16 de abril de 2011

CIDADES DA PARAIBA

Agua Branca











Aguiar










Alagoa Grande










Alagoa Nova






Alagoinha






Alcantil






Algodao de Jandaira






Alhandra






Amparo






Aparecida










Aracagi






Arara






Araruna






Areia de Baraunas






Areia






Areial






Aroeiras










Assuncao










Baia da Traicao Bananeiras










Barauna










Barra de Santa Rosa










Barra de Santana






Barra de Sao Miguel










Bayeux










Belem do Brejo do Cruz










Belem










Bernardino Batista










Boa Ventura






Boa Vista










Bom Jesus






Bom Sucesso






Bonito de Santa Fe










Boqueirao






Borborema






Brejo do Cruz










Brejo dos Santos






Caapor










Cabaceiras










Cabedelo






Cachoeira dos ?ndios






Cacimba de Areia






Cacimba de Dentro






Cacimbas






Caicara






Cajazeiras










Cajazeirinha Caldas Brandao






Camalau






Campina Grande






Capim










Caraubas










Carrapateira










Casserengue










Catingueira






Catole do Rocha










Caturite










Conceicao










Condado










Conde










Congo










Coremas






Coxixola






Cruz do Espirito Santo






Cubati






Cuite de Mamanguape






Cuite






Cuitegi






Curral Velho






Curral de Cima






Damiao






Desterro






Diamante






Dona Ines






Duas Estradas






Emas






Esperanca






Fagundes






Frei Martinho






Gado Bravo






Guarabira






Gurinhem






Gurjao






Ibiara






Igaracy






Imaculada






Inga






Itabaiana






Itaporanga






Itapororoca






ItatubaJacarauJerico










Joao Pessoa






Juarez Tavora Juazeirinho






Junco do Serido






Juripiranga










Juru






Lagoa Seca










Lagoa de Dentro






Lagoa






Lastro






Livramento










Logradouro






Lucena










Mae d'Agua










Malta










Mamanguape Manaira






Marcacao










Mari










Marizopolis






Massaranduba










MataracaMatinhas






Mato Grosso






Matureia






Mogeiro






Montadas






Monte Horebe






Monteiro






Mulungu






Natuba






Nazarezinho






Nova Floresta






Nova Olinda






Nova Palmeira






Olho d'Agua






Olivedos






Ouro Velho










Parari










Passagem










Patos










Paulista










Pedra Branca










Pedra Lavrada










Pedras de Fogo










Pedro Regio










Pianco










Picui






Pilar






Piloes






Piloezinhos






Pirpirituba






Pitimbu






Pocinhos






Poco Dantas










Poco de Jose de Moura






Pombal






Prata






Princesa Isabel






Puxinana










Riachao do Bacamarte










Riachao do Poco










Riachao










Riacho de Santo Antonio










Riacho dos Cavalos






Rio Tinto






Salgadinho






Salgado de Sao Felix






Santa Cecilia






Santa Cruz






Santa Helena






Santa Ines










Santa Luzia






Santa Rita






Santa Teresinha










Santana de Mangueira










Santana dos Garrotes










Santarem










Santo Andre Sao Bento de Pombal






Sao Bento






Sao Domingos de Pombal






Sao Domingos do Cariri






Sao Francisco










Sao Joao do Cariri










Sao Joao do Rio do Peixe






Sao Joao do Tigre






Sao Jose da Lagoa Tapada






Sao Jose de Caiana






Sao Jose de Espinharas






Sao Jose de Piranhas






Sao Jose de Princesa










Sao Jose do Bonfim










Sao Jose do Brejo do Cruz










Sao Jose do Sabugi










Sao Jose dos Cordeiros










Sao Jose dos Ramos










Sao Mamede










Sao Miguel de Taipu






Sao Sebastiao de Lagoa de Roca






Sao Sebastiao do Umbuzeiro










Sape










Serido










Serra Branca










Serra Grande










Serra Redonda Serra da Raiz






Serraria






Sertaozinho






Sobrado






Solanea






Soledade






Sossego






Sousa






Sume






Tacima






Taperoa






Tavares






Teixeira






Tenorio






Triunfo






Uirauna










Umbuzeiro






Varzea






Vieiropolis






Vista Serrana










Zabele






Queimadas


















Quixaba






Remigio


Secretaria de Administração Penitenciaria.


Dia 11 de abril de 2011 na Secretaria de Administração Penitenciaria da Paraíba, aconteceu a solenidade de transmissão de cargo para um novo secretario.
O Dr. José Alves Formiga fez um balanço da sua curta passagem pela SAP: três meses. Disse de suas iniciativas: uma auditoria em toda secretaria e o contato com a sociedade. Enfatizou o aprendizado e que continuará lutando como ser humano professor e advogado. Lembrou uma situação que o surpreendeu. Para ele, a corrupção encontrada, pela sua fala é gravíssima. Quem ouviu a sua fala percebeu a sua preocupação, entendida como desabafo e como denuncia.
O Dr. Carlos Beltrão, juiz da execução penal também fez uso da palavra e apresentou as muitas dificuldades do sistema. Lembrou a condição desumana em que vivem os presos, tanto os provisórios como os condenados sem chance de fazerem o caminho da recuperação, que é a finalidade da pena. Certamente uma grande dificuldade é a falta de estrutura na vara de execução penal que é de responsabilidade do tribunal de justiça. O que tem acontecido: quem sai da prisão, sai muitas vezes pior do que entrou. A prisão não é solução, mas um problema a mais na vida da pessoa reclusa e na vida da sociedade.
Dr. Carlos ainda lembrou uma frase que tem sido muito repetida, dita por um preso: “Hoje estou contido; amanhã estarei contigo”. A sociedade que não colabora e quer distancias da cadeia, depois é obrigada a conviver com a pessoa em condições piores porque ela não ajudou a recuperar.
Dr. Carlos ainda tratou da saúde e da falta de assistência medica dizendo que a pessoa doente não pode esperar. De fato, o estado não presta este serviço nas horas necessárias porque depende de viatura, de agentes, escolta etc.
Por fim, o Dr. Harrison Targino, assumindo a pasta, destacou que não estava ali para brincar e que trabalharia manha, tarde e noite para cumprir uma missão, extensiva a todos os demais funcionários. Relembrou a respeito e a dignidade que a pessoa humana não perde ao perder a liberdade. Vale ressaltar que o estado normalmente tem toda uma pratica contraria ao que disse o secretario. O estado tem tratado a pessoa reclusa como alguém que está numa situação na qual ela perdeu o direito de ser gente, não sendo tratada como gente, mas simplesmente criminosa. A prisão não é lugar para que a pessoa possa repensar a sua vida, sendo ajudada a dar passos na sua recuperação. A prisão hoje é o lugar da violência institucional, do castigo, dos maus tratos e do desrespeito. Maldita é a pessoa presa que não tem prestigio e dinheiro. A prisão hoje é tudo o que se imagina no universo popular sobre o inferno.
Pois bem, o Dr. Harrison, contou a conhecida historia do Juquinha na sala de aula com o pássaro na mão para fazer a pegadinha com a professora. Se ela disser que o pássaro está morto eu o solto; se disser que está vivo eu o mato. A professora percebeu a jogada e respondeu: o pássaro está em suas mãos. Assim, o secretario concluiu que o sistema prisional da Paraíba está nas mãos de todos aqueles (as), que no dia a dia lidam com toda a complexidade do sistema. O trabalho pode ser o mesmo, pode agravar mais a situação como também pode fazer a diferença.

13 de abril de 2011

Alternativas de justiça

 
*Projeto aprovado no Congresso cria opções para reduzir encarceramento injusto, mas perde chance de pôr fim à prisão especial*
Cerca de 40% das pessoas presas hoje no Brasil estão aguardando julgamento, ou seja, estão presas sem ter sido condenadas.
Ainda mais grave é constatar que muitas delas, ao final do processo, serão condenadas a uma pena alternativa. Isso significa que, mesmo tendo cometido delitos para os quais não deveriam ser submetidas à prisão, terminam confinadas no sistema carcerário.
Tal situação cria ao menos dois efeitos indesejáveis: a possibilidade de o preso criar vínculos com o crime organizado, na prisão, e a posterior dificuldade de conseguir um emprego, uma vez libertado.
O Brasil avançou muito no tema das penas alternativas. Hoje, o número de indivíduos que cumprem esse tipo de pena é igual ao número de pessoas presas, uma situação que, no entanto, se aplica apenas a condenados.
Antes da condenação, o juiz tem só duas opções: soltar ou prender. Assim, surge o dilema entre respeitar a presunção de inocência ou impedir, por meio da prisão, que o réu cometa outros crimes, destrua provas ou fuja.
O projeto de lei 4.208/ 2001, aprovado há poucos dias na Câmara dos Deputados, pretende solucionar esse problema. Ele estabelece uma série de medidas intermediárias -entre a prisão e a falta total de controle- que podem ser determinadas pelo juiz.
Dessa forma, se o projeto terminar sancionado pela presidente Dilma Rousseff, o juiz poderá estabelecer a prisão domiciliar, a limitação de frequentar determinados lugares ou até o monitoramento eletrônico. Com essas alternativas à disposição, o magistrado poderá avaliar, em cada caso, quais as medidas mais adequadas para proteger o andamento do processo sem ameaçar os direitos de pessoas que não foram julgadas.
O projeto também estabelece que fica proibida a prisão preventiva nos casos em que a pena passível de aplicação, caso o réu venha a ser condenado, possa ser substituída por uma pena alternativa. Não faz sentido manter encarcerada uma pessoa para receber depois uma sentença diferente da privação de liberdade.
Por fim, é importante salientar que, apesar dos avanços do projeto, mais uma vez o Congresso desperdiçou a oportunidade de acabar com um instituto arcaico e injustificável: a prisão especial. O texto aprovado no Senado acabava com esse privilégio e deixava a critério do juiz a segregação do réu que pudesse de fato correr algum perigo no cárcere.
Lamentavelmente, a Câmara dos Deputados rejeitou a ideia e preservou o preceito indefensável para autoridades -parlamentares, governadores, prefeitos, líderes religiosos e presidentes de sindicatos- e possuidores de diplomas universitários.

José de Jesus Filho

Pastoral Carcerária - Prison Pastoral Care

Assessor Jurídico - Legal Adviser

 

12 de abril de 2011

DPU/PB e Pastoral Carcerária realizam inspeção em Penitenciária

João Pessoa, 12/04/2011 – O Defensor Público Federal na Paraíba Daniel Teles Barbosa, titular do ofício criminal, visitou, na última sexta-feira (8), a Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, mais conhecida como Penitenciária do Róger, localizada na capital João Pessoa. Na ocasião, ele identificou “graves violações aos direitos humanos e à lei de execução penal”.
Daniel Teles esteve acompanhado dos Padres Valdir João Silveira, coordenador Nacional da Pastoral Carcerária, e João Bosco Francisco do Nascimento, coordenador Estadual da Pastoral, além de Guiany Campos, integrante da Pastoral.
Durante a inspeção, o diretor titular do presídio, Josenildo Porto Wanderley, e o diretor adjunto, João Paulo, traduziram em números a situação de superlotação naquele estabelecimento. Segundo eles, estão recolhidos no local 896 presos, dos quais 152 são condenados e 744 provisórios, apesar da capacidade ser para 550 apenados. Os dirigentes acrescentaram ainda que o presídio é responsável por receber todos os presos provisórios de João Pessoa e da região metropolitana, inclusive os provenientes da Polícia e da Justiça federais.
Os representantes da DPU/PB e da Pastoral também percorreram a área dos pavilhões da Penitenciária, quando puderam ouvir dos presos reclamações quanto à insuficiência de leitos e de alimentação, às instalações precárias e insalubres, inclusive com esgoto a céu aberto. “Não há atendimento à saúde razoável”, resumiu o Defensor Público Federal Daniel Teles Barbosa.
Um dos pontos que gerou maiores queixas foi a ausência total da Defensoria Pública do Estado na prestação da assistência jurídica. Daniel Teles aponta que vários presos afirmaram que estavam recolhidos cautelarmente há vários meses ou até anos, mas sem a realização de qualquer audiência perante o Judiciário nem acesso a Defensor Público.
“As graves violações aos direitos humanos e à lei de execução penal são flagrantes e inaceitáveis. É insustentável o funcionamento de um presídio no qual ocorreram 28 mortes por homicídio nos últimos 18 meses. Apesar do esforço da nova direção, não há sinalização do Estado para uma efetiva melhora nas condições dos presos. As reformas são sempre pontuais, não alteram a estrutura física das instalações dos pavilhões e não resolvem o problema da superlotação”, destacou o Defensor Público.
Daniel Teles lembra que a situação do Presídio é tão precária que o Conselho Nacional de Justiça, por ocasião do II Mutirão Carcerário na Paraíba, realizado entre janeiro e fevereiro de 2011, recomendou a desativação do estabelecimento. Naquela época, após a vistoria do CNJ, a direção do presídio foi alterada.
Após a visita, os representantes da Pastoral Carcerária foram até a unidade da DPU/PB

Comunicação Social DPGU

11 de abril de 2011

Ligas Camponesas lembram o assassinato de João Pedro Teixeira

Agricultor foi assassinado no dia 2 de abril de 1962

Em memória morte de João Pedro Teixeira (foto), paraibano, líder da Liga Camponesa, assassinado no dia 2 de abril de 1962, acontece neste sábado, 2, em Sapé, um ato público pelo 49º da sua morte.
Promovido pela Ong Memorial das Ligas Camponesas e outros movimentos sociais, o evento terá início às 14h na frente da Escola

Municipal Cândida Emília, às margens da Rodovia PB 073.

Está confirmada a presença de Elizabeth Teixeira, viúva de João
Pedro Teixeira, que fará um pronunciamento sobre a importância da luta e da morte do seu marido e receberá uma homenagem. Os participantes irão sair em caminhada até a casa onde morou João Pedro Teixeira, na Comunidade de Barra de Antas, onde será apresentada a peça teatral "Os amores de João Pedro e Elizabeth".

João Pedro Teixeira
João Pedro Teixeira nasceu em 4 de março de 1918, em Pilõesinhos, naquele tempo um distrito do município de Guarabira (PB). É filho de um pequeno produtor do mesmo nome (João Pedro Teixeira) e Maria Francisca da Conceição do Nascimento.
Toda a revolta de João Pedro contra o modo de trabalho imposto aos camponeses começou com os ensinamentos de seu pai, que se envolveu em um conflito na propriedade, da qual era arrendatário. Não aceitou que o proprietário quisesse se apossar de uma parte das terras. A disputa começou na época em que nasceu o futuro líder das Ligas Camponesas, e durou seis anos. A tensão era muito grande, que num forró, dois filhos do dono com mais dois capangas provocaram uma briga. Para não morrer, João Pedro, pai, acabou matando os dois. Fugiu e nunca mais foi visto. Esta dor o filho carregou por toda a vida.
A mãe mudou-se para Guarabira e depois para Sapé. Levou a filha, mas João Pedro foi entregue aos avós. Quando o avô morreu, um irmão do pai terminou criando João Pedro Teixeira, em Massangana, em Cruz do Espírito Santo.
Ali João Pedro aprendeu trabalhar na roça, mas quando ficou de maior, foi trabalhar na pedreira perto de Café do Vento. Aí conheceu Elisabete com quem se casou em 26 de julho de 1942, tendo que fugir, pois os pais eram contra. Elisabete tinha 17 anos de idade; era a mais velha dos nove filhos de Manoel Justino da Costa e de Altina Maria da Costa.
De 1942 a 1944, o casal morou no Sítio Massangana, onde o gerente do Engenho Massangana era Luiz Pedro, tio de João Pedro, que os tratou como filhos. João Pedro ajudava o tio. Mas por discordar do tratamento que o tio dispensava aos trabalhadores acabou deixando o roçado. Abrigou Elisabete e o bebê (Marluce) na casa da mãe dele em Sapé, e foi procurar serviço em Recife. Em janeiro de 1945, levou a família para Jaboatão, onde foi trabalhar numa pedreira.
Logo apareceram as injustiças na pedreira e João Pedro se tornou o líder dos operários. Foi se aproximando do Partido Comunista e, em 1948, começaram as reuniões em sua casa. Criou o Sindicato dos Operários de Pedreiras, tendo ele sido eleito presidente. As perseguições não tardaram. João Pedro não conseguia mais emprego. Elisabete conseguiu ganhar um pouco num mercado, mas a pobreza era demais. Euclides Justino da Costa, irmão mais velho de Elisabete, encontrou-os em 1954. Ficou com pena de vê-los, com 6 filhos, naquela penúria. Convidou-os a voltar para Sapé e tomar conta de um sítio recém comprado pelo pai de nome Antas do Sono, vizinho do Sítio do Pai. Mesmo com receio do pai, que não escondia não gostar do genro, pobre, preto e teimoso, voltaram para Sapé, na Paraíba, em maio de 1954.
Nessa época, João Pedro já conhecia as Ligas, no Engenho Galiléia, em Pernambuco. O sogro Manoel Justino até ajudou, dando alguns moradores da sua fazenda para limpar o roçado do genro, e preparar a terra para o plantio. Logo, João Pedro observou que estes moradores só traziam um pouco de farinha, rapadura e piaba para almoçar. Não tardou para descobrir que aquela era a situação de todas as famílias camponesas da redondeza.
Em 1955, aconteceu o primeiro Encontro dos Camponeses de Sapé, na casa de João Pedro, com a presença de outros líderes como Nego Fuba (João Alfredo Dias) e Pedro Fazendeiro (Pedro Inácio de Araújo) - os dois primeiros desaparecidos políticos do Regime Militar de 1964.
A reação do pai de Elisabete e de todos os latifundiários foi grande. João Pedro foi preso no dia seguinte e espancado. Mesmo assim a luta continua com reuniões relâmpagos nas fazendas, nas feiras e na sapataria de Nego Fuba, em Sapé. O movimento crescia, atraindo também gente graúda da cidade. A luta para eliminar o “cambão” (a obrigação de trabalhar um dia de graça na terra do proprietário) foi o principal argumento para criar uma entidade associativa para acolher os trabalhadores e organizá-los melhor.
Assim, em fevereiro de 1958, a Associação dos Lavradores Agrícolas de Sapé, conhecida pelo nome de “Ligas Camponesas de Sapé”, foi fundada, tendo João Pedro como vice-presidente. Ele também representava 14 Ligas Camponesas, na Federação das Liga Camponesas da Paraíba, da qual também era vice-presidente, em 1961. Nesta função viajava muito para João Pessoa para reuniões e reivindicações em benefício dos camponeses, junto ao governador Pedro Gondim.
As ações em defesa dos direitos dos camponeses eram feitas em mutirões com centenas de companheiros, que eram transportados em caminhões. Eram ações para arrancar cercas, plantar onde os patrões tinham destruído lavouras, reparar casas, defender companheiros prejudicados de todas as formas e as campanhas de massa. Com isso, as Ligas de Sapé cresceram, atingindo mais de 10 mil associados.
O sogro Manoel Justino vendeu até o Sítio Antas de Sono, quando viu que nada mudava a cabeça de João Pedro e nem conseguiu mandá-lo embora deste sítio, com Elisabete e as 11 crianças, em 1961. Com o novo dono, Antônio Vítor, e o apoio dos latifúndios, aumentaram as ameaças para expulsar João Pedro Teixeira, com tiros nas paredes da sua casa e todos os tipos de ameaças à sua família. Elisabete chegou a aconselhar João Pedro a ir para o Sul do país, para escapar das ameaças. Mas o líder dizia à esposa: “Você e meus filhos podem ir. Fico com os retratos, mas não me acovardo”. Nesta época João Pedro já era o presidente da Ligas de Sapé.
As ameaças de morte contra ele circulavam em todos os locais de Sapé, através de capangas. Além dos problemas na Liga, João Pedro tinha que enfrentar o novo dono do Sítio, Antônio Vítor, e teve que se defender na justiça contra um processo de despejo. Com isso, já não dormia direito nos últimos meses de vida. “Ele se levantava todas as noites, ia de cama em cama e de rede em rede, ver todos os filhos, chorando; ele amava os filhos e era um esposo muito bom. João Pedro sabia que um dia não iria escapar. E sofria muito com isso, mas escondia. Nos abraçava todas as vezes que tinha que viajar, e, de vez em quando, me perguntava: “Elisabete, quando eu morrer, você continuará a minha luta?”, conta Elizabete em seu livro.
Em 2 de abril de 1962, João Pedro tinha que se apresentar em João Pessoa, por causa do processo de despejo; o novo dono ia fazer um acordo. Chegando a João Pessoa, o advogado comunicou que a reunião tinha sido adiada para a tarde. Isso fazia parte da trama para matá-lo. Funcionou; conseguiram matar João Pedro neste dia, numa emboscada.
Saindo no último ônibus, indo a pé, já perto de sua casa, atiraram nas costas dele. Três tiros brutais, planejados por Antônio Vítor, Agnaldo Veloso Borges e Pedro Ramos Coutinho, como confessou o Cabo Chiquinho que praticou o crime com mais dois capangas.
No jornal Correio da Paraíba, Jório Machado escreveu na sua coluna “Aconteceu”: “ …Seu peito atlético ficou tão estragado que à primeira vista não erraríamos em pensar que os latifúndios usaram foices em vez de fuzil. (…) seu corpo comprido cravado de balas e entornado de sangue, parecia a imagem de Jesus morto….”.
Elisabete só soube na manha seguinte. E ao ver o corpo, chorando disse “João Pedro, por mais de uma vez você me perguntou se eu daria continuidade à sua luta, e eu nunca te dei minha resposta. Hoje eu te digo, com consciência ou sem consciência de luta, eu marcharei na sua luta, pro que der e vier ”. Mais de cinco mil camponeses acompanharam o enterro.

 
da Redação (com assessoria e Blog Zequinha Barreto

WSCOM Online

Defensoria Publica do Estado da Paraíba.

A pastoral carcerária do estado da Paraíba esteva reunida em Cabedelo, nos dias 8, 9 e 10 de abril, realizando o seu decimo sexto encontro. Éramos em torno de sessenta pessoas representando todo estado.
O padre Valdir Joao Silveira, coordenador nacional da pastoral esteve presente conosco.
Entre tantas outras preocupações, uma delas veio à tona com muita ênfase: a defensoria publica. O CNJ em seu relatório e nas exposições feitas já colocara como muito critica a ausência da defensoria, conforme relato de presos por ocasião da visita do mesmo.
Os agentes de pastoral também fazem a mesma constatação sobre a ausência. A impressão e a conclusão a que cheguei é que temos os defensores(as), inclusive com um grande numero em relação aos demais estados, mas não temos a defensoria, isto é, a atividade que deve ser exercida.
Em algumas visitas com o padre Valdir, ouvimos também da direção de presídios, a ausência total, segundo os mesmos, o que tem levado a equipe da direção fazer o trabalho que seria dos defensores.
O padre Valdir ficou impressionado diante da situação como ela foi manifestada e a considera como um caso de policia.
É muito claro para nós que o problema não é de cada defensor (a), mas do próprio estado que deve gerenciar a situação. É bom lembrar que a grave dos defensores (as) se arrastou por um ano sem que nada fosse definido. Parece inconcebível que uma categoria que oferece o serviço à sociedade esteja em greve por tanto tempo e tudo seja tratado como se nada tivesse acontecendo. Foi assim que o estado se comportou.
O CNJ em seu relatório trata o tema da defensoria em relação às prisões como inexistente. Segundo um dos juízes, não existe defensoria sem a presença física para o contato com a comunidade carcerária. Pelas noticias, apenas o PB 1 tem a presença de defensores.
Temos, em nosso estado, inúmeros presos por mais de dois anos sem ir sequer a uma audiência, quando, no prazo de três meses deveria ser definida a situação de quem aguarda uma posição da justiça.
Assim, fica evidente que muitos dos malefícios existentes no sistema penal são causados não pelos presos, mas pelo estado.
A pastoral carcerária que tem uma grande articulação em Brasília, com os diversos ministérios e serviços da segurança publica como também com a associação dos defensores do Brasil, estará levando uma nota aprovada em nosso encontro que também será encaminhada às autoridades do nosso estado para as urgentes e devidas providencias. O estado que tem sido omisso neste serviço, deve, urgentemente cumprir o seu papel, encaminhando seus profissionais para as unidades prisionais. Os defensores alegam não receberem pelo risco de vida.



Pe Bosco

6 de abril de 2011

EXERCICIOS

11 benefícios da caminhada para o corpo e a mente

Ela controla a pressão, diabetes, protege contra demência e ainda emagrece

Por Fernando Menezes

Você conhece algum exercício mais fácil de praticar do que a caminhada? Ela não exige habilidade, é barata, pode ser feito praticamente a qualquer hora do dia, não tem restrição de idade e ainda pode ser feita dentro de casa se a pessoa tiver uma esteira. "Para uma pessoa que não pratica nenhum tipo de esporte, uma caminhada de 10 minutos por dia já provoca efeitos perceptíveis ao corpo, depois de apenas uma semana, explica o fisiologista do esporte Paulo Correia, da Unifesp. Além da melhora do condicionamento físico, as vantagens de caminhar para a saúde do corpo e da mente são muitas, e comprovadas pela ciência. O Minha Vida reuniu 11 benefícios que esse hábito pode fazer para você. Confira aqui e movimente-se:



1.Melhora a circulação

Um estudo feito pela USP, de Ribeirão Preto, provou que caminhar durante aproximadamente 40 minutos é capaz de reduzir a pressão arterial durante 24 horas após o término do exercício. Isso acontece porque durante a prática do exercício, o fluxo de sangue aumenta, levando os vasos sanguíneos a se expandirem, diminuindo a pressão.

Além disso, a caminhada faz com que a as válvulas do coração trabalhem mais, melhorando a circulação de hemoglobina a e oxigenação do corpo. "Com o maior bombeamento de sangue para o pulmão, o sangue fica mais rico em oxigênio. Somado a isso, a caminhada também faz as artérias, veias e vasos capilares se dilatarem, tornando o transporte de oxigênio mais eficiente às partes periféricas do organismo, como braços e pernas", explica o fisiologista Paulo Correia.

2.Deixa o pulmão mais eficiente

O pulmão também é bastante beneficiado quando caminhamos. De acordo com Paulo Correia, as trocas gasosas que ocorrem nesse órgão passam a ser mais poderosas quando caminhamos com frequência. Isso faz com que uma quantidade maior de impurezas saia do pulmão, deixando-o mais livre de catarros e poeiras.



"A prática da caminhada, se aconselhada por um médico, pode ajudar também a dilatar os brônquios e prevenir algumas inflamações nas vias aéreas, como bronquite. Em alguns casos mais simples, ela tem o mesmo efeito de um xarope bronco dilatador", explica.

3. Combate a osteoporose

O impacto dos pés com o chão tem efeito benéfico aos ossos. A compressão dos ossos da perna, e a movimentação de todo o esqueleto durante uma caminhada faz com que haja uma maior quantidade estímulos elétricos em nossos ossos, chamados de piezelétrico. Esse estímulo facilita a absorção de cálcio, deixando os ossos mais resistentes e menos propensos a sofrerem com a osteoporose.



"Na fase inicial da perda de massa óssea, a caminhada é uma boa maneira de fortalecer os ossos. Mesmo assim, quando o quadro já é de osteoporose, andar frequentemente pode diminuir o avanço da doença", diz o fisiologista da Unifesp.

4. Afasta a depressão

Durante a caminhada, nosso corpo libera uma quantidade maior de endorfina, hormônio produzido pela hipófise, responsável pela sensação de alegria e relaxamento. Quando uma pessoa começa a praticar exercícios, ela automaticamente produz endorfina.



Depois de um tempo, é preciso praticar ainda mais exercícios para sentir o efeito benéfico do hormônio. "Começar a caminhar é o inicio de um círculo vicioso. Quando mais você caminha, mais endorfina seu organismo produz, o que te dá mais ânimo. Esse relaxamento também faz com que você esteja preparado para passar cada vez mais tempo caminhando", explica Paulo Correia.

5. Aumenta a sensação de bem-estar

Uma breve caminhada em áreas verdes, como parques e jardins, pode melhorar significativamente a saúde mental, trazendo benefícios para o humor e a autoestima, de acordo com um estudo feito pela Universidade de Essex, no Reino Unido.



Comparando dados de 1,2 mil pessoas de diferentes idades, gêneros e status de saúde mental, os pesquisadores descobriram que aqueles que se envolviam em caminhadas ao ar livre e também, ciclismo, jardinagem, pesca, canoagem, equitação e agricultura, apresentavam efeitos positivos em relação ao humor e à autoestima, mesmo que essas atividades fossem praticadas por apenas alguns minutos diários.

"Caminhar diariamente é um ótimo exercício para deixar o corpo em forma, melhorar a saúde e retardar o envelhecimento."

6. Deixa o cérebro mais saudável

Caminhar diariamente é um ótimo exercício para deixar o corpo em forma, melhorar a saúde e retardar o envelhecimento. Entretanto, um novo estudo da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, mostra que esse efeito antienvelhecimento do exercício pode ser possível também em relação ao cérebro, ao aumentar seus circuitos e reduzir os riscos de problemas de memória e de atenção. "Os estímulos que recebemos quando caminhamos aumento a nossa coordenação e fazem com que nosso cérebro seja capaz de responder a cada vez mais estímulos, sejam eles visuais, táteis, sonoros e olfativos", comenta Paulo Correia.

Outro estudo feito pela Universidade de Pittsburgh, afirma que as pessoas que caminham em média 10 quilômetros por semana apresentam metade dos riscos de ter uma diminuição no volume cerebral. Isso pode ser um fator decisivo na prevenção de vários tipos de demência, inclusive a doença de Alzheimer, que mata lentamente as células cerebrais.

7. Diminui a sonolência

A caminhada durante o dia faz com que o nosso corpo tenha um pico na produção de substâncias estimulantes, como a adrenalina. Essa substância deixa o corpo mais disposto durante as horas subsequentes ao exercício. Somado a isso, a caminhada melhora a qualidade do sono de noite.



"Como o corpo inteiro passa a gastar energia durante uma caminhada, o nosso organismo adormece mais rapidamente no final do dia. Por isso, poucas pessoas que caminham frequentemente têm insônia e, consequentemente, não tem sonolência no dia seguinte", completa o especialista da Unifesp.

8. Mantém o peso em equilíbrio e emagrece

Esse talvez seja o benefício mais famoso da caminhada. "É claro que caminhar emagrece. Se você está acostumado a gastar uma determinada quantidade de energia e começa a caminhar, o seu corpo passa a ter uma maior demanda calórica que causa uma queima de gorduras localizadas", afirma Paulo Correia.

E o papel da caminhada na perda de peso não para por aí. Pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, mostrou que, mesmo horas depois do exercício, a pessoa continua a emagrecer devido à aceleração do metabolismo causada pelo aumento na circulação, respiração e atividade muscular.



A conclusão foi de que os músculos dos atletas convertem constantemente mais energia em calor do que os de indivíduos sedentários. Isso ocorre porque quem faz um treinamento intensivo de resistência, como é o caso da caminhada, tem um metabolismo mais acelerado.

9. Controla a vontade de comer

Um estudo recente feito por pesquisadores da Universidade de Exeter, na Inglaterra, sugere que fazer caminhadas pode conter o vício pelo chocolate. Durante o estudo, foram avaliadas 25 pessoas que consumiam uma quantidade de pelo menos 100 gramas por dia de chocolate. Os chocólatras tiveram que renunciar ao consumo do doce e foram divididos em dois grupos, sendo que um deles faria uma caminhada diária.

Os pesquisadores perceberam que não comer o chocolate, juntamente com o estresse provocado pelo dia a dia, aumentava a vontade de consumir o doce. Mas, uma caminhada de 15 minutos em uma esteira proporciona uma redução significativa da vontade pela guloseima.



"Além de ocupar o tempo com outra coisa que não seja a comida, a caminhada libera hormônios, como a endorfina, que relaxam e combatem o estresse, efeito que muitas pessoas buscam compulsivamente na comida", afirma Paulo Correia.

10. Protege contra derrames e infartos

Quem anda mantém a saúde protegida das doenças cardiovasculares. Por ajudar a controlar a pressão sanguínea, caminhar é um fator de proteção contra derrames e infarto. "Os vasos ficam mais elásticos e mais propícios a se dilatarem quando há alguma obstrução. Isso impede que as artérias parem de transportar sangue ou entupam", diz Paulo.



A caminhada também regula os níveis de colesterol no corpo. Ela age tanto na diminuição na produção de gorduras ruins ao organismo, que têm mais facilidade de se acumular nas paredes dos vasos sanguíneos e por isso causar derrames e infartos, como no aumento na produção de HDL, mais conhecido como colesterol bom.

Saiba Mais

Aprenda a comer depois de fazer exercícios

Coração saudável e atividade física

Caminhada alivia a vontade de comer

11. Diabetes

A insulina, substância que é responsável pela absorção de glicose pelas células do corpo, é produzida em maior quantidade durante a prática da caminhada, já que a atividade do pâncreas e do fígado são estimuladas durante a caminhada devido à maior circulação de sangue em todos os órgãos.



Outro ponto importante é que o treinamento aeróbico intenso produzido pela caminhada é capaz de reverter a resistência à insulina, um fator importante para o desenvolvimento de diabetes. Assim fica comprovado que os exercícios têm ainda mais benefícios contra o mal do que se pensava anteriormente.



"Quanto maior a quantidade de insulina no sangue, maior a capacidade das células absorverem a glicose. Quando esse açúcar está circulando livremente no sangue, pode causar diabetes", explica o fisiologista da Unifesp.



4 de abril de 2011

Não existem limites para perdoar.

Temos que perdoar, mesmo sendo uma das tarefas difíceis, sobretudo quando se trata de perdoar os inimigos e rezar por eles, que é a recomendação de Jesus. Quem não perdoa não ama. Temos a tentação de desejar o mal e até de nos alegrarmos com a desgraça dos outros. Trata-se de um comportamento comum entre nós, mas totalmente contrario ao evangelho. Por isso não posso condenar, mas fazer todos os passos para salvar o irmão. Há uma incoerência entre ser cristão e ser a favor da violência, da pena de morte, do aborto, das torturas.
É muito comum dizer: já perdoei, não tenho raiva, falo se ele (a) vier a mim. Costumo dizer que a distancia é a mesma. Devemos ir. Uma questão que sempre se coloca: se eu falar, e a outra pessoa não me responder e não se reconciliar? Resposta: sua parte está feita.
Não só perdoar, mas também se reconciliar. Ir ao encontro do outro para fazer a paz, criar a comunhão. Se isso não acontece, uma pessoa será sempre uma ameaça para a outra. Ao encontrar- se cada uma se perguntará: E agora? Na reconciliação não existirá esta questão. A oração sem a reconciliação não é completa. Antes da oferta é necessário ir se reconciliar. A intriga e a divisão são situações graves contra a comunhão na comunidade. Temos muitas dificuldades nas comunidades por causa da indisposição para perdoar. Como é infinito o perdão de Deus, assim deverá ser o nosso. A pergunta de Pedro, sobre quantas vezes devemos perdoar gera uma situação muito cômoda se fosse respondida segundo os nossos critérios. Por isso Jesus não define números e deixa a questão em aberto. Setenta vezes sete não são números matemáticos, mas remete para infinitas vezes que devemos perdoar. (Mateus 18,21-35).

Temos tido disposição interior para o perdão?

Padre Bosco
 


Deus não abandona quem peca.


Temos uma tentação muito grande para condenar e excluir as pessoas que erram.
Parece que a única solução é afastá-las da comunidade. É claro que como Jesus não se pode jamais aceitar o pecado, mas a pessoa que peca deve ser acolhida, ajudada e compreendida, para que mude e se salve.
Uma situação muito comum é julgar a pessoa sempre pelo seu passado, como se a pessoa fosse sempre a mesma. Esta mentalidade é muito falha e preconceituosa pelo fato de não se acreditar na conversão e na graça de Deus. Nenhuma pessoa será a mesma, sempre, nem biologicamente nem espiritualmente. Se ajudada e compreendida ela é capaz de crescer.
Ainda é muito grave pensarmos que as deficiências são resultado dos castigos de Deus por causa dos pecados. Quem pecou, ele ou os pais? É a pergunta dos apóstolos diante do cego de nascença (João 9, 1-41).Esta concepção sobre o Deus que castiga e condena é a mais grave que temos. Culpamos a Deus pelos males que são nossos e consequência dos nossos hábitos. Saber que Deus realmente não abandona os pecadores é uma das mais importantes notícias da pratica de Jesus. Jesus acolhe, perdoa e pede a conversão. (Mateus 11,14).
Como a comunidade tem procedido com os que erram? Muitas pessoas consideradas pecadoras, muitas vezes não chegam às nossas comunidades pelo fato de se sentirem julgadas, o que nunca deveríamos fazer. Jesus ensina a forma de proceder da comunidade diante das falhas humanas.
Um dos grandes males do nosso tempo é a punição sem o perdão e o acolhimento.

Vejamos a pedagogia sugerida por Jesus. (Mateus 18,15-18).
Temos ajudado ou falado mal das situações de pecados?

Devemos dar o bom exemplo.

O Irmão Charles de Foucauld, dizia a respeito do testemunho a seguinte frase: “Devemos gritar o Evangelho com a vida”.
Normalmente reclamamos muito pelo fato de convidarmos as pessoas para as nossas comunidades e não sermos correspondidos em nossos apelos. Tudo leva a crer que há um elemento anterior ao convite: ser presença, conviver, ter uma relação de amizade e de confiança com as pessoas. A vida parece ser anterior. Isso é o que significa testemunhar. Não é que as coisas sejam tão separadas, mas a fé deve andar juntamente com a vida. Nas comunidades se tem buscado muito fazer esta ligação.
As pessoas são convidadas para que? Ser apenas um agente passivo? Existem pessoas com muita vontade de colaborarem nas tarefas da comunidade, mas nem se manifestam, nem são convidadas. Às vezes as pessoas mais antigas ficam com medo de perder o espaço. Este medo não tem sentido. Quanto mais pessoas, mais a comunidade poderá crescer e atuar nas atividades.
Não são as nossas palavras que convencem, mas o nosso testemunho. Ou congregamos ou afastamos. O que nós deixamos para os outros são os nossos exemplos. Seremos lembrados por causa deles. (Mateus 18,7-10);
As primeiras comunidades não eram aceitas como religião, mas tidas como seita, porém admiradas pelos de fora por causa do testemunho: Vejam como eles se amam.

O que está faltando para que as pessoas se sintam atraídas para as nossas comunidades?


Jesus nos mostra na comunidade quem é o mais importante.

A vaidade para ser o primeiro, o mais importante, sempre foi uma tentação na vida do ser humano. O desejo de mandar e exercer poder sobre as outras pessoas também é uma realidade a ser superada. Nunca devemos dizer: “Aqui, na minha comunidade quem mando eu”. Jesus pede para não adotarmos o estilo dos que mandam no mundo. Existem pessoas que se sentem donas da comunidade. Isso afasta as demais pessoas.
Primeiro: a comunidade não é espaço para alguém mandar, mas para servir. Nela, colocamos os nossos dons a serviço uns dos outros.
Segundo: a comunidade não é sua. Quando Jesus chama Pedro de pedra Ele diz que sobre aquela pedra edifica a sua igreja. Somos todos, ovelhas do rebanho.
A questão da competição sempre foi presente no mundo, e, por isso, na igreja e nas comunidades. Depois de caminhar com os discípulos, em casa Jesus lhes perguntou sobre o que eles haviam falado: “Mas eles se calaram porque pelo caminho discutiram entre si qual deles seria o maior” (Mateus 9,34). O importante é levar em conta o que Jesus nos ensina: o maior entre vocês é o último e o servidor de todos. “O maior dentre vós será vosso servo”. (Mateus 23,11). Como está sendo colocada em pratica esta mensagem em sua comunidade? Quais exemplos você recorda?
Não devemos ser como os que gostam de sentar nos primeiros lugares e de aparecer. Na comunidade, com seus diversos serviços, podemos superar este desejo tentador. “Aquele que se fizer humilde como esta criança será maior no Reino dos céus”. (Mateus 18,4).
Aqui em (Mateus 18,16) é colocado por Jesus o exemplo da criança, sincera e confiante, como condição para entrar no reino dos céus.

3 de abril de 2011

Justiça não cumpre meta e engaveta 1 milhão de processos

Domingo, 03 de Abril de 2011 14h50
As principais metas traçadas pelo Poder Judiciário para 2010 não foram cumpridas. É o que revela estudo divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A mais importante delas previa o julgamento de todos os processos que deram entrada na Justiça até 2006. Só que menos da metade desses processos (44,5%) foi julgado. O CNJ também esperava que o Poder Judiciário cortasse gastos. Mas o resultado foi decepcionante: as despesas cresceram 17%.
Os tribunais estaduais de Justiça foram os que apresentaram o pior desempenho. Julgaram apenas 38,92% do estoque de processos acumulados até 2006. O melhor foi o da Justiça Militar: 94,65% dos processos distribuídos até 2007 foram julgados.
Outra meta previa o julgamento de todos os processos que chegaram ao Judiciário no ano passado. Nesse caso, o percentual de cumprimento foi de 94,2%. A Justiça Eleitoral, os tribunais superiores e a Justiça do Trabalho julgaram mais processos do que receberam.
A meta relativa ao cumprimento das execuções fiscais e não fiscais cobrava a redução de 10% do acervo em 2009, percentual que passava para 20% no caso das execuções fiscais. Para que a meta fosse cumprida, o Judiciário precisaria dar baixa em 23,5 milhões de processos em fase de execução no país. O resultado ficou distnate da meta: apenas 37,95% dos processos foram executados.
O Judiciário também não conseguiu cumprir a meta de economia. O CNJ previa a redução de 2% nos gastos com luz, água, combustível, telefone e papel. Mas ocorreu o oposto: aumento de 17% desse tipo de despesa.
Fonte: Agência Brasil

1 de abril de 2011

MPPB move ação contra Estado por problemas na cadeia de Pombal


31/03/2011 19:03

Da Redação

Com Assessoria MPPB

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ingressou, nesta quarta-feira (30), com uma ação civil pública contra o Governo do Estado para obrigá-lo a resolver todas as irregularidades existentes na Cadeia Pública de Pombal, no Sertão Paraibano. Na ação, a Promotoria de Justiça solicitou ao juiz da 3ª Vara da Comarca de Pombal que o Estado também seja condenado por danos morais coletivos decorrentes das ilegalidades constatadas.
De acordo com os relatórios de inspeção anexados ao procedimento administrativo instaurado pela Promotoria de Justiça de Pombal, a cadeia pública apresenta problemas de higiene e não oferece assistências material (os presos não recebem vestuário), social, jurídica, educacional e de saúde de forma adequada, o que viola os direitos garantidos pela Constituição Federal e pela Lei de Execução Penal (LEP).
Segundo o promotor de Justiça Leonardo Fernandes Furtado, o estabelecimento prisional abriga, no mesmo prédio, todos os homens (incluindo os idosos) nas mesmas celas. Além disso, presos primários e reincidentes, assim como os provisórios e os já condenados por sentença definitiva são mantidos juntos.
“As mulheres ficam em cela separada dos homens, mas em contato com os demais presos, inclusive homens, em determinados momentos do dia, como o banho do sol. A cadeia pública é irregularmente utilizada para o recolhimento de condenados definitivos, em todos os regimes (fechado, semiaberto e aberto), inclusive para o cumprimento de pena restritiva de direitos consistente na limitação de final de semana, quando a lei prevê a sua utilização somente para o recolhimento de presos provisórios”, criticou.
A casa do albergado (que atende presos do regime aberto) fica dentro do prédio da cadeia e é trancada com cadeados. Os aposentos são escassos e não há local adequado para cursos e palestras. “As mulheres que deveriam se destinar à casa do albergado recolhem-se na única cela destina às mulheres, onde também ficam as presas provisórias e as submetidas ao regime fechado”, denunciou o promotor.