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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Padre Bosco – As ações do Conselho Estadual de Direitos Humanos


Em virtude dos últimos acontecimentos enfrentados pelo Conselho Estadual de Direitos Humanos, no PB 1, no mês próximo passado(dia 28), momento em que seus membros foram presos, temos acompanhado muitas manifestações a favor e contra o Conselho. É claro que as manifestações a favor são as mais pensadas e fundamentadas. As reações contrárias são motivadas de pura emoção, portanto, nada refletem, pois ninguém pensa com a emoção, mas com a razão.
Quem se posiciona contra, infelizmente, não tem a compreensão da importância dos órgãos de controle social para o estado brasileiro. Ate quem é vitima do sistema prisional, tem se posicionado contra o Conselho, isto é, contra si mesmo, enquanto vitima da situação.
O Conselho tem a sua missão de acompanhar as situações de violação dos Direitos Humanos. Isso vai continuar incomodando, mas faz parte. Só caminhando se abre caminhos. O Conselho vai continuando a fazer um contraponto na historia dos direitos humanos na Paraíba.
O site Paraíba Agora publicou no dia 1 de setembro matéria onde apresentava as fotografias dos membros do conselho, sem autorização de cada membro, onde apresentava o seguinte teor:
“Quem são os Direitos Humanos na Paraíba”. Pelo que aprendi existe diferença na definição de direitos humanos e definição no que se refere aos serviços de promoção e defesa dos direitos que são inúmeros.
A manchete, portanto, está totalmente errada, pois não somos os direitos humanos como ninguém o é. Somos um Conselho como tantos outros entre as tantas Comissões de Direitos Humanos. Direitos Humanos é aquela condição inerente a todos os seres humanos e não uma rotulação ignorante de parte de nossa sociedade e de setores da imprensa que nos acusa como defensores de bandidos. Nesse comportamento ou existe maldade ou falta de inteligência. É claro que se trata de má fé.
A TV Tambaú, no Programa Caso de Policia, houve uma tentativa de descaracterizar o nosso relatório. Primeiro erro gravíssimo foi dizer que o relatório era da pastoral, quando o relatório é assinado e assumido pelo Conselho. Existe uma diferença total de uma visita de surpresa como a nossa e uma visita arrumada. A reportagem totalmente mal feita. O preso Luís Carlos do Nascimento, que passou mal e foi retirado da cela e para lá não retornou mais, como também a direção não deu explicações para a cela de onde ele foi retirado, gerou uma interrogação aos apenados sobre a sua existência. Foi a duvida que colamos no relatório. Não houve nenhuma afirmação de que o mesmo tinha morrido.
Na verdade, nas unidades prisionais sabemos como tudo acontece, afinal, a Pastoral e o Conselho já acompanham por anos essa situação.
Dizer a toda população que o Conselho está à disposição de quem tiver seus direitos desrespeitados. De segunda a sexta, a partir de 13h30min haverá expediente normal. O Conselho tem sede na Av. Maximiano de Figueiredo, 36, salas 203 e 204 Ed. Empresarial Bonfim, Centro, João Pessoa – PB – CEP 58.013-470.
É bom salientar que o Conselho em si não tem prerrogativas para resolver problemas. Seu papel é de escuta e de diálogo com as instituições estaduais, nacionais e internacionais solicitando esclarecimento e pedido de providencias para o cumprimento das soluções.
Concluo esta meditação com uma citação do Profeta Isaias que diz: “A meu lado está quem me justifica; alguém me fará objeções?” Isaias 50,8.
Pe Bosco

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