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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Não existem limites para perdoar.

Temos que perdoar, mesmo sendo uma das tarefas difíceis, sobretudo quando se trata de perdoar os inimigos e rezar por eles, que é a recomendação de Jesus. Quem não perdoa não ama. Temos a tentação de desejar o mal e até de nos alegrarmos com a desgraça dos outros. Trata-se de um comportamento comum entre nós, mas totalmente contrario ao evangelho. Por isso não posso condenar, mas fazer todos os passos para salvar o irmão. Há uma incoerência entre ser cristão e ser a favor da violência, da pena de morte, do aborto, das torturas.
É muito comum dizer: já perdoei, não tenho raiva, falo se ele (a) vier a mim. Costumo dizer que a distancia é a mesma. Devemos ir. Uma questão que sempre se coloca: se eu falar, e a outra pessoa não me responder e não se reconciliar? Resposta: sua parte está feita.
Não só perdoar, mas também se reconciliar. Ir ao encontro do outro para fazer a paz, criar a comunhão. Se isso não acontece, uma pessoa será sempre uma ameaça para a outra. Ao encontrar- se cada uma se perguntará: E agora? Na reconciliação não existirá esta questão. A oração sem a reconciliação não é completa. Antes da oferta é necessário ir se reconciliar. A intriga e a divisão são situações graves contra a comunhão na comunidade. Temos muitas dificuldades nas comunidades por causa da indisposição para perdoar. Como é infinito o perdão de Deus, assim deverá ser o nosso. A pergunta de Pedro, sobre quantas vezes devemos perdoar gera uma situação muito cômoda se fosse respondida segundo os nossos critérios. Por isso Jesus não define números e deixa a questão em aberto. Setenta vezes sete não são números matemáticos, mas remete para infinitas vezes que devemos perdoar. (Mateus 18,21-35).

Temos tido disposição interior para o perdão?

Padre Bosco
 


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