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domingo, 10 de outubro de 2010

Prática Religiosa


     Nos últimos tempos temos vivido uma efervescência religiosa muito grande. As igrejas parecem disputar a presença de fieis como em uma campanha que se faz, diminuindo a outra igreja, com a finalidade de ganhar a outra pessoa. É a pratica do famoso proselitismo. Neste esquema adotado, não temos o que de mais importante deve existir na religião que é a gratuidade. Neste esquema, as religiões vão ao encontro das pessoas pensando no crescimento delas e não no bem estar do outro.
Neste fenômeno religioso do nosso tempo convivemos com uma pratica quase totalmente exteriorizada, não recomendada por Jesus. A satisfação das religiões passa pela quantidade e não pela qualidade.  Os lideres religiosos ficam felizes quando conseguem encher os ginásios para um momento de manifestação mais emocional do que de fé. Esquecem eles que o momento de massa é até necessário, mas estes momentos não sustentam a fé e a caminhada das respectivas igrejas pelo fato de não trazerem nenhum comprometimento para a comunidade. Jesus até condena as praticas exteriores, pois elas serem muitas vezes para um exibicionismo, para mostrar que estamos prestando serviços relevantes na comunidade. Na realidade, é o testemunho fiel do dia a dia que vai manifestar a qualidade do nosso serviço.
Gritar nas praças para chamar a atenção dos outros como se vende um produto não é do agrado do Senhor. A religião não é um negocio a ser vendido, como ela tem se manifestado nos últimos tempos, mas é uma proposta de vida.
Qual é a melhor religião? Certamente esta é uma pergunta difícil diante do pluralismo religioso que vivemos, mas podemos buscar alguns indicativos para esta questão. São Tiago em sua carta nos dá uma referencia no capitulo 1,26-27, mostrando o que é fundamental para uma verdadeira pratica religiosa:
“Se alguém julga ser religioso, mas não refreia a sua língua, engana-se a si mesmo: a sua religiosidade é vazia. Religião pura e sem mancha diante do Deus e Pai é esta: assistir os órfãos e as viúvas em suas dificuldades e guardar-se livre da corrupção do mundo”.
Na pratica religiosa de hoje, voltou muito a experiência de uma religião do medo, que ameaça os fieis, ao invés de anunciar a esperança. Evangelizar é levar uma boa noticia. O inferno passou a ser instrumento para ameaçar as pessoas sem formação.
O papel da verdadeira religião não é amedrontar e ameaçar, mas oferecer os caminhos da caridade, como Jesus nos apresenta. Para ele, muitas pessoas serão salvas sem ter pertencido a nenhuma igreja. Quem viveu na caridade é convidado a fazer parte do reino. Vinde benditos de meu pai. Mateus 25.
Nenhuma experiência religiosa é validade, se ela não conduzir os seus fieis a uma pratica de caridade. “Estava nu, presos, doente, com fome e vocês cuidaram de mim”.
Quem viver a caridade em toda sua plenitude, fora dos esquemas religiosos, pela falta de oportunidade, será acolhido no reino do céu. Quem está ligado a uma comunidade religiosa, é claro, tem muito mais obrigação de viver a caridade, pois a fé sem as obras é morta, conforme São Tiago.
É bom que haja as múltiplas experiências religiosas, desde que não sejam farisaicas e hipócritas, mas no seguimento real do enviado do Pai, Jesus!
Nenhuma religião se mede pelo discurso ou pelo estereótipo mas pela vida de caridade, de acolhida e de perdão.
Pebosco.

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