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sexta-feira, 18 de março de 2011

Caríssimos pais e mães, educadoras e educadores,


1. Tenho ouvido falar a partir da experiência dos pais que os filhos só dão trabalho depois que crescem. Como compreender esta afirmação fruto da experiência, muitas vezs ardua de pai e mae ou só da mãe que não conta com o apoio e a presença do pai?

2. Não é possível contar com receitas, pois, cada caso é único, pelo fato de cada pessoa ser única. Uma experiência pode aluminar outra, em algum aspecto, mas cada situação deve ser conduzida com sua peculiaridade.

3. Talvez seja preciso pensar que para os pais os filhos não crescem  por isso, querem sempre proteger e agir no lugar dos filhos. Talvez seja bom ter a consciência da orientação e deixar os filhos guiarem e conduzirem a própria vida, dando os palpites, mas não determinando o que devem fazer. É com os próprios erros que se aprende.

4. Talvez os filhos tenham crescido na idade e não na maturidade. Talvez tenham amadurecido de forma indevida, sem aquela formação necessária para enfrentarem a vida e que os pais não tiveram condições de trabalhá-la com seus filhos.

5. O problema da família ou do casal não é criar, mas educar. A educação passa por um longo, demorado e paciente processo o que parece impossível na sociedade da eficiência na qual vivemos.

6. Quem dispõe de tempo e de paciência para sentar, conversar, responder as perguntas, viver unia relação de amizade com os filhos, ter paciência diante da inquietação dos fllhos? Nâo existe um processo educativo sem estas qualidades que contribuem para o crescimento da amizade e da confiança entre os pais e os filhos.

7. Para um processo eductivo normal e tranquilo não pode existir o medo e a ameaça. Se a pessoa que educa é uma ameaça para a pessoa educanda, assumindo uma postura autoritária, nunca haverá uma relação de abertura e de confiança. Isso significa que não acontece o processo educativo.

8. No processo a pessoa que precisa crescer precisa saber que pode chegar com sua duvida, seu erro e seus dramas e pode se colocar para ser ajudada e não reprimida, pois muitas vezes reprimida ela já se encontra. Por isso, ao que parece, a educação se dá num processo de abertura, de escuta, de questionamento e de ajuda, sem grito,sem violência e sem agressão. Como viver essa experiência necessária quandc se vive numa, sociedade de agressores e agredidos?

9. A experiência parece ter mostrado que quanto mais se vive a experiência da ditadura, da violência e do autoritarismo, menos se consegue o que se pretende alcançar. O que temos hoje no campo da afetividade e da sexualidade é o resultado do rigorismo que se viveu nos anos idos. Alguém duvida disso? Tudo aquilo que cria revolta, insatisfação, mal estar, raiva, terá, sem duvida, o seu resultado contrario.

10.0 que fazer? É necessário buscar os caminhos alternativos entre, o proibido, a ditadura e o totalmente livre para ser vivido da maneira que se quiser. Hoje  estamos mais numa passagem de um extremo para outro que nada resolve a situação.

11. É necessario formar a pessoa humana para o senso da liberdade, (ninguém controla ninguém) para a responsabilidade que deve ser elemento predominante na vida de toda pessoa de bom senso.

12 Quem tem a responsabilidade de educar deverá ter muita habilidade para administrar os conflitos e ao mesmo tempo fazer com que a pessoa perceba as consequências de atitudes irresponsáveis.

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