4 de abril de 2011

Devemos dar o bom exemplo.

O Irmão Charles de Foucauld, dizia a respeito do testemunho a seguinte frase: “Devemos gritar o Evangelho com a vida”.
Normalmente reclamamos muito pelo fato de convidarmos as pessoas para as nossas comunidades e não sermos correspondidos em nossos apelos. Tudo leva a crer que há um elemento anterior ao convite: ser presença, conviver, ter uma relação de amizade e de confiança com as pessoas. A vida parece ser anterior. Isso é o que significa testemunhar. Não é que as coisas sejam tão separadas, mas a fé deve andar juntamente com a vida. Nas comunidades se tem buscado muito fazer esta ligação.
As pessoas são convidadas para que? Ser apenas um agente passivo? Existem pessoas com muita vontade de colaborarem nas tarefas da comunidade, mas nem se manifestam, nem são convidadas. Às vezes as pessoas mais antigas ficam com medo de perder o espaço. Este medo não tem sentido. Quanto mais pessoas, mais a comunidade poderá crescer e atuar nas atividades.
Não são as nossas palavras que convencem, mas o nosso testemunho. Ou congregamos ou afastamos. O que nós deixamos para os outros são os nossos exemplos. Seremos lembrados por causa deles. (Mateus 18,7-10);
As primeiras comunidades não eram aceitas como religião, mas tidas como seita, porém admiradas pelos de fora por causa do testemunho: Vejam como eles se amam.

O que está faltando para que as pessoas se sintam atraídas para as nossas comunidades?


Jesus nos mostra na comunidade quem é o mais importante.

A vaidade para ser o primeiro, o mais importante, sempre foi uma tentação na vida do ser humano. O desejo de mandar e exercer poder sobre as outras pessoas também é uma realidade a ser superada. Nunca devemos dizer: “Aqui, na minha comunidade quem mando eu”. Jesus pede para não adotarmos o estilo dos que mandam no mundo. Existem pessoas que se sentem donas da comunidade. Isso afasta as demais pessoas.
Primeiro: a comunidade não é espaço para alguém mandar, mas para servir. Nela, colocamos os nossos dons a serviço uns dos outros.
Segundo: a comunidade não é sua. Quando Jesus chama Pedro de pedra Ele diz que sobre aquela pedra edifica a sua igreja. Somos todos, ovelhas do rebanho.
A questão da competição sempre foi presente no mundo, e, por isso, na igreja e nas comunidades. Depois de caminhar com os discípulos, em casa Jesus lhes perguntou sobre o que eles haviam falado: “Mas eles se calaram porque pelo caminho discutiram entre si qual deles seria o maior” (Mateus 9,34). O importante é levar em conta o que Jesus nos ensina: o maior entre vocês é o último e o servidor de todos. “O maior dentre vós será vosso servo”. (Mateus 23,11). Como está sendo colocada em pratica esta mensagem em sua comunidade? Quais exemplos você recorda?
Não devemos ser como os que gostam de sentar nos primeiros lugares e de aparecer. Na comunidade, com seus diversos serviços, podemos superar este desejo tentador. “Aquele que se fizer humilde como esta criança será maior no Reino dos céus”. (Mateus 18,4).
Aqui em (Mateus 18,16) é colocado por Jesus o exemplo da criança, sincera e confiante, como condição para entrar no reino dos céus.

3 de abril de 2011

Justiça não cumpre meta e engaveta 1 milhão de processos

Domingo, 03 de Abril de 2011 14h50
As principais metas traçadas pelo Poder Judiciário para 2010 não foram cumpridas. É o que revela estudo divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A mais importante delas previa o julgamento de todos os processos que deram entrada na Justiça até 2006. Só que menos da metade desses processos (44,5%) foi julgado. O CNJ também esperava que o Poder Judiciário cortasse gastos. Mas o resultado foi decepcionante: as despesas cresceram 17%.
Os tribunais estaduais de Justiça foram os que apresentaram o pior desempenho. Julgaram apenas 38,92% do estoque de processos acumulados até 2006. O melhor foi o da Justiça Militar: 94,65% dos processos distribuídos até 2007 foram julgados.
Outra meta previa o julgamento de todos os processos que chegaram ao Judiciário no ano passado. Nesse caso, o percentual de cumprimento foi de 94,2%. A Justiça Eleitoral, os tribunais superiores e a Justiça do Trabalho julgaram mais processos do que receberam.
A meta relativa ao cumprimento das execuções fiscais e não fiscais cobrava a redução de 10% do acervo em 2009, percentual que passava para 20% no caso das execuções fiscais. Para que a meta fosse cumprida, o Judiciário precisaria dar baixa em 23,5 milhões de processos em fase de execução no país. O resultado ficou distnate da meta: apenas 37,95% dos processos foram executados.
O Judiciário também não conseguiu cumprir a meta de economia. O CNJ previa a redução de 2% nos gastos com luz, água, combustível, telefone e papel. Mas ocorreu o oposto: aumento de 17% desse tipo de despesa.
Fonte: Agência Brasil

1 de abril de 2011

MPPB move ação contra Estado por problemas na cadeia de Pombal


31/03/2011 19:03

Da Redação

Com Assessoria MPPB

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ingressou, nesta quarta-feira (30), com uma ação civil pública contra o Governo do Estado para obrigá-lo a resolver todas as irregularidades existentes na Cadeia Pública de Pombal, no Sertão Paraibano. Na ação, a Promotoria de Justiça solicitou ao juiz da 3ª Vara da Comarca de Pombal que o Estado também seja condenado por danos morais coletivos decorrentes das ilegalidades constatadas.
De acordo com os relatórios de inspeção anexados ao procedimento administrativo instaurado pela Promotoria de Justiça de Pombal, a cadeia pública apresenta problemas de higiene e não oferece assistências material (os presos não recebem vestuário), social, jurídica, educacional e de saúde de forma adequada, o que viola os direitos garantidos pela Constituição Federal e pela Lei de Execução Penal (LEP).
Segundo o promotor de Justiça Leonardo Fernandes Furtado, o estabelecimento prisional abriga, no mesmo prédio, todos os homens (incluindo os idosos) nas mesmas celas. Além disso, presos primários e reincidentes, assim como os provisórios e os já condenados por sentença definitiva são mantidos juntos.
“As mulheres ficam em cela separada dos homens, mas em contato com os demais presos, inclusive homens, em determinados momentos do dia, como o banho do sol. A cadeia pública é irregularmente utilizada para o recolhimento de condenados definitivos, em todos os regimes (fechado, semiaberto e aberto), inclusive para o cumprimento de pena restritiva de direitos consistente na limitação de final de semana, quando a lei prevê a sua utilização somente para o recolhimento de presos provisórios”, criticou.
A casa do albergado (que atende presos do regime aberto) fica dentro do prédio da cadeia e é trancada com cadeados. Os aposentos são escassos e não há local adequado para cursos e palestras. “As mulheres que deveriam se destinar à casa do albergado recolhem-se na única cela destina às mulheres, onde também ficam as presas provisórias e as submetidas ao regime fechado”, denunciou o promotor.

29 de março de 2011

Padre Jose Comblin.

Dia 27 de março, terceiro domingo da quaresma, aos 88 anos, trabalhando como assessor de comunidades em Salvador, Bahia, partiu para a casa do pai o padre José Comblin. As noticias dão conta que se tratou de uma passagem sem nenhum sofrimento: em uma questão de segundos, após se organizar cedo para a oração, onde se realizava o curo de formação, o mesmo teria se sentado e ali adormecido para este mundo passando para as moradas eternas.
Quem não ouviu falar sobre ele? Quem não leu algo de seus escritos, no ambiente da igreja?
Veio para o Brasil quando tinha em torno de 35 anos, como Fidei Donum. Tinha uma vida muito simples, muito sereno no falar, mas de uma capacidade sem precedentes.
Trabalhou com Dom Helder, Dom José Maria Pires. Ultimamente, com a idade avançada, esta na Bahia. Um comportamento que lembra o de Abraão quando Deus o convidou para deixar a sua terra.
Sempre se preocupou com a formação dos leigos que são realmente os que mais precisam ser acompanhados pela igreja já que muitas tarefas eclesiais são acompanhadas por eles.
O padre José era considerado como muito critico em relação à igreja. Uma das ultimas analises dele sobre um acontecimento importante para a América Latina foi sobre a conferência de Aparecida. Quem leu as impressões do padre Comblin pode perceber como o mesmo ficou encantado com as propostas do documento, dando-nos, assim a entender que o mesmo era critico quando sua consciência julgava necessário.
Li também uma carta muito bonita para o ultimo Inter eclesial das CEBS, onde ele manifestava o desejo de estar presente, mas não sentia mais as forças necessárias para se fazer presente. Como fazia o apostolo Paulo, escreveu para encorajar as CEBs da igreja do Brasil.
Não resta duvidas que o padre Comblin como era chamado, não viveu para si mas para o serviço da igreja, sobretudo através de seus escritos. O pensamento teológico não é dogmático, mas para fazer avançar a reflexão teológica da igreja e foi este o papel que o padre Comblin desempenhou na sua missão.
Um dos primeiros escritos mais recentes sobre o padre Ibiapina foi apresentado por ele, sobre o qual ele tinha grande admiração. Ainda pensou de residir em Santa Fé, mas esse desejo não chegou a ser concretizado. Mesmo assim, se fazia presente na grande festa de Ibiapina no dia 19 de fevereiro. Sempre manifestou aos mais próximos o desejo de que o seu sepultamento fosse realizado aos pés do padre mestre Ibiapina, o que de fato aconteceu no dia 29 de março.

22 de março de 2011

Prisões Paraiba.

Depois do mutirão do CNJ, que apresentou inúmeros e graves problemas (total abandono) no sistema penal da Paraíba, não se percebe nenhuma proposta que possa mudar a situação por parte do governo do estado através da Secretaria de Administração Penitenciaria que apenas tem falado sobre as dificuldades. Sobre elas todos já sabemos. O que se espera de quem aceita administrar: que possa viabilizar e encaminhar soluções. Pelo que se tem acompanhado nos meios de comunicação, a situação está se tornando mais grave. Além do presídio do Roger, agora o Silvio Porto também está aparecendo com situações de violência e manifestações chamadas de rebelião. Já é do nosso conhecimento que uma rebelião só é feita como a última solução, o único meio para que os presos digam que existem.
O governo do estado precisa dizer para que veio em relação ao grave problema penitenciário. Em nenhum momento se espera milagre, mas se espera, no mínimo, que se tenham bons administradores nas prisões e que se dê um tratamento digno, próprio para o ser humano. Isso é o dever de casa que o estado tem a obrigação de fazer. O mínimo que também se espera do estado é que cumpra as leis que estão voltadas para o sistema prisional. Em nome da segurança o estado está cometendo um total desrespeito às mulheres, submetendo-as a um tratamento totalmente desumano por ocasião da visita de mães e esposas. Onde está a secretaria para o respeito e o atendimento às mulheres? Ou o atendimento é diferenciado? Alegar o pouco tempo de governo não é justificativa. Em se tratado da vida do ser humano, não se pode esperar: o ser humano deve ter prioridade, sobretudo aquele em situação na prisão.

21 de março de 2011

Campanha da Fraternidade







A igreja católica no Brasil desde 1964 a cada ano aborda um tema para ser aprofundado pelos cristãos e por todas as pessoas de boa vontade. Neste ano de 2011 a igreja olha para a realidade do planeta, diante de toda situação que temos acompanhado a respeito das questões do meio ambiente.
Se a situação do meio ambiente há alguns anos passados era uma questão mais teórica, hoje, toda humanidade tem acompanhado os efeitos do aquecimento global que tem como principal causa a poluição atmosférica. Quem não tem percebido e sentido o aumento da temperatura? O calor, inclusive tem causado mortes Quem não tem acompanhado a falta de chuva que provoca a falta de agua? Quem não tem acompanhado as chuvas abundantes e por isso prejudiciais em algum lugar do país e do mundo? Quem não tem acompanhado as grandes catástrofes: terremotos, tsunamis, entre outras?
A CF tem por finalidade nos convencer de que a humanidade é culpada por toda essa situação e não, ao contrario, como se pensa que Deus castiga a humanidade com fenômenos da natureza porque a mesma se afastou de Deus. No relato da criação, o que vemos: Deus ao criar viu que tudo era bom e muito bom. Tudo foi ficando ruim depois que a humanidade foi se apropriando e dominando quando deveria cuidar da natureza.
Algumas atitudes simples indicam como nós destruímos a natureza:
Cortar as árvores. Sem elas temos menos sombra e mais calor. O processo de desmatamento cada vez mais cresce pelo nosso país. Já temos grandes desertos que só afetam a vida no planeta. Não podemos viver na ingenuidade: por trás do desmatamento está a preocupação pelo ter e pelo poder. As nossas florestas deixam espaço, sobretudo para a criação do rebanho bovino que destrói toda plantação.
Os nossos rios estão mortos. Eles se tornam deposito de lixo e de esgoto. Muitas vezes as aguas dos rios, durante as chuvas são levadas para as barragens e retornam para o consumo humano. Assim, bebemos a nossa própria sujeira.
O nosso lixo não é reciclado. Em todas as cidades temos um lixão aonde tudo é jogado, misturado e queimado, tornando-se assim, uma imensa fonte de poluição.
Muitos produtos que fazem parte do lixo eletrônico e que merecem atenção especial em postos de coletas estão jogados no lixo comum, além da imensa produção e utilização de sacos de plástico depois de usados, jogados na natureza. Temos na verdade, muitas áreas cobertas de produtos de plástico que de fato destroem a vida no planeta, muitas vezes queimados para cada vez mais poluir a natureza.
O que fazer?
Temos que tentar reflorestar. Cada família, se tem um espaço, deve plantar uma árvore. Não se pode cortar uma arvore sem colocar outra em seu lugar.
É necessário voltar a usar as sacolas não descartáveis para as compras, para conter a demanda de produtos descartáveis na natureza. O mesmo deve acontecer com os copos descartáveis totalmente utilizados nas nossas festas. Já imaginou o quanto jogamos na natureza? Na verdade, todas as pessoas terão que fazer a sua parte: Cada pessoa, cada família, cada comunidade, cada cidade, cada estado, cada nação, etc. sem esse mutirão não será possível mudar a situação.

20 de março de 2011

Os teus recados



Sei de muitos pregadores que se enganaram a respeito de si mesmos e a teu respeito. Acharam que lhes davas um recado especial e se apressaram a proclamá-lo na mídia. Deus curaria aquela criança por quem oravam. Deus curaria uma senhora por quem o povo intercedia. Diante de milhões de fiéis passaram como profetas e videntes.

Foram reverenciados e aplaudidos, mas o que profetizavam não aconteceu. Ao invés do pedido de desculpas e da retratação humilde, preferiram o silêncio. Com isso, tornaram-se charlatões. Para o povo, eles ainda parecem piedosos, santos e profetas, mas quem conhece a tua palavra sabe que eles a usaram para promover-se aos olhos da multidão. O púlpito carrega este perigo; em todas as igrejas.

Não eras Tu. Não estavas a falar. Através da história houve muitos videntes que viram o que queriam ver e não o que existia. Houve muito mais videntes do que aparições ou mensagens.

Por isso, bom Deus, põe prudência e juízo no meu coração para que eu não invente visões que não existiram ou mensagens que não me foram dadas. Sei que não sou um bom profeta, mas se devo ser um, dá-me a graça de não inventar curas, recados, mensagens e visões. Dá-me o dom de distinguir o que é e o que não é. Se eu errar, concede-me a graça de ser suficientemente humilde para admitir meu erro. Caso contrário, aí mesmo é que não serei um profeta. Verdadeiros profetas não mentem nem a si mesmos nem a ti e nem ao povo. E não fazem qualquer coisa para ganhar mais uma salva de palmas...

www.padrezezinhoscj.com
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18 de março de 2011

La opción de Dios por los más pobres: los encarcelados.

P. Jesús García Martínez, O. de M.
Capellán C.N. Maracaibo.


Si como ya ha quedado claro, la revelación de Dios es siempre mediante acciones históricas-liberadoras en favor del pueblo; deberíamos de añadir que la parcialidad para con los más débiles socialmente es una constante del Dios bíblico; “la causa de Yahvé es la causa de los hombres indefensos sin más” (6). También, la resurrección de Jesucristo surge como una acción liberadora, “Dios es aquel que resucitó a Jesús de entre los muertos” [Rom 4,24] -por lo que resucita al preso de su ‘muerte integral’: muerte física, psíquica, social y espiritual-; y que apuntala la resurrección final de todos los muertos, de modo que Dios será todo en todos” [1 Cor 15,28]. Superando dialécticamente la historia del sufrimiento humano con la historia de la esperanza liberadora, que coloca a cada uno en su verdadero lugar.
La presencia y revelación de Dios significa siempre una reacción al dolor de las personas. Ésta se puede interpretar como expresión histórica de misericordia por parte de Dios; es el llamado “principio misericordia” (7). El cual se sitúa más allá del mero voluntarismo emotivo sin más. Por lo que, y desde una perspectiva histórico-salvífica, es conveniente señalar que en el principio estaba la misericordia hacia las víctimas, la liberación de su dolor [Ex 3]. Dicho “principio de misericordia” no sólo aparece de forma concreta en algún acontecimiento destacado; sino que esta dinámica liberadora permanece de forma estructural en las acciones históricas de la revelación de Dios.

A GUERRILHA CARCERÁRIA

FREI BETTO
De quatro anos na prisão, a ditadura obrigou-me a viver dois entre prisioneiros comuns. Trinta e cinco anos depois, o sistema prisional só não continua o mesmo porque piorou. A questão não merece prioridade do governo, e o extorsivo pagamento dos juros da dívida pública mingua os recursos de que dispõe a União. Investe-se apenas na construção de novos presídios. A guerrilha carcerária, desencadeada no fim de semana de 13 e 14 de maio, expõe a precariedade do sistema prisional brasileiro.
Se grades e muros seguram fisicamente os presos, os avanços eletrônicos e a negligência das autoridades permitem que, de dentro para fora, comandem ações criminosas. Celulares ingressam no bojo da corrupção favorecida por baixos salários pagos a policiais e carcereiros desqualificados. Outros fazem vista grossa sob ameaças a seus familiares, alvos de comparsas dos detentos. As facções criminosas, outrora restritas ao interior das prisões, hoje possuem ramificações na rua e são comandadas para o que antes parecia inverossímil: o crime organizado ataca a polícia!
São Paulo viveu o seu fim de semana de Iraque, com a polícia acuada por táticas de guerrilha: ataques de surpresa, escaramuças etc. E as reações das autoridades não fogem dos velhos jargões: imitar os EUA na construção de presídios (supostamente) indevassáveis; legalizar a pena de morte; aumentar o efetivo policial militar. Nada que enfoque as causas da criminalidade e a ineficiência de nosso sistema prisional.
Entre Rio e São Paulo há cerca de 2 milhões, 3 milhões de jovens, entre 14 e 24 anos, que não terminaram o ensino fundamental. Nesse contingente encontram-se 80% dos assassinos e dos assassinados. Em suma, não se reduzirá a criminalidade sem educação de qualidade, com a criança na escola oito horas por dia, e combate ao desemprego. A violência não decorre da miséria, e sim da falta de educação. E de uma cultura belicista, como a dos EUA, o país mais violento do mundo, apesar de mais rico. Seus cárceres guardam mais de 2 milhões de pessoas.
Nosso regime penitenciário não difere muito do adotado no tempo da escravatura. Amontoam-se presos em masmorras exíguas; misturam-se autores de delitos distintos; condenam-se todos à mais explosiva ociosidade. Não há cursos profissionalizantes, nem redução da pena de acordo com a progressão escolar. Nem há atividades culturais, como teatro, pintura e música, ou equipamentos e espaços adequados à prática de esportes.
Queijo suíço, nossas prisões estão repletas de buracos por onde entram dinheiro e armas, celulares e drogas. O detento é guardado, não reeducado; punido, não recuperado. E o alto preço da penitência -donde penitenciária- jamais é a absolvição, e sim a exclusão social. O preso cumpre a pena sem que o sistema o prepare à reinserção social, e sem que a sociedade se disponha a acolhê-lo. Daí o alto índice de reincidência.
A causa maior da criminalidade é a desigualdade social, que vem sendo reduzida no Brasil desde 2001. A violência intrínseca às estruturas sociais, como a fundiária, substancialmente arcaica, provoca nos excluídos a reação de revolta. Busca-se a ferro e fogo o "lugar ao sol" tão enfatizado, indiscriminadamente, pela propaganda televisiva. Ela socializa o direito de todos à felicidade abastada, atrelada aos bens de consumo. Não há por que esperar de um jovem empobrecido atitude abnegada frente à sua carência e sofrimento.
A droga é o recurso mais à mão para evadir-se dessa realidade, seja pelo "encantamento" que proporciona, seja pelo dinheiro fácil que atrai. E por que obedecer às leis se políticos corruptos e criminosos de colarinho branco permanecem em liberdade? Se a morte é certa e a vida carece de sentido, por que temer a lei do talião? O grave é quando a sociedade e a polícia decidem adotá-la, como se a eliminação de bandidos significasse a erradicação do crime.
É preciso desalgemar os recursos públicos aprisionados pelo excessivo ajuste fiscal e multiplicar o investimento em educação e na reforma prisional. Caso contrário, em breve a própria polícia estará impregnada deste pavor que acomete a população de nossas grandes cidades: o medo de sair às ruas.

Caríssimos pais e mães, educadoras e educadores,


1. Tenho ouvido falar a partir da experiência dos pais que os filhos só dão trabalho depois que crescem. Como compreender esta afirmação fruto da experiência, muitas vezs ardua de pai e mae ou só da mãe que não conta com o apoio e a presença do pai?

2. Não é possível contar com receitas, pois, cada caso é único, pelo fato de cada pessoa ser única. Uma experiência pode aluminar outra, em algum aspecto, mas cada situação deve ser conduzida com sua peculiaridade.

3. Talvez seja preciso pensar que para os pais os filhos não crescem  por isso, querem sempre proteger e agir no lugar dos filhos. Talvez seja bom ter a consciência da orientação e deixar os filhos guiarem e conduzirem a própria vida, dando os palpites, mas não determinando o que devem fazer. É com os próprios erros que se aprende.

4. Talvez os filhos tenham crescido na idade e não na maturidade. Talvez tenham amadurecido de forma indevida, sem aquela formação necessária para enfrentarem a vida e que os pais não tiveram condições de trabalhá-la com seus filhos.

5. O problema da família ou do casal não é criar, mas educar. A educação passa por um longo, demorado e paciente processo o que parece impossível na sociedade da eficiência na qual vivemos.

6. Quem dispõe de tempo e de paciência para sentar, conversar, responder as perguntas, viver unia relação de amizade com os filhos, ter paciência diante da inquietação dos fllhos? Nâo existe um processo educativo sem estas qualidades que contribuem para o crescimento da amizade e da confiança entre os pais e os filhos.

7. Para um processo eductivo normal e tranquilo não pode existir o medo e a ameaça. Se a pessoa que educa é uma ameaça para a pessoa educanda, assumindo uma postura autoritária, nunca haverá uma relação de abertura e de confiança. Isso significa que não acontece o processo educativo.

8. No processo a pessoa que precisa crescer precisa saber que pode chegar com sua duvida, seu erro e seus dramas e pode se colocar para ser ajudada e não reprimida, pois muitas vezes reprimida ela já se encontra. Por isso, ao que parece, a educação se dá num processo de abertura, de escuta, de questionamento e de ajuda, sem grito,sem violência e sem agressão. Como viver essa experiência necessária quandc se vive numa, sociedade de agressores e agredidos?

9. A experiência parece ter mostrado que quanto mais se vive a experiência da ditadura, da violência e do autoritarismo, menos se consegue o que se pretende alcançar. O que temos hoje no campo da afetividade e da sexualidade é o resultado do rigorismo que se viveu nos anos idos. Alguém duvida disso? Tudo aquilo que cria revolta, insatisfação, mal estar, raiva, terá, sem duvida, o seu resultado contrario.

10.0 que fazer? É necessário buscar os caminhos alternativos entre, o proibido, a ditadura e o totalmente livre para ser vivido da maneira que se quiser. Hoje  estamos mais numa passagem de um extremo para outro que nada resolve a situação.

11. É necessario formar a pessoa humana para o senso da liberdade, (ninguém controla ninguém) para a responsabilidade que deve ser elemento predominante na vida de toda pessoa de bom senso.

12 Quem tem a responsabilidade de educar deverá ter muita habilidade para administrar os conflitos e ao mesmo tempo fazer com que a pessoa perceba as consequências de atitudes irresponsáveis.

Identidade do discípulo Cristão na Pastoral Carcerária

   1. Rezar;
2. Anunciar o Reino no meio do conflito; indo para o meio dos lobos. Sabendo que é defendido pelo pastor. Por isso não usa da mesma arma;
3. Ser pobre: Não levar nada pelo caminho. Palavra que pode ter vários significados e muita importância; Bem aventurados os pobres;
4. Preocupar-se exclusivamente com a missão: não parar pelo caminho. De fato, o tempo é muito curto e muita coisa precisa ser feita;
5. Levar sempre a Paz;
6. Não visar lucro, mas comer o que oferecerem e não ficar de casa em casa;
7. Integrar os marginalizados. Mesmo não sendo recebidos, curar os doentes;
8. Não fazer média e bater o pó das sandálias quando não recebidos;

Lucas 10, 2-12;

OBS: Elementos da Vida Pastoral.




Comportamento da Pcr


  1. Gritar na margem do caminho chamando a atenção para a situação dos presos, mesmo que tentem calar essa voz; Lucas 18;

  1. Insistir e ser incomodo, sem violência, para ser atendido; Lucas 18;

  1. Perseverar em todas as circunstancias, sobretudo quando a morte é visível e parece vencer; João 12; Mateus 24;

  1. Assumir a prudência e a vigilância, investindo todos os talentos da forma mais concreta possível; Mateus 25;

  1. Modéstia para que não haja grandes pretensões sem possibilidades reais, pois os grandes edifícios começam pela base; assim acontece com o Reino de Deus; Mateus 13;

  1. No trabalho da Pcr existem muitas turbulências: provenientes do próprio sistema como tal, dos presos, dos que mandam e não dirigem o sistema. Lembrar que o mestre está sempre presente; Mateus 08;

  1. Lembrar sempre que todos são chamados; no entanto, na hora de assumir o compromisso, outras preocupações já ocuparam o espaço que o Senhor deveria ocupar. Por isso somos ainda tão poucos; Lucas 14;

Padre Bosco

14 de março de 2011

As Tentações

 Na liturgia do primeiro domingo da quaresma nos deparamos com as tentações. Na narrativa do genesis, depois da criação, o homem e a mulher gozam da liberdade no jardim do Edem, com uma única condição: que não se utilizem dos frutos da árvore do conhecimento do bem e do mal, o que acaba não acontecendo. A serpente, simbolo da maldade, diz o texto, convence a mulher. Ela come e oferece tambem ao seu marido. Na realidade, trata-se do pecado da desobediencia a Deus. É a curiosidade que muitas vezes nos faz cair na tentação. O texto reflete a real fragilidade do ser humano que se percebe nú depois que desobedece, isto é, desprotegido, sem a graça de Deus.
No texto do evangelho de Mateus 4, vamos encontrar o novo Adão que após ser tentado no deserto para se desviar de sua missão sai vitorioso. Jesus quer nos mostrar que é possivel não cair em tentação como pedimos no Pai nosso. Cada pessoa, que faz a sua caminhada para a páscoa deve ser perguntar qual é a sua tentação, como condição para não se deixar levar por falsas propostas que desviam do caminho.
A Cf deste ano nos faz pensar também que por trás do desmatamento e da exploração da natureza está uma grande tentação: a riqueza e o poder. Tudo isso faz com que a natureza sofra como em dores de parto. São as grandes fazendas que crescem, as grandes plantações e a instalação das grandes fábricas, tudo em vista do lucro e da exploração.

13 de março de 2011

O jejum

Tradicionalmente a pratica do jejum não passa de um mero sacrifício, isto é, a renúncia a uma das refeições do dia ou comer menos naquele dia. Esta pratica que nos anos idos era mais freqüente durante a quaresma, passou a ser praticada apenas na quarta feira de cinzas e sexta feira da paixão.
O jejum na realidade faz parte do tripé adotado todos os anos para a espiritualidade quaresmal:
Rezar para que através da oração a criatura se relacione com o criador;
Jejuar para cada pessoa testar a capacidade de se relacionar consigo mesma;
Fazer caridade como forma de se relacionar com o próximo.
Na verdade, estas práticas, uma não se separa da outra.
Aqui no caso especifico, precisamos identificar melhor em que consiste a pratica do jejum. Vamos aprender com o Profeta Isaias, capitulo 58 o que o mesmo já anunciava sobre o verdadeiro jejum.
Em primeiro lugar aparece uma reclamação do povo que se humilha e Deus não lhe dá atenção. O povo se questiona porque foi que jejuaram e Deus não olhou para ele. Esta reação nos dá a impressão que o povo esperava, como mágica, uma recompensa pelo jejum praticado. Esse hábito de ser recompensado por Deus por qualquer gesto ou oração é muito comum ainda nos nossos dias.
Em segundo lugar temos a resposta de Deus. “Acontece que, mesmo no dia de jejum, só cuidais dos vossos interesses e continuais explorando os trabalhadores. Acontece que jejuais criando caso, brigando e esmurrando.”
Aqui se percebe que o jejum é um gesto meramente exterior, uma simples fachada, sem nenhuma mudança na vida e no comportamento. Continuam brigando e explorando os trabalhadores.
Em terceiro lugar, Deus questiona:
“Será este o jejum que eu prefiro, um dia em que a pessoa se humilha: Curvar o pescoço como vara, ou deitar na cinza vestido de luto? É a isso que chamais de jejum, um dia agradável ao SENHOR?
Acaso o jejum que eu prefiro não será isto: acabar com a injustiça qual corrente que se arrebenta; acabar com a opressão qual canga que se solta; deixar livres os oprimidos, acabar com toda espécie de imposição?
Não será repartir tua comida com quem tem fome? Hospedar na tua casa os pobres sem destino? Vestir uma roupa naquele que encontras nu e jamais tentar te esconder do pobre teu irmão?”
No questionamento de Deus está descartado o jejum habitual. É a isso que chamais de Jejum? Em seguida, aparece o sentido do verdadeiro jejum agradavel. É necessario acabar a injustiça, a opressão; libertar quem está em situação de opressão; eliminar todas as imposições; repartir a comida; hospedar pobres sem destino; vestir os nús; e nunca se esconder do pobre.
Aqui, na realidade, o jejum é a pratica da caridade no sentido mais profundo e mais amplo da palavra, diferentemente da esmola tida como caridade. O jejum é um comprometer-se totalmente com a outra pessoa de tal maneira que se assume a situação dela, entregando-lhe o que mais se gosta de comer para saciar-lhe a fome.
Talvez seja util dizer que a vida da pessoa cristã realmente se resuma em duas preocupações: a dedicação ao proximo para mostrar a predileção e o amor por Deus.

11 de março de 2011

Alimentação

Segundo pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde, os brasileiros têm consumido mais alimentos com alto teor de gordura e açúcar que há alguns anos atrás. Em 2009, 33% população com mais de 18 anos comeu carnes com excesso de gordura. Refrigerantes e sucos artificiais foram consumidos por 76% dos adultos, pelo menos uma vez por semana, ou por 27,9% deles, cinco vezes por semana ou mais. O leite integral, o tipo mais gorduroso, chegou a ser consumido cinco vezes por semana por 58,4% dos brasileiros, um aumento de quase dois pontos percentuais em três anos.

A constatação serve de alerta para o coração, pois a maioria das gorduras de origem animal é saturada, responsável por aumentar os níveis de colesterol ruim no sangue. Este colesterol, o LDL, tende a se acumular nas artérias, facilitando a formação de placas e o endurecimento das paredes destas vias sanguíneas, o que chamamos de arteriosclerose. Se não for possível passar longe das tentações da carne vermelha, tente reduzir quantidades e a frequência com que as consome.

Em contrapartida, peixes e a maioria dos óleos vegetais contêm grandes quantidades de ácidos graxos insaturados e poli-insaturados. Estas são as gorduras que reconhecidamente aumentam os níveis do colesterol bom no sangue, o HDL. Os óleos de coco, de dendê e de chocolate, embora sejam produtos vegetais, contêm maiores quantidades de ácidos graxos saturados.

Outro alerta de perigo nos momentos de gula são os produtos industrializados. Salgadinhos, batatas fritas, biscoitos recheados, bolachas e congelados são ricos em gordura trans. Ela é sintetizada durante o processo de hidrogenação dos óleos vegetais, que os converte de líquidos em sólidos. A gordura trans também promove a diminuição do HDL e aumento do LDL e triglicérides.

Doces também têm sua fatia de vilania contra o coração. De acordo com a nutricionista Fernanda Reis de Azevedo, do Instituto do Coração (Incor) de São Paulo, a hiperglicemia (taxa elevada de glicose no sangue) também contribui para que as paredes vasculares sejam agredidas e acabem formando placas.

Alimentos ricos em fibras (frutas, verduras, legumes, cereais integrais e grãos) são digeridos mais lentamente, produzindo sensação de saciedade mais duradoura, melhorando o funcionamento do intestino e reduzindo a absorção de colesterol.

Produtos à base de soja (grãos, farinha de soja, leite de soja, tofu, missô) também podem contribuir para a diminuição do colesterol ruim. Alimentos ricos em flavonoides (suco de uva, morango, cereja, amora, jabuticaba, berinjela e chá verde) podem ajudar na saúde cardiovascular.



Site: yahoo

9 de março de 2011

A ESPERANÇA DE UM MUNDO NOVO...

O texto não é novo mas a realidade é a mesma. Lei e você verá.


"A grandeza não consiste em receber honras, mas em merece-las." Aristóteles.



A ESPERANÇA DE UM MUNDO NOVO...

 

O artigo de um juiz, recentemente publicado em um jornal de grande circulação, é de causar emoção nas almas mais insensíveis. Seu artigo diz o seguinte:

"Indaga-me, jovem amigo, se as sentenças podem ter alma e paixão. O esquema legal da sentença não proíbe que tenha alma, que nela pulsem vida e emoção, conforme o caso. Na minha própria vida de juiz senti muitas vezes que era preciso dar sangue e alma às sentenças. Como devolver, por exemplo, a liberdade a uma mulher grávida, presa porque trazia consigo algumas gramas de maconha, sem penetrar na sua sensibilidade, na sua condição de pessoa humana? Foi o que tentei fazer ao libertar Edna, uma pobre mulher que estava presa há oito meses, prestes a dar à luz, com o despacho que a seguir transcrevo:

A acusada é multiplicadamente marginalizada:Por ser mulher, numa sociedade machista... Por ser pobre, cujo latifúndio são os sete palmos de terra dos versos imortais do poeta. Por ser prostituta, desconsiderada pelos homens, mas amada por um Nazareno que certa vez passou por este mundo. Por não ter saúde. Por estar grávida, santificada pelo feto que tem dentro de si. Mulher diante da qual este juiz deveria se ajoelhar numa homenagem à maternidade, porém que, na nossa estrutura social, em vez de estar recebendo cuidados pré-natais, espera pelo filho na cadeia. É uma dupla liberdade a que concedo neste despacho: liberdade para Edna e liberdade para o filho de Edna que, se do ventre da mãe puder ouvir o som da palavra humana, sinta o calor e o amor da palavra que lhe dirijo, para que venha a este mundo, com forças para lutar, sofrer e sobreviver.

Quando tanta gente foge da maternidade... Quando pílulas anticoncepcionais, pagas por instituições estrangeiras, são distribuídas de graça e sem qualquer critério ao povo brasileiro... Quando milhares de brasileiras, mesmo jovens e sem discernimento, são esterilizadas... Quando se deve afirmar ao mundo que os seres têm direito à vida, que é preciso distribuir melhor os bens da terra e não reduzir os comensais... Quando, por motivo de conforto ou até mesmo por motivos fúteis, mulheres se privam de gerar. Edna engrandece hoje este Fórum, com o feto que traz dentro de si.

Este juiz renegaria todo o seu credo, rasgaria todos os seus princípios, trairia a memória de sua mãe, se permitisse sair Edna deste Fórum sob prisão.Saia livre, saia abençoada por Deus...Saia com seu filho, traga seu filho à luz...Porque cada choro de uma criança que nasce é a esperança de um mundo novo, mais fraterno, mais puro, e algum dia cristão...

Expeça-se incontinenti o Alvará de Soltura.

O artigo vem assinado pelo meritíssimo juiz João Batista Herkenhoff, livre-docente da Universidade Federal do Espírito Santo. Ao ouvir o despacho desse magistrado, a esperança de um mundo novo e justo se desdobra à nossa frente. Esperança de um dia as leis humanas se tornarem educativas e não punitivas. Esperança de ver as sanções proporcionais às faltas cometidas. Esperança de, num julgamento, ser levado em conta o passado de cada ser, sua infância, as possibilidades que teve de educação, de saúde, de carinho, de afeto. Enfim, esperança de que a humanidade atente para as leis de Deus e nelas baseie as suas.

(Artigo publicado no jornal "Gazeta do Povo", de Curitiba - PR, no dia 23/01/98)




















Quarta Feira de Cinzas

Hoje a igreja inicia a sua caminhada para a páscoa por um período de 40 dias. Trata-se de um tempo favorável. Além das inumeras caminhadas, é necessario fazer uma caminhada interior a partir do coração como diz o profeta Joel. Rasgar as vestes não é suficiente. As mudanças externas não são suficientes.
A liturgia do evangelho nos fala das três colunas próprias do tempo: Oração, Jejum e caridade. Com estas praticas podemos nos relacionar com Deus, Conosco e com o proximo Elas  devem, no entanto, ser vividas no mais profundo  anonimato. Que ninguém saiba o que está sendo feito para que Deus possa ser a recompensa. Quem procura aparecer já foi recompensado.
Ao lado da quaresma está a Campanha da Fraternidade voltada para o tema da natureza. Como a humanidade tem procedido a natureza vai morrendo e matando tambem. Basta observar os contrastes: Secas e Enchentes.
A CF tem o seguinte objetivo:
"Contribuir para a conscientização das comunidades cristãs e pessoas de boa vontade sobre a gravidade do aquecimento global e das mudanças climáticas, e motivá-los a participar de debates e ações que visam enfrentar o problema e preservar as condições de vida no planeta." Toda população brasileira está convidada a colaborar para que tenhamos vida no planeta.

8 de março de 2011

Dia Internacional da Mulher.

Hoje, 8 de março de 2011, terça feira de carnaval é  o dia Internacional da Mulher  celebrado no mundo todo. Sem dúvida muitas conquistas já podem já podem ser celebradas, mas à custa de muitas lutas e sacrifícios.
As mulheres estão presentes hoje em muitos serviços antes assumidos só pelos homens  mas, o que causa surpresas, continuam recebendo salário inferior ao do homem: a desigualdade é visível. O país é injusto para com as mulheres.
As mulheres trabalham mais que os homens. O trabalho externo e o trabalho de casa somam uma imensa sobrecarga. O trabalho de casa é interminável. Muitas vezes o homem assume apenas o trabalho externo. Em casa o homem não trabalha: dá trabalho.
O maior índice de violência, ao contrário do que se pensa, não está na rua mas  está dentro de casa: a mulher é a vitima do marido ao sofrer agressões de toda sorte.  Muitas, por medo de represália não denunciam. Também em muitos casos denunciados, a mulher acaba assassinada pelo marido. Não existe proteção para as vítimas da violência.
A mulher é o centro de referência da familia, ao contrário do que ainda se pensa em relação ao chefe da familia. É simples: deixe a casa sem a mulher por um período; depois deixe o homem sem a presença feminina. Quem faz a harmonia da casa é a mulher.
Na cultura maxista que ainda predomina, o homem pode perfeitamente viver ausente de casa e a infidelidade masculina é aceita. Por isso, o homem é mais infiel.
Na realidade, o homem é apresentado como mais importante na familia, mas, mais importante é a mulher: ela foi escolhida pelo Criador como Co-Criadora, pela sua maternidade, privilégio exclusivo seu. Assim, na vida de todo ser humano, seja ele o que for, a sua vida dependeu de uma mulher. Até o Filho de Deus para ser homem se encarnou no ventre de uma mulher, Maria.
Dizem pejorativamente que todas as mulheres são iguais. Elas realmente são, pela capacidade de amarem, de lutarem e doarem a própria vida por seus filhos e filhas assim como Deus que é doação total. Nelas encontramos os traços maternos do Criador.
Assim, parabéns a todas as mulheres do mundo!

Deputados e Senadores

Terça, 8 de Março de 2011 - 08h22



Regalia: sem mandatos têm direito a um plano de saúde familiar ao preço de R$ 280

 

As benesses dos ex-deputados federais e ex-senadores não se restringem às boas aposentadorias, conforme revelou o Estado na semana passada. Ex-parlamentares contam com um sistema privilegiado de saúde. Na Câmara, os deputados aposentados têm direito a um plano de saúde familiar ao preço de R$ 280 por mês. No Senado, a mordomia é maior: ex-senadores usufruem pelo resto de suas vidas de um sistema de saúde bancado pelos cofres públicos. Os senadores no exercício do mandato não têm limite de gastos com saúde.

Ato da Mesa Diretora da Câmara de 27 de janeiro último permitiu que deputados não reeleitos e ainda não aposentados, mas que já estavam filiados ao plano de saúde, continuem com o benefício. Até agora, 18 ex-deputados optaram por permanecer no Pró-Saúde. A contribuição deles, no entanto, será em torno dos R$ 900 mensais.
Isso ocorre porque o deputado não reeleito tem de arcar com a parte patronal da Câmara para o plano de saúde.
O ex-deputado que está aposentado paga o valor de R$ 280 pelo plano de saúde. Essa é a mesma quantia paga pelos deputados com mandato e os servidores ativos e inativos da Câmara. O plano nesse valor beneficia toda a família do ex-deputado: a mulher e os filhos menores de 21 anos.

Do Estadão


Como lidamos com a liberdade

Uma das grandes dificuldades do ser humano é compreender a sua liberdade. Em qualquer situação de exigências, se reclama e se insiste em ser livre. Em outras conjunturas, se quer abrir mão da liberdade para se livrar das consequencias da liberdade. É o dilema de toda pessoa em todos os tempos.
O padre Zezinho, interpretando os textos bíblicos canta: “Diante de ti ponho a vida e ponho a morte, mas tens que saber escolher, se escolhes matar também morrerás..”
Aqui está para cada ser humano a chave da questão. Na criação, Deus nos fez à sua imagem e semelhança. Só o ser humano, no conjunto de toda obra criada, tem a capacidade de discernir e fazer o seu processo, consciente de tudo o que está acontecendo.
Uma das dificuldades com as quais todos nós lidamos é esta: quando a situação é boa cada pessoa não tem dificuldade de se apresentar como patrocinadora da realidade. Ao contrario, quando a situação é critica, ninguém ousa assumir o fracasso e o sofrimento.
A tendência mais comum é buscar as explicações no âmbito do religioso. Deus, finalmente é a causa de tudo, por isso, cada pessoa de dá o luxo de culpar a Deus para se livrar das próprias culpas.
Diante de ti ponho a benção e a maldição, palavras pronunciadas no livro do Deuteronômio 11. De fato, somos nós que fazemos nossas escolhas, sem Deus interferir no nosso caminho.
É muito comum quando uma pessoa tenta orientar a outra a mesma reagir assim: Não se meta na minha vida; eu faço o que eu quiser; deixe-me morrer. De fato, ninguém vive no lugar de ninguém e ninguém morre no lugar de ninguém, isso como regra geral. Assim também, ninguém pode decidir por ninguém. Muitas vezes os pais querem que os filhos sejam o que eles não foram. Isso é inteiramente impossível. O nosso papel junto aos outros é questionar, abrir horizontes, mas nunca dizer faça isso. Se procedermos assim, e a outra pessoa seque, um dia poderemos ser culpados pela indicação, às vezes insistente de nossa parte. Assim teremos sempre pessoas infelizes, não realizadas por não terem escolhido o próprio caminho. Aqui está exatamente a questão central. Costumo lembrar e dizer que cada pessoa é também a conseqüência de suas escolhas. A profissão, a vocação, o casamento, a família, o crime, a droga. É claro que vivemos em uma sociedade que exclui, marginaliza, mata, contribuindo em muito para que os pobres não tenham acesso à vida e os bens da criação, no entanto, temos um grande numero de pessoas, com todos os acessos garantidos e, mesmo assim, escolhe o caminho da maldição.