproximar. Assim, o dono da casa vai ficar sempre na expectativa, aliás, o que é o seu papel como guardião.
O não cumprimento da responsabilidade está ligado a este mesmo tema. É sobre o que acontece ao empregado que fica tranqüilo com a saída do patrão. Assim, ele começa a ser irresponsável, a beber, etc A este empregado, o patrão mandará ser tratado como ímpio.
Em tudo isso, Jesus está se referindo a nós mesmos, com nossas irresponsabilidades, omissões, preguiças. Adiamos demais o que realmente deveríamos fazer deixando para outra oportunidade.
Quando Pedro pergunta se Jesus se refere aos de fora ou a todos, Jesus lembra que há uma aplicação imediata aos de dentro da comunidade, aos mais responsáveis: quem recebeu mais, será muito mais cobrado; quem tem menos consciência do seu comportamento, será mais poupado. Em outras palavras, o específico mesmo da nossa responsabilidade é a vigilância. Não podemos nos tornar pessoas relaxadas, deixando para lá o acontecer.
Lembra o evangelho que o Senhor chega a qual quer hora, não está marcado o tempo, quando pensamos que cada um está com o seu tempo marcado. O encontro pode ser surpreendente. Por isso, estar em estado de vigília.
De que forma que estamos cumprindo esta ordem do Senhor? Algumas dessas formas: A oração, a meditação, a reflexão sobre a vida com seus acontecimentos, a consciência daquilo que seja certo e errado, a busca do caminho mais correto, o cumprimento das responsabilidades, sem faltar a nada; o desejo sempre maior de corresponder ao que de obrigação ou do ofício.
Quem não carrega no dia a dia a preocupação de sua missão, não pode cumprir este apelo. Esta preocupação não é deve ser sinônimo de angústia, mas algo que está permanente presente para a busca de soluções.

MARCOS 9,3

A Transfiguração
Este tema faz parte do primeiro anúncio da Paixão e Ressurreição. Estamos no centro do Evangelho de Marcos que procura responder à pergunta: “ Quem é Jesus” ? Entender a Transfiguração é importante para se dar uma resposta sobre a Pessoa de Jesus e sua atividade como também esclarecer sobre o caminho que os apóstolos devem seguir.
Através da montanha, das vestes, da nuvem e da voz do Pai que lembram a manifestação de Deus, o texto tem seu ponto alto na voz: “Este é o meu Filho amado”.
Pedro tinha confessado que Jesus era o Messias. Como no batismo, o Pai declara que Jesus é o Filho amado. Fica esclarecido que Jesus é o Messias cheio de autoridade divina pois ele é o próprio Filho de Deus. As escrituras dizem que Jesus age em nome de Deus e que ele realiza o Antigo Testamento[Lei e Profetas representados por Moisés e Elias.] É escutando Jesus o Messias de Deus que se realiza a vontade do Pai[escutem o que ele diz]. Paro ouvi-lo é necessário se colocar em sua perspectiva, porém, os três presentes não entendem o caminho a ser percorrido por Jesus. Pedro não aceita a crucifixão. Tiago e João ainda vão sonhar com o poder. Eles imaginam um Messias cheio de poderes no horizonte da Política.
A Transfiguração é uma amostra da glória de Jesus na ressurreição. Esta só acontecerá no final do caminho da cruz. Os três que contemplaram este quadro serão também testemunhas por ocasião da agonia de Jesus.
Vencer a tentação do triunfalismo e do fácil é uma necessidade. O amor sincero corrige esta mentalidade de um cristianismo pomposo, poderoso, muito visto. No evangelho Jesus é o servo de Javé e dá as mesmas orientações aos seus discípulos.

Mt 13,36-45

 Joio e trigo
Jesus deixa a multidão e vai para casa com os discípulos. Os mesmos estavam num período de formação. Precisam aprender bastante e muitas coisas não compreendiam. Em casa, perguntam sobre a parábola contada por Jesus às multidões. Jesus responde:

• Quem semeia a boa semente é o Filho do Homem e esta é a Palavra, o ensinamento, a mensagem nova que Jesus veio trazer para a humanidade, é tudo de bom que foi comunicado.

• O campo é o mundo, é o coração das pessoas onde a semente é plantada.

• A boa semente são os filhos do reino, aqueles que se convertem e seguem a mensagem. São os que se tornam a presença do reino dentro da historia. É o reino que vai crescendo através deles.

• O joio é a erva maldita, são os filhos do diabo, semeado pelo diabo. Aqueles que vivem para fazer o mal, destruir, etc

• A colheita é sempre o momento de recolher e destruir, é o julgamento.

• Os ceifadores são os anjos comandados pelo Filho do Homem. É o momento da separação da felicidade, da alegria e da tristeza.

Aqui está a explicação da presença do Reino dentro da história da nossa vida feita de bons e maus. A vinda do Reino entra em luta contra o espírito do mal e conduz os justos até a vitória final. É a história humana dividida em dois exércitos em luta. A insistência está no fim onde Cristo glorioso, com seus anjos, será o grande ator. Ele nos purificará de todos os males. Até lá contamos com a paciência de Deus. A ultima palavra será a sua o que é uma imensa esperança, para quem, ainda oprimido, adere a ele. Na realidade atual é muito difícil distinguir o bem e o mal. Por isso, a paciência de Deus nos estimula à conversão. O mal vai atormentar aqueles que dele se aproximarem e vai afastá-los de Deus para sempre; o bem vai tornar os fiéis luminosos como ele para sempre.




Mt 11,25-27

 A face do Pai
A vinda de Jesus a este mundo tem um grande objetivo que é tornar conhecida a misericórdia do Pai e mostrar a todos como é grande o seu amor para conosco. Trazendo esta mensagem, Jesus não foi acolhido e apoiado pelas autoridades religiosas do seu tempo tidas como as mais importantes e bem vistas pela elite. A presença dos mesmos na missão de Jesus tinha um objetivo muito definido: observar com o objetivo de condená-lo.
Em contra partida temos todos os simples e pobres. Para estes, a religião era um peso e uma barreira na medida em que eram impedidos de se relacionarem com Deus. Para eles ninguém olhava e muito menos se aproximava. Estes encontram em Jesus um grande apoio. Ao mesmo tempo, a palavra de Jesus é acolhida com muitas alegria por todos os excluídos de então. Este fato, é interessante, leva Jesus a um grande momento de louvor a Deus. Ao menos, é a única vez que o Evangelho registra uma oração de louvor ao Pai, feita por Jesus, tratando-se dos pobres e humildes que acolhem a mensagem do Reino.
Também hoje a alegria de todos os simples diante da palavra de Deus é imensa. Todos eles são os mais disponíveis para os trabalhos da ação evangelizadora. Os ricos ainda não muito ocupados com seus bens. Jesus sentiu isso e agradeceu a Deus por que os que jamais poderiam fazer a experiência de Deus encontraram nele o caminho a verdade e a vida.

Mateus 9,9-13

 Mateus
No tempo de Jesus estavam os doentes, pobres e pecadores; escribas, fariseus e doutores.
Jesus vai chamando aqueles que ele quer. Hoje contemplamos o chamado de Mateus. Este chamado foi mal visto pelos ouvintes de Jesus por que Mateus era cobrador de impostos, estes eram marginalizados por que cobravam para o império romano. Roubavam e tinha a força policial para executar as cobranças. Jesus quebra o esquema que divide os homens entre bons e maus, puros e impuros, chamando pecadores e cobradores de impostos. Mateus passa a ser seu discípulo. Na casa de Mateus Jesus toma refeição com os pecadores, quebrando ainda mais o esquema tradicional e por isso foi criticado.
A mentalidade de Jesus é completamente diferente: ele vem para reunir e salvar aqueles que a sociedade hipócrita rejeita como pecadores e maus. Para Jesus os doentes precisam de médico; a misericórdia é mais importante que o sacrifício quando se preferia o sacrifício. A opção pelos pecadores e não pelos justos. Mateus era um doente.
Tomemos o exemplo de Jesus no acolhimento a tantos que como Mateus são marginalizados da vida. Se não podemos ajudar também não devemos ficar julgando e condenando como quase sempre fazemos como se não tivéssemos os mesmos e até outros mais terríveis pecados.

Mt 10,24-33

Medo
 
Todos somos marcados pelo medo em nossas vidas. Trata-se de um sentimento como a alegria, a tristeza, etc
O medo de muitas coisas nos acompanha: das doenças, da morte, da violência, das críticas, das perseguições, das injustiças, do futuro, das surpresas da vida. Por isso, Jesus apresenta motivos para superar o medo:
- As perseguições nos tornarão semelhantes a Ele. Este fato deve nos deixar tranqüilos. Se o discípulo não é maior que o mestre; se o servo não é maior que o senhor e se chamaram o Senhor de príncipe dos demônios, então o discípulo deve ficar tranqüilo diante das perseguições e calunias.
- O Evangelho vai triunfar e a inocência dos apóstolos serra posta em plena luz. Por isso, Jesus convida a não Ter medo deles pois tudo o que estiver o mais oculto possível será descoberto. E conhecido.
- Os perseguidores serão impotentes diante da verdadeira vida. Eles matam o corpo mas não podem matar a alma. Mais um motivo para confiar.
- Aos apóstolos são infinitamente caros ao Pai que cuida deles. Precisam confiar nele, até os cabelos estão todos contados. Se Deus cuida da natureza, dos pássaros, muito mais cuidará de vocês.
- Ter a coragem de se declarar diante dos homens como seguidores de Jesus.
Pensar que pertencer à igreja significa refugio seguro, livre da perseguição e da tempestade, para se desiludir bastam as palavras de Jesus neste texto.

Mt 8,18-22

 Missão

O texto oferece instruções para quem quer seguir a Jesus como discípulo, algo para o qual toda pessoa é chamada. Aqui aparecem duas condições. A primeiras é Ter coragem para enfrentar a dureza de vida que \Jesus assumiu como pregador errante, com absoluta pobreza, sem Ter onde reclinar a cabeça. A Segunda, é colocar o interesse pelo reino acima de tudo e de todos e das preocupações pessoais como, por exemplo, enterrar o pai.
Todos são chamados na liberdade. Desses dois, um se ofereceu e Jesus fez a exigência. Outro Jesus chamou mas não sabemos quais se tornaram seguidores. O importante é o apelo feito por Jesus.
A mensagem cristã no evangelho é exigente. O cristão não segue uma doutrina mas uma pessoa. Não se tratar de aceitar um modo de pensar mas uma maneira de viver. Devemos seguir sem medo da insegurança de vida. Há muitas maneiras de seguir. Antigamente se imaginava a vocação mais para padres. Hoje todos são chamados de diversas maneiras.
Uns consagram as suas vidas na vida religiosa; outros se dedicam ao trabalho com os doentes; outros trabalham nas periferias; outros trabalham na educação e animação da fé; outros cuidam da organização do povo em vista de melhores condições; outros fazem o trabalho da catequese.
O mais importante destes trabalhos é que seja um seguir a cristo. O mais importante é que cada pessoa na sua atividade , na sua profissão, sinta-se no caminho para o encontro com Jesus, pois ele mesmo disse ser o Caminho.
Importante lembrar que apesar da divulgação sobre a missão, ela continua sendo uma grande necessidade. A messe ainda continua grande, imensa e com poucos operários e com muita gente completamente desconhecedora da Boa Nova.

MISSAO

Em primeiro lugar, devemos lembrar que a missão procede da Missão do próprio Jesus. Enviado pelo Pai fazendo-se carne (Jo.1) para manifestar os sinais do Reino de Deus, Jesus compõe o grupo dos seus discípulos.
No dia da ressurreição, quando Jesus aparece aos seus, faz o envio, da mesma maneira que foi enviado, entregando, através do gesto, o sopro, a graça do alto, o Espírito Santo. (Jo.21).
A razão de ser de Igreja é a necessidade de fazer a missão. O próprio Jesus constatou: “A messe é grande e os operários são poucos”. Pede para que se reze ao Dono para que não deixe de cuidar do seu campo.
A missão não consiste apenas em um movimento animado e passageiro como fazem os missionários. Trata-se de uma dimensão necessária mas de pouca eficácia. A missão deve ser um movimento organizado, com planejamento e avaliação, métodos que atinjam a realidade.
Também a Missão não é apenas para outros povos. Deve ser o dinamismo interno de vida das Igrejas particulares e paroquiais.
Quando Paróquias ou comunidades se organizam criando uma estrutura, ficando apenas com tempo para mantê-la, cria-se um espírito burocrático e rotineiro sem tempo e espaço para a criatividade.
Hoje, com o desafio da modernidade e da dinâmica do mundo, criando sempre desafios novos, os responsáveis pela missão se sentem provocados, impotentes e muitas vezes desanimados para cumprirem as palavras de Jesus “Ide pelo mundo e pregai o Evangelho a toda criatura”(Mt.28).
Outubro é o mês da Missão no sentido de chamar a atenção para uma realidade que deve estar presente sempre, fazendo conhecer a Igreja.
O Espírito de Pentecostes que despertou ânimo nos Apóstolos, também acordo as estruturas, muitas vezes apodrecidas, em nossas comunidades, para fazer surgir o NOVO necessário no Trabalho de Evangelização.

SEMANA SANTA

Neste tempo, os cristãos celebram a Semana Santa. Trata-se de um tempo especial, onde se concentra o mistério da paixão, da morte e ressurreição de Jesus. É uma semana maior. Cria-se, neste tempo, um desejo grande de participar com muito entusiasmo.

Tudo começa com a celebração dos Ramos. Jesus sabia que ia enfrentar a Morte em Jerusalém. Mesmo assim, não hesita e entra na cidade montado num jumento. Isso significa muito. Aquele tido como Rei e aclamado como tal, entrar num jumento é uma grande contradição. Os reis andavam nos cavalos. O jumento era como ainda hoje, o transporte dos pobres. Os Ramos lembram que só a Jesus nós queremos servir e entregar como Ele a nossa vida a serviço dos irmãos.

A Quinta-feira santa nos convida a pensar sobre o amor e o serviço contidos na cena do lava pés e da ceia. É profundamente significativo o gesto de Jesus. Ele era chamado de Mestre e Senhor. O escravo era aquele que servia ao Mestre. Jesus assume o trabalho do escravo para dar o exemplo. O que deve fazer o seguidor de Jesus ? exatamente o que ele fez, lavando os pés uns dos outros. Quem não aprende com a Ceia que precisa lavar o pé do Irmão, não entendeu o sentido da celebração.
A Sexta-feira nos envolve com o clima da dor e da morte. Contempla-se Jesus na cruz. Ele é o centro. Os cristãos são chamados ao silêncio e a oração. O dia deveria ser de um profundo silêncio. Neste dia devemos pensar em todos os crucificados da História, pela fome, pela doença, pela injustiça, pela maldade. Lembrar que em todos os que sofrem, Jesus está sofrendo e crucificado com eles. Menores de rua, meninas prostituídas, os descartáveis de nossa sociedade, etc. Ir à procissão do cristo morto é comprometer-se com Ele para ressuscitá-lo em todos os que estão com a sua vida negada.
O Sábado é o dia da espera. Nesta noite a Igreja celebra a sua mais bonita Vigília. Os símbolos todos nos falam da vida: bênção da água, do fogo, rito do Círio Pascal, Proclamação da Páscoa com o Exultat, etc. Pela noite a igreja se reúne para a grande Vigília, contemplando a Palavra de Deus que apresenta o plano da Salvação. A criação é colocada diante da nova criação que Deus realiza através da ressurreição. A passagem do Mar vermelho que lembra a saída da Escravidão do Egito é colocada diante da libertação definitiva pela Morte e ressurreição de Jesus. A leitura do Sacrifício de Isaac é colocada diante do sacrifício definitivo da Novo e Eterna Aliança realizada em Jesus Cristo. Por último, como sendo o ponto alto da noite, na proclamação do Aleluia, a Igreja anuncia o texto da ressurreição. Após a celebração da Palavra, temos, ainda a liturgia batismal com a aspersão sobre o povo e quando preparados, a celebração do batismo de adultos. Por fim, o grande momento da eucaristia, sinal maior do Ressuscitado em nosso meio.
Domingo de Páscoa. Segue-se, por cinqüenta dias as celebrações da Páscoa. A proposta da Igreja é que até Pentecostes, a alegria seja constante como se fosse um único dia.
Prossegue-se com a páscoa. Páscoa é passagem. Somos chamados a uma vida nova. Caminharemos com muita certeza, pois Jesus está conosco, vivo para sempre. “Quem serre contra nós?” (R.M. 8,31). 50 dias até pentecostes devem ser celebrados como se fossem um único dia.

EVANGELIZAR


Comunicar uma alegre notícia foi a missão de Jesus, enviado pelo pai, a um povo mergulhado no desanimo e na escravidão. Jesus mostrou os sinais de um mundo novo. Ao se ausentar pela sua ascensão, disse: “Vão pelo mundo”. Evangelizar se tornou, portanto, a razão de ser da igreja no mundo.

Ao longo dos 500 anos, aqui no Brasil a igreja se sentindo enviada, fez a proclamação da boa nova. Hoje completando esse tempo, fala-se de uma nova evangelização. Não quer dizer que a primeira foi simplesmente falha ou inútil. Trata-se de reconhecer que estamos num tempo novo e com desafios novos. Para este tempo a igreja precisa ter uma resposta nova.

Fazer uma nova evangelização nos dias de hoje, é atualizar o discurso e considerar as situações novas que existem na sociedade e na vida das pessoas, iluminando toda vida, com as palavras de Jesus que estão no seu evangelho.

O centro da nova evangelização deve ser sempre a pessoa de Jesus. Proclamar sua vida, a sua mensagem, a sua morte e a sua ressurreição. É a pessoa dele e a força de sua palavra que deve causar o impacto do novo que transforma o coração e as estruturas.

Teremos uma nova evangelização quando cada um tomar como meta decisiva o anúncio alegre da boa nova através da palavra e do testemunho. Ide, eu estou enviando vocês. “Evangelizar com renovado ardor missionário”. Isso significa que o espírito de Jesus está presente animando a caminhada que conduz ao crescimento do reino.


















BIBLIA

Muitas pessoas ainda não conhecem a bíblia. Para termos uma idéia a seu respeito, vamos lembrando que a bíblia nasceu no meio do povo hebreu. Ela é uma coleção de livros considerados pela igreja, escritos sob a inspiração do Espírito Santo e contém a palavra de Deus.
Nos livros da bíblia há uma mensagem de Deus dirigida a todos os homens.
O termo grego de onde provém a palavra bíblia significa ordinariamente: os livros. Em latim passou-se a ser chamada a coleção dos textos que formam as escrituras sagradas.
A bíblia completa contém 73 livros escritos que são obras de numerosos autores. Os títulos destes livros lembram às vezes o nome de seus autores, outras vezes o nome daqueles para os quais eram escritos. As pessoas que escreveram a bíblia viveram em situações e lugares diferentes. Por isso cada um é diferente e traz traços característicos de cada um.
Nesses livros está a palavra de Deus que serve de luz nas mãos de quem caminha na morte. Esses livros que brilham na caminhada do cristão estão dividido em duas partes: Antigo testamento e Novo testamento.
O antigo testamento narra uma história de centenas de anos antes de Cristo. É a história de um povo que acreditava fielmente que o próprio Deus caminhava com eles. Esse povo se chama povo de Israel. Em resumo, o antigo testamento nos mostra o grande amor de Deus para com esse povo.
O novo testamento está mais perto de nós. Ele narra a vida de Jesus, sua mensagem e suas obras. Fala sobre a vida das primeiras comunidades cristãs, como os apóstolos interpretavam o evangelho e como pregavam aos povos.
Há três pontos importantes para a gente lê e entender a bíblia:

1º Texto: É o que está escrito. A gente deve perceber a caminhada de uma vida que passou, más esta vida continua hoje.

2º Contexto: É o que a igreja reflete no texto.

3º Pretexto: A realidade do povo.

Sempre a igreja oferece a todos uma oportunidade para conhecermos mais a bíblia. Sempre muitas pessoas  estão se reunindo, refletindo, lendo e descobrindo os problemas da vida à luz do evangelho. Aproveite mais essa oportunidade.