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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

LAUDATO SI

Laudato si, mi Signore.
Depois do belíssimo texto do papa Francisco sobre a Alegria do Evangelho, aonde o papa apresenta um programa da vida pastoral da igreja, está à disposição dos fieis uma nova encíclica clama da Laudato Si, Louvado Seja, inspirada no Cântico das Criaturas de São Francisco de Assis.
O papa Francisco aborda o tema da ecologia de forma muito ampla, apresentando ao mundo como sendo a casa comum, isto é, pertencente a toda a humanidade e que sobre essa casa todos devem assumir as responsabilidades para uma vida melhor.
Logo no inicio, o papa já aborda os grandes problemas da humanidade com o seguinte tema: “o que esta acontecendo em nossa casa”. Entre outros o papa fala de poluição, agua, desigualdades, etc. Todos são problemas que que devem ser enfrentados com urgência.
Essa carta tem um caráter muito pedagógico, além do excelente conteúdo. Para muitos de nós cristãos, mesmo que são Tiago nos diga que a fé sem a vida é morta, existe uma verdadeira aversão a tudo aquilo que é deste mundo e que se deve relacionar com a fé.
Como usar a expressão “coisas do mundo” como algo que não se refere a Deus depois dessa encíclica? Como pensar o mundo como algo desligado da fé, se o mundo é obra da palavra de Deus na criação? Faça-se a luz; e a luz se fez. Genesis 1.
O papa, portanto, traz para o centro da reflexão o mundo como obra da criação; que dele nós dependemos para a nossa sobrevivência e dele devemos cuidar.
Chama a atenção, na encíclica no quinto capitulo sobre o dialogo a respeito do tema.
Creio que o papa traz um grande desafio uma vez que as instituições de modo geral cada vez mais dialogam menos. O dialogo é algo que deve acontecer dentro de um processo muito lento. O que existe, no entanto, na sociedade é a ideia de eficiência e pragmatismo. A sociedade anda em busca de resultados e, por sua vez, todas as instituições entram também na ideia do eficientismo. Com isso, não se torna importante à pessoa humana com seus dramas, situações, dificuldades, etc.
O papa, que insiste aqui no dialogo, sabe da importância do mesmo, ele mesmo tem se pautado pelo dialogo, como também sabe que qualquer mudança seja sobre a ecologia, seja sobre outras temáticas, não se chega a resultados sem uma grande conscientização e participação da sociedade.
Para motivar a leitura, fala o próprio papa.
A questão da água: O Pontífice afirma claramente que « o acesso à água potável e segura é um direito humano essencial, fundamental e universal, porque determina a sobrevivência das pessoas e, portanto, é condição para o exercício dos outros direitos humanos ».  Privar os pobres do acesso à água significa « negar-lhes o direito à vida radicada na sua dignidade inalienável » (30).
A preservação da  biodiversidade:  « Anualmente, desaparecem milhares de espécies vegetais e animais que já não poderemos conhecer mais, que os nossos filhos não poderão ver, perdidas para sempre»  (33).  Não são somente eventuais “recursos”  exploráveis,  mas têm um valor em si mesmos. Nesta perspectiva, « são louváveis e, às vezes, admiráveis os esforços de cientistas e técnicos que procuram dar solução aos problemas criados pelo ser humano », , mas a intervenção humana, quando se coloca a serviço da finança e do consumismo,  « faz com que esta terra onde vivemos se torne realmente menos rica e bela, cada vez mais limitada e cinzenta » (34).
Muito importante à leitura da “Laudato Si”. Os temas tratados pelo papa Francisco são essenciais e apaixonantes não só para os cristãos católicos, mas para toda a humanidade.


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