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domingo, 26 de junho de 2011

Dicas de Convivência.

Toda pessoa humana é falha, isto é, não existe perfeição no ser humano. Por isso, precisamos conviver com as diferenças e respeitar cada pessoa com suas virtudes e limites. Somos humanos e, portanto, pessoas santas e pecadoras. Escandalizar-se com o defeito do outro não é uma atitude cristã. Não fiquei feliz com o fracasso e desgraça do outro. Quando nós pensamos que estamos em pé, como diz o apóstolo Paulo, podemos cair. Cada pessoa é capaz das mesmas falhas de cada um e cada uma. Jamais devemos fazer a bela figura. Somos, na realidade, o que somos e não o que devemos ser.

Nunca brigue para que o outro possa mudar. Quanto mais se implica com a outra pessoa, sem espirito de acolhida e vida fraterna, mais a outra pessoa se torna pior. Não queira mudar o outro, mude você. O ser humano se espelha nos bons ou maus exemplos.

Adotamos uma pratica sobre a qual não temos autoridade: condenar a outra pessoa. Condenar significa condenar-se. Quem não pode humildemente ajudar a outra pessoa a crescer e a se superar, não deve se meter na vida dela. Devemos respeitar a individualidade. Para corrigir o outro devemos seguir a norma cristã: chamar o outro em segredo para que o outro perceba a sua limitação e mude de vida.

Ao nosso redor existem inúmeras tarefas. Não devemos competir com os outros, sentindo-nos melhores e mais competentes. Ninguém cresce tentando derrubar os outros. Cada pessoa cresce na medida em que assume suas responsabilidades, tornando-se capaz de dar a vida pelas outras pessoas. É muito comum disputar os primeiros lugares. Não interessa se derrubei a alguém ou se alguém ficou para trás. O que importa é que eu cheguei, conquistei o meu lugar.

O ser humano é muito levado pela inveja, pelo ciúme, pelas manias de prestigio e grande. Devemos aprender e trilhar os caminhos da simplicidade, da humildade. Hoje se vive na tendência das aparências. Parece uma exigência, para dar satisfação à sociedade e fazer tudo aquilo que nem se pode para que os outros vejam. Vive-se em função dos outros. Por isso, se gasta o que não se tem e se compra o que não se pode pagar. Viver das aparências é viver uma vida falsa. Deus não olha as aparências, mas o coração. O que tem de mais precioso no ser humano é a sua interioridade.

No pleno fervor da comunicação e da abertura democrática que vamos trilhando, as palavras se espalham por todos os recantos e com uma rapidez sem controle. Não falar pode ser omissão. Porem, devemos pensar as palavras a serem anunciadas. Quando alguém diz dizer o que pensa, muitas vezes é o contrario: não diria se pensasse. Na realidade, as palavras precisam acompanhar o nosso agir. Ninguém convence ninguém pelas palavras, mas pelos exemplos. Não vale o critério: faça o que eu mando. Se a palavra anda para um lado e a vida para o outro, vive-se uma esquizofrenia. As nossas palavras serão aceitas quando baseadas na verdade, na sinceridade, na simplicidade, na honestidade e quando confirmadas e testemunhadas pelo nossa convivência. As palavras podem passar, mas os exemplos permanecem. Por eles nós seremos lembrados.

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