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terça-feira, 26 de julho de 2011

Câmaras Temáticas.



“A Paraíba unida pela paz” é tema de uma reflexão que vem sendo feita depois de um seminário que reuniu setores representativos da sociedade por dois dias em Joao Pessoa. Depois do encontro, o grupo se organizou em câmaras temáticas que estão se reunindo para tratar diversos aspectos da segurança publica.

É notório que a paz e a segurança não acontecem de forma magica. Ela também não é construída a partir de um nome, de um titulo ou de algumas pessoas. A paz, naturalmente acontece quando ela vem como fruto da partilha e da justiça, como também de uma segurança publica devidamente planejada com estratégias e metas a serem alcançadas.

Estou participando da câmara temática sobre o sistema penitenciário. Já realizamos duas audiências publicas na Secretaria de Administração Penitenciaria. O evento acontece nas segundas feiras à tarde. Quem tiver interesse, pode participar. Trata-se de um evento aberto ao publico.

Na primeira audiência, os participantes ouviram como a secretaria está organizada, o numero de presos, vagas e o déficit das mesmas. Foi muito interessante perceber o que está sendo feito, mas também os desafios que naturalmente existem por se tratar de uma secretaria que não tem a devida atenção dos estados e da sociedade. “Preso não merece nada e deve ser castigado pelo crime que cometeu,” assim entende ainda grande parte da sociedade.

O secretario Harrison Targino foi expositor na mesa e foi muito transparente sobre a realidade prisional. Os participantes ficaram muito satisfeitos e foram unanimes em dizerem que pela primeira vez o estado, através da Secretaria de Administração Penitenciaria, abre as portas e senta com os diversos setores da sociedade civil para dialogar e ouvir as sugestões.

De fato, já vivemos em outros momentos onde prevalecia a truculência e a autossuficiência de gestores do estado, que, ao invés de dialogarem com a sociedade procuravam manter-se distantes da mesma, sempre dizendo que estava tudo bem com o sistema, quando sabemos que os problemas inerentes ao sistema permanecem e carecem de atenção e de mudança.

Na segunda audiência tivemos a oportunidade de ouvir diretores e agentes penitenciários (homens e mulheres). Certamente eles e elas nunca tiveram uma oportunidade de sentarem com os diversos segmentos para colocarem seus desafios e necessidades. Foi um momento muito significativo, pois quem faz o sistema são os que no dia a dia lidam com a situação dos apenados.

Muitas vezes, em se tratando de segurança, só se pensa em armas, viaturas, entre outros instrumentos, mas não se pensa nos homens e mulheres muito menos na população a quem se destina a segurança.

Na verdade, Dr. Harrison Targino está de parabéns pelo trabalho na secretaria, como também pelo apoio e a atenção que tem dispensado à câmara temática, nos acolhendo na própria secretaria, salientando, ainda a ênfase sobre a proposta de ressocialização de apenados no estado.

É certo que depois das discussões fica o grande desafio de colocar em pratica as demandas identificadas.

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