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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Pascoa

A pascoa, que hoje perdeu totalmente o seu significado em nossa sociedade por causa de sua dimensão de consumo, significa passagem na historia do povo hebreu. Ela lembra a passagem de Deus para libertar o seu povo da escravidão do Egito.
Deus, na experiência do povo é aquele vê, ouve o sofrimento e desce para libertar o povo das garras do faraó. Nesta passagem encontramos a cena famosa da passagem do mar vermelho. Conta o relato, que após a saída do povo hebreu, o farão que ia em perseguição com seu exercito afogou-se no mar e o povo seguiu, com a orientação de Moisés para a terra prometida.
Não nos cabe aqui buscar a historicidade dos fatos, até porque a bíblia não foi escrita para fazer uma cronologia histórica, mas para suscitar a fé no poder e na ação de Deus presente na historia do seu povo.
Assim, a páscoa passou para a história como passagem da morte para a vida; da escravidão para a liberdade; do sofrimento para a tranquilidade. Na promessa de Deus, se tratou de sair da terra da escravidão para uma terra que corre leite e mel. É uma linguagem figurativa para significar a mudança contrastante de ambiente.
Depois do tempo quaresmal a igreja celebra pelo mundo a fora a noite da vigília pascal. Trata-se da vigília mais importante de todos os tempos. Santo Agostinho, bispo de Hipona, dizia que a vigília da páscoa é mãe de todas as vigílias.
A pascoa, só ela tem o privilegio de ter 40 dias como tempo de preparação. Nenhuma festa tem esta oportunidade. A pascoa tem um lugar tão especial que os 50 dias de sua duração devem ser celebrados como se fosse um só dia.
Para as sociedades que não são mais realmente cristãs, a semana santa passou a ser um feriadão para o lazer, as viagens, descanso e consumo de chocolates. Por isso, a semana acaba sendo marcada pela violência no transito. Para a vida cristã não se trata de feriadão, mas de tempo de celebração e recolhimento. Na pascoa a igreja celebra a ressurreição, o acontecimento mais marcante, porque fundante da vida cristã.
Sem polemizar, mas esclarecendo, ressurreição e reencarnação são dois conceitos que se opõem de forma muito radical, de modo que não é possível ser cristão e ser espirita. Os espiritas primam muito pela caridade, o que é fundamental e louvável, por isso, pode - se trabalhar com eles e com todos os que lutam pelo bem, mas mantendo o respeito pelas diversas opções de fé e de opção religiosa.
O que difere cristianismo e espiritismo? O primeiro mantém a unicidade de cada ser humano como Imago Dei, desde o seu nascimento até a sua morte. Deus é criador de cada ser com sua total originalidade e personalidade.
Na doutrina espirita admite-se a possibilidade de se retornar a terra para uma segunda vida e para se redimir e aperfeiçoar a qualidade de vida o que para o cristianismo não é sustentável. Na vida cristã cada pessoa tem o seu tempo. Na liberdade, perdemos ou não o tempo que o senhor nos oferece. No fim da vida, vamos para a presença de Deus ou ficamos na sua ausência, dependendo assim das escolhas feitas em nossos caminhos.
Retomando: no tempo da pascoa, contamos, portanto com a presença do ressuscitado se manifestando aos discípulos para dizer Sou eu, não tenhais medo, eu estarei com vocês ate o fim dos tempos.
Ressurreição é tempo de vida transformada e renovada; é tempo de tomada de decisões a favor da vida.

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