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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Fernanda Ellen


Fernanda Ellen ficou desaparecida por um pouco mais de três meses. Seus pais sempre mantiveram a esperança de encontrá-la viva. De fato, é fundamental a esperança na vida do ser humano. No entanto, a esperança de tê-la de volta acabou. O Conselho Estadual para a Promoção dos Direitos Humanos, ao contrário do que setores da imprensa estão falando sobre a sua ausência,(que ficou calado) é uma mentira, pois o mesmo esteve presente por várias vezes visitando e dialogando com os pais de Fernanda Ellen.
A atuação do Conselho continuará cumprindo o seu papel. Onde houver desrespeito ao ser humano e o Conselho for procurado para o apoio, com toda certeza o mesmo se manifestará, para cumprir a sua missão. Os que falam do Conselho não fazem o que também deveriam fazer. A luta pelos direitos de todos é dever também de todos.
Em nota, o Conselho já manifestou a sua solidariedade aos familiares, o que fizera antes pela presença, como também depois do corpo ter sido encontrado.
Quanto à Fernanda, lamentamos profundamente o ocorrido por se tratar de uma criança, portanto, indefesa, vitima de um vizinho. É algo profundamente inaceitável do ponto de vista humano.
O fato nos traz algumas questões fundamentais para quem orienta a sua vida pela fé.
Permanece para sempre aquela recomendação: Não Matarás. Ninguém pode se apropriar da vida de ninguém. Qualquer ofensa ao outro é desobediência ao mandamento. Portanto, não pode haver incoerência. Não posso defender a vida de uma pessoa pedindo a morte de outra. A recomendação é para que não se mate ninguém e nada de ofensivo seja praticado contra o outro. A vingança gera sempre uma longa escalada de violência. É isso que estamos assistindo em nosso estado. Quem se lembra de numero de mortos na semana santa? Mais de vinte? Os adolescentes e as mulheres estão sendo vitimas da violência e morte.
Ninguém tem o direito de julgar e condenar. Tenho todo direito de externar as opiniões, mas não tenho autoridade para julgar, condenar, matar, etc. A mim não me foi dado o direito de fazer justiça. Ao tentar fazer justiça me torno tão criminoso quanto à outra pessoa. Para isso temos uma justiça estabelecida para aplicar as penas merecidas a quem fez o delito. A apologia ao crime em nossos dias é visível em setores dos Meios de Comunicação Social e, nas redes sociais se manda matar. Por incrível que pareça isso é verdade. Isso também é crime. Incentivar é ser coparticipante da ação.
A fome não pode combater a fome, o veneno não pode combater a doença, a violência não pode combater a violência.
Para além de todas as causas que se possa imaginar para explicar a criminalidade, sem duvida alguma, uma das causas determinantes é uma sociedade sem Deus. A pessoa humana que carrega Deus na sua vida e no seu coração, em consciência, jamais matará ou fará qualquer coisa para destruir o seu semelhante.
A pessoa que assumiu Deus em sua vida, tem na consciência a certeza de que o outro é imagem de Deus, independentemente de sua condição.
De diversas formas a humanidade tem escolhido o caminho da violência, da destruição e da morte. Deus nos quer no caminho da vida.
Quem defende a pena de morte esquece que de forma direta ou indireta poderá ser vitima dela.
pebosco@yahoo.com.br





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