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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

O Testemunho do Papa




O papa Francisco no Rio de Janeiro se tornou manchete para o mundo na Jornada Mundial da Juventude. Cristãos católicos como também cristãos evangélicos elogiaram e se emocionaram diante das cenas assistidas. O papa deixa muitas mensagens: encontrou-se com autoridades civis e eclesiásticas, com jovens dependentes, crianças, atendeu algumas confissões, cumprimentou muitas pessoas, realizou visitas, realizou muitos momentos celebrativos, enfim, encantou a muitas pessoas e deixou muitas lições, dentre elas é importante destacar algumas.
A simplicidade apareceu como algo importante na visita do papa, não só em suas palavras, mas em seu exemplo. O papa não aceitou um carro oficial, o papa móvel estava aberto, sem vidros de proteção; o papa levava consigo a sua bolsa ao desembarcar e embarcar no aeroporto. Ao mesmo tempo o papa defendeu a simplicidade como sendo uma das exigências para o nosso tempo, tida por ele como vontade de Deus. De fato, como vivemos na cultura da ostentação certamente a vida cristã deva ser um testemunho de vida simples, lembrando e retomando a simplicidade do próprio Jesus.
 Outro grande tema tratado pelo papa foi a presença ou proximidade. O papa lembrou que a igreja como mãe não pode estar ausente ou distante. Foi por isso que o próprio papa fez questão de estar perto das pessoas em sua visita, acolhendo crianças, descendo do papa móvel,  quebrando protocolos e deixando clara a ideia de que não basta acolher, mas ir ao encontro. Esse princípio é essencial para a missão e a evangelização que acontecem de forma eficaz através da presença. Por isso o papa insistiu que é necessário ir às ruas e periferias. O papa defende aquilo que a igreja latino-americana incentivou muito: a presença através das comunidades eclesiais. Nesse horizonte está também a imagem apresentada pelo papa antes de sua vinda ao Brasil quando disse que preferia uma igreja acidentada a uma igreja acomodada. De fato, o futuro da missão da igreja tem que ser no modelo e estilo de Jesus que ia circulando pelas cidades e povoados e de casa em casa. Temos que tornar como habito continuo o ministério da visitação. Sair de si, esvaziar-se, para ir ao encontro do diferente é um desafio e uma necessidade.
O papa ainda em sua visita repetiu o tema da partilha e da solidariedade, usando ate a conhecida expressão “mais água no feijão”. Temática de um grande desafio para os nossos dias onde muito se pensa em ganhar. Foi nessa preocupação que o papa falou de vida simples e de desapego ao dinheiro dizendo que os religiosos deveriam trilhar esse caminho de simplicidade, partilha e serem desapegados. De fato como sabemos, em meio à riqueza está a fome, a doença, a exclusão social, etc. Ter o necessário para a sobrevivência com dignidade é uma necessidade e um desejo de Deus, portanto, quando falta o essencial para algum ser humano viver com dignidade, entre outras causas, lhes faltou a solidariedade que não consiste simplesmente em dar esmolas mas em oferecer-lhe as reais condições de sobrevivência como o trabalho, por exemplo.
Concluindo, o papa ainda acenou para um aspecto importante: o dialogo entre todos os grupos, religiosos ou não, na perspectiva de construção da paz no mundo. De fato, nada impede que cada grupo mantenha a sua identidade religiosa e se coloque a serviço de um mundo melhor, pelo dialogo e através de ações que possam transformar as relações humanas.


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