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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

QAURESMA

Quaresma
A quaresma nos oferece a oportunidade de repensar a nossa relação com Deus através da oração; a nossa relação com o próximo através da caridade; a nossa relação consigo mesmo através do jejum; a nossa relação com o mundo através da campanha da fraternidade que sempre nos apresenta aspectos preocupantes de nossa realidade atual.
Eis, pois, uma modesta colaboração para pensarmos e aprofundarmos essa relação:


 
Relação com Deus
O ser humano seja de sua vontade ou não é imagem e semelhança de Deus e sem Ele não sobrevive por conta própria. Mesmo negando a existência de Deus como alguns preferem, é em seu sopro vital, que o ser humano respira. Por tudo isso, a nossa relação com Ele seja consciente ou não, aceita na fé ou rejeitada pela razão, é uma relação que prescinde de cada ser, pois sem o Deus que é a própria vida, não podemos em hipótese alguma sobreviver.
O que então nos resta é tomar consciência sobre a relação que Deus estabelece conosco: ela é fruto de sua aliança com a humanidade, aquele acordo que da parte de Deus jamais será quebrado, até que a nossa vida se realize eternamente Nele. Devemos, pois estabelecer as metas de nossa união com Ele, tanto nos momentos especiais que podemos organizar como também não esquecer que a cada respiro que damos Deus está mergulhado em nós, pois ele é o próprio ar que nos enche de vida. Por isso, temos que ser eternamente gratos a Deus. Já que somos o barro na mão do oleiro, com todas as franquezas que podemos imaginar, é Deus que nos move. Enquanto Deus é o totalmente outro, é ao mesmo tempo inteiramente presente. É por não se afastar em nenhum momento de nós que nos concede a vida. Se não nos afastarmos Dele viveremos eternamente em sua luz.


 
Relação com o Próximo
Deus nos criou para sermos uma família. Na criação o Gênesis diz: “Não é bom que o homem esteja só”. Não se trata simplesmente de uma relação matrimonial, mas familiar e fraternal.
O nosso grande desafio e maior pecado é o individualismo que gera e conduz ao egoísmo. Preferimos o estar a sós, não por vocação contemplativa, mas por não nos colocarmos à disposição do outro e, em contrapartida, não colocarmos também “os nossos” bens, a serviço dos demais. Fomos criados um para o outro no sentido de construirmos paz e vida fraterna, mas, muitas vezes, somos incapazes de vencer o individualismo. Quantas vezes tentamos salvar a nossa vida destruindo a dos outros. Por trás das grandes guerras e daquelas que já não são mais noticiadas estão exatamente os interesses das etnias e dos bens. A relação com o próximo não é necessariamente com o mais próximo, mas com aquele que se aproxima ou o do qual me torno próximo.


Relação Comigo mesmo
Somos chamados constantemente a analisar a nossa vida com suas respectivas ações. Nenhuma pessoa será capaz de se relacionar com os outros se não for capaz de viver bem consigo, ou, como diz o mandamento: “amar aos outros como a si mesmo”. Vamos aprender a conviver com os nossos limites, buscando mudar a que está ao nosso alcance a, ao mesmo tempo na paciência, diante daquilo que faz parte da nossa realidade mais pessoal e profunda, no mais profundo do seu coração que é onde acontece o mistério de Deus na vida do ser humano. Muitas vezes a nossa preocupação está naquilo que os outros pensam ou dizem sobre nós quando a nossa preocupação deve ser aquela processada na nossa consciência que é a norma maior do nosso ser e no nosso interior. Portanto, vamos nos aceitar da maneira que somos com todas as características que temos.

Relação com o Cosmos e com todos os seres
O mundo está ai com todas as características da presença de Deus. A nossa vida tem a ver com todos os elementos da criação e a criação tem a ver com os elementos de nossa vida. A natureza é o grande sinal da vida e, por conseguinte, a nossa vida depende da vida da natureza: se a respeitamos ela nos preservará. Devemos cuidar com todo carinho desse conjunto maravilhoso da natureza sem colocar em segundo plano o ser humano. Hoje muitas vezes matar a pessoa humana é crime menor do que qualquer ofensa aos animais: uma tartaruga, um papagaio, ou outro animal qualquer tem mais valor e mais importância do que uma criatura. É claro que não pode ser assim. Em nossa relação com o meio ambiente vamos colocar a pessoa como a mais importante na obra da criação: imagem e semelhança daquele que tudo criou vendo que tudo o que havia criado era muito bom.

Pe Bosco



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